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Desmistificando Obama, o Contador de Histórias

Chegamos ao fim da Administração Obama. Um governo que ficará lembrada como a presidência da narrativa, afinal, esta valeu mais do que fatos, do que dados concretos, do que experiências reais e do que as consequências trágicas de muitas de suas políticas.

E qual a última narrativa promovida por Obama antes de deixar o seu posto no salão oval? A de que sua administração consistiu-se de 8 anos sem escândalos.

Será mesmo?

Se depender de grande parte da nossa imprensa, que só diz “amem” à narrativa Obamista, o suposto legado virtuoso de Obama já está talhado em mármore para memória póstuma até o fim dos tempos.

Mas porque grande parte da nossa imprensa – tão crítica ao PT e à suas práticas – converte-se em cheerleaders de Barack quando falam do esquerdismo americano? Se fizessem o mínimo trabalho investigativo constatariam que entre os 13 anos de Lula e Dilma e os 8 de Obama, existem muito mais semelhanças do que diferenças. Existe, no entanto, uma grande diferença. O legado petista não tem grandes consequências internacionais. Já no caso de Obama, no cargo de homem mais poderoso do mundo, os escândalos transcendem em muito a esfera nacional. E talvez seja na política externa, uma das mais incompetentes e mal-intencionadas de todos os tempos que Obama deixe seu mais grave e duradouro legado de escândalos, erros e vidas destruídas e arruinadas. Mais grave pois tornaram o mundo um lugar menos seguro para todos. Mais duradouro porque levaram a um estado de coisas muito difícil e, em muitos casos impossível, de ser revertido.

Para fazer essa breve retrospectiva dos anos Obama, e desmentir sua última narrativa, escolhi os Top 10 escândalos de sua administração (nacionais e internacionais) afim de mostrar que eles não faltaram durante sua estadia na Casa Branca. Por questões de praticidade, tive que me ater aos mais graúdos, afinal, não tenho a intenção de escrever um tratado a respeito nem causar L.E.R. no leitor de tanto dar Scroll Down na página. Portanto, deixei de fora escândalos como Solyndra; NSA e Edward Snowden; Bowe Bergdahl; Sargento Tahmooressi; Pigford; Resgate dos Bancos de Wall Street; Desastre ambiental no rio Colorado; as festas nababescas da GSA; a retaliação contra imigrantes Cubanos; Planned Parenthood; ACORN; as políticas anti-Israel entre outros, mas os links estão aí para o leitor que quiser saber mais.

Não é à toa que o Partido Republicano não controla a Presidência, o Senado, Congresso e tantos estados desde os anos 20 do século passado. Trump e a avalanche eleitoral republicana também são parte do legado Obama. Grande parte dos americanos resolveram dar um basta à uma política de fachada, do discurso e da narrativa que seria não só mantida, mas intensificada caso Hillary Clinton fosse eleita.

Dito isso, passamos à lista abaixo, repleta de casos de aparelhamento do estado; politização do judiciário; programas de estímulo falidos e fraudulentos; obras inexistentes e superfaturadas; conexões suspeitas com o tráfico de drogas internacional; decisões ideológicas; rombo fiscal, acobertamento de crimes; desrespeito à democracia; favorecimentos indevidos e alianças internacionais espúrias.

Observamos tamanha semelhança entre Obamismo e Petismo, porque em ambos os casos, vemos a ideologia sendo colocada acima da realidade. Ambos consideram sua ideologia e a fé cega na cartilha esquerdista infinitamente mais importante do que a realidade e dos fatos. Preferem contar histórias e criar narrativas à lidar com a realidade. E no conto de fadas que sussurram para si mesmos antes de dormir todas as noites, eles representam o papel de suprassumo da humanidade. Paladinos da virtude que se permitem tudo, inclusive estarem acima da lei. Convenceram a si mesmos suas ações, inclusive e principalmente os crimes que cometem, são em prol de um mundo melhor no futuro. Veem-se como benfeitores inimputáveis e não ideólogos perigosos e mentirosos, que acreditam estar acima do bem e do mal e que, em nome de seus ideais abstratos, podem praticar toda a sorte de atrocidades reais.

Top 10 escândalos do governo Obama

Escândalos nacionais.

1. O Pacote de Estímulos fraudulento (o petrolão americano)

O que foi: Pacote de estímulo econômico de quase 1 trilhão de dólares para reaquecer a economia após a crise de 2008.

Resultado: A pior retomada na economia americana de todos os tempos. Obras que nunca saíram do papel. Verba para salvar empresas que vieram à falência. Nenhum legado real de infraestrutura. A dívida americana dobrou em mais de 8 anos.

Ao assumir um pais em recessão, após a crise financeira de 2008, Obama lançou mão da cartilha keynesiana e tirou do papel um programa de estímulo econômico de aproximadamente 1 trilhão de dólares. 8 anos depois, a economia americana tem a pior retomada pós crise de todos os tempos. A dívida pública americana dobrou. Ou seja, entre 1776 e 2008, os EUA acumularam 9.2 trilhões de dólares em dívida pública. Obama conseguiu a proeza de mais do que dobrar esta dívida para 19.9 trilhões em apenas 8 anos. Ou seja, foi fiscalmente o mais irresponsável de todos os presidentes americanos, com o agravante de acusar na campanha eleitoral de 2008 a gastança de seu sucessor, George W. Bush, de “irresponsável” e “antipatriótica”.

O seu programa de estímulos de 2009 é um case study de incompetência e improbidade administrativa. O legado de infraestrutura para o país é basicamente nulo, não foram gerados empregos no setor privado e grande parte da verba foi gasta em projetos inúteis, muitas vezes inconclusos. Os resultados do programa são tão desprezíveis, que até hoje não está claro onde o dinheiro foi parar e como foi possível gastar tanto e realizar tão pouco.

