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Quer ajudar o próximo? Seja egoísta.

Caro leitor, se você tem alguma intenção de melhorar o mundo, sugiro que comece olhando para a sua própria vida e pergunte a si mesmo se ela está como você gostaria.

Digo isso por experiência própria. Anos atrás, eu estava fora de forma, com as finanças pessoas desorganizadas e dependendo dos outros para me ajudar com os mínimos afazeres da minha própria vida. No entanto, à época eu acreditava possuir soluções para melhorar o mundo de diversas formas e em múltiplas áreas. Logo eu, que não conseguia nem colocar minha simples vida em ordem. (Já percebeu quantos militantes on-line não se sustentam, vivem com os pais mas estão engajados em mudar o mundo.)

Hoje em dia, estou na melhor forma de minha vida. Saúde de ferro, finanças em ordem, mais ocupado que nunca, mas com mais tempo para me dedicar aos outros e aos projetos que me interessam. E o melhor, não sou um fardo para ninguém sob nenhum aspecto.

Isso aconteceu porque decidi que precisava focar em mim primeiro. Comecei a praticar o que podemos chamar de Egoísmo Ético.

Scott Adams, cartunista e criador da tirinha Dilbert, cujo blog eu recomendo, explica a questão com brutal simplicidade em seu bem-humorado e interessante livro “How to Fail at Almost Everything and Still Win Big: Kind of the Story of My Life”. Sem edição em português, mas que seria traduzido mais ou menos assim: “Como Fracassar Em Quase Tudo e Ser Um Baita Sucesso. Meio Que A História da Minha Vida”

Adams, define as pessoas em 3 categorias:

  • Egoístas
  • Estúpidos
  • Um fardo para os demais

Em linhas gerais, segundo o autor, 3 coisas tomam nosso tempo e esforços. Nossa saúde, nossa vida professional e finanças e a nossa família e amigos. Se negligenciarmos nossa saúde ou carreira profissional, estaremos sendo estúpidos. Se continuarmos a negligenciá-las, nos tornamos um fardo para os outros. Dentro deste quadro, é melhor ser egoísta.

Evidentemente tanto Adams quanto eu não estamos advogando que o leitor se torne um sociopata que não ajuda uma velhinha a atravessar a rua porque vai se atrasar 30 segundos para o trabalho. O ser humano sente realização com gestos altruístas e conexão com o próximo. No entanto, se nos focarmos apenas no altruísmo e compaixão de curto prazo, nossa vida fica à deriva a longo prazo e acabamos por precisar da ajuda dos outros. Ou seja, nos tornamos parte do problema ao invés da solução.

Adams defende que pratiquemos enlightened selfishness – egoísmo iluminado na tradução literal, outro termo para o Egoísmo Ético que mencionei acima – trocando em miúdos, que entendamos a importância de colocar nossa vida em primeiro lugar e buscar a nossa visão do que seria o sucesso nas nossas vidas. Afinal – lógica elementar –  pessoas bem-sucedidas tendem a contribuir para o resto da sociedade ao invés de subtrair. Pagam mais impostos do que recebem do governo; geram empregos; tem renda para colaborar com a caridade; investem nas ideias de outros, ajudando-os a atingir o sucesso; não consomem verbas públicas de saúde e por aí vai.

Então, caro leitor, se você quer melhorar o mundo, comece sendo egoísta e coloque sua vida em primeiro lugar e dê ordem a ela. Cuide de sua saúde, prospectos profissionais e finanças. Só assim você poderá realmente ajudar os outros ao invés de ser um fardo para os demais.

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