O que se sabe é que centenas de milhões de dólares foram destinados para obras que já haviam sido concluídas antes do programa começar. Outras centenas em verbas foram desviadas para sindicatos aliados ao Partido Democrata. Centenas desperdiçadas em empréstimos milionários a empresas que depois vieram a decretar falência. Outras centenas desperdiçadas com burocracia e projetos que nunca viram a luz do dia.

O programa foi acusado de não ser nada mais do que um golpe para desviar verbas e de lavar dinheiro para o partido democrata, afinal, muitas das verbas retornaram em doações de sindicatos e empresas próximas à administração Obama (semelhança com o petrolão não é mera coincidência).

Não fosse a politização e aparelhamento do sistema judiciário, as centenas de milhões de dólares que desapareceram no processo poderiam ter acabado com o governo Obama antes mesmo do fim do seu primeiro mandato.

 

2 . Uso da Receita Federal Americana para perseguir adversários políticos (IRS Scandal)

O que foi: Uso do IRS (Internal Revenue Service), a Receita Federal Americana, para perseguir e suprimir associações e ONGs ligadas a adversários políticos e seus doadores e patronos. Acobertamento, sabotagem à investigação congressual do caso e destruição de provas.

Resultado: Escândalo muito mais grave que o Watergate acaba fundamentalmente em pizza.

Para entender as raízes do escândalo do IRS, temos que voltar ao ano de 2010 e às Midterm Elections para o Congresso e casas representativas em vários estados. Dois anos após Obama ser eleito com uma votação avassaladora, o partido democrata sofreu a maior derrota de um presidente nas Midterm Elections desde 1938. Os Republicanos tomaram 63 assentos democratas no Congresso, retomando o controle da casa, além de ganharem o controle das câmaras legislativos em vários estados.

Um dos fatores determinantes para uma derrota tão acachapante foi o surgimento do TEA Party (Taxed Enough Already), uma reação conservadora e libertária que acima de tudo ia contra a centralização de poder no governo federal e irresponsabilidade fiscal e endividamento estatal promovidos desde o começo do governo Obama.

Vendo o Tea Party e as diversas organizações que surgiram associadas a ele como uma séria ameaça à sua reeleição em 2012, a administração Obama partiu para o ataque. A estratégia: ataca-los financeiramente, criando um gargalo na obtenção de recursos para essas organizações.

Entra em cena o IRS. Orgão que foi aparelhado e politizado durante a administração Obama. Sob a gestão de William Wilkins, apontado por Obama, e com a ajuda de Lois Lerner, diretora da divisão de organizações isentas de impostos, o IRS passou a tornar o mais difícil possível para novas organizações de oposição conseguirem se registrar na receita federal (o que as impediria de coletar doações com isenções de impostos). O IRS passou também a dificultar a captação de recursos para as organizações oposicionistas já existentes.

Durante este processo, tanto Wilkins como Lerner encontraram-se diversas vezes com membros do alto-escalão da administração Obama na Casa Branca.

Entre 2010 e 2012, o IRS barrou as aplicações para isenções de impostos feitas por centenas de organizações conservadoras. Durante este período, o IRS aprovou apenas 4 aplicações de organizações conservadoras, ao mesmo tempo em que aprovou dezenas de aplicações de organizações ligadas à causas de esquerda e ligadas ao partido democrata. Mais uma vez, Obama fez-se de desentendido publicamente (como Lula, disse que não sabia de nada) e fez de tudo para abafar e atrasar as investigações nos bastidores.

Em janeiro de 2012, o IRS passou a enviar cartas para grupos conservadores exigindo que eles fornecessem informações sigilosas, como: o nome de todos os seus doadores e as quantias doadas por cada um, uma lista de todas as causas defendidas pelos grupos, explicações detalhadas das posições dos grupos a respeitos a essas causas, e pasme, cópia de todos os e-mails enviados pelo grupo aos seus membros.

A partir da obtenção destas informações, pessoas físicas que fizeram doações à estes grupos de oposição passaram a cair na malha fina do IRS, sendo auditados com uma frequência 10 vezes maior do que o restante da população. Claramente, trata-se de uma estratégia nefasta de afugentar doadores de causas libertárias e conservadoras com a ameaça de terem problemas com o fisco.

Em fevereiro de 2014, veio à tona, durante investigações do escândalo do IRS no congresso americano, que dentre as organizações isentas de impostos já existentes, pré-selecionadas para auditoria do IRS, 83% eram conservadoras. Dessa lista, foram escolhidas aquelas que foram efetivamente auditadas. Nada de surpreendente descobrir que 100% delas eram conservadoras e de oposição ao governo Obama.

Durante estas mesmas investigações congressionais, o IRS destruiu 7 discos rígidos com possíveis provas referentes ao processo, além de apagar 2 anos de e-mails da conta de Lois Lerner, pessoa chave na operação de caça às ONGs conservadoras. Os e-mails de Lerner que foram recuperados, não deixam dúvida de que o processo foi deliberadamente desenhado para fins políticos, com o objetivo de suprimir organizações conservadoras e ligadas ao Tea Party.

Só podemos especular o quanto o ataque do IRS à essas organizações republicanas afetou o resultado das eleições de 2012 que culminaram com a reeleição de Barack Obama. Sabemos, no entanto, foi muito mais disputada do que em 2008, contando com vitórias apertadas em estados como Ohio, Flórida e Virgínia, onde organizações ligadas ao Tea Party foram particularmente alvejadas pelo IRS.

3. Obamacare

Obamacare é um assunto extenso, mas não é exagero dizer que foi um escândalo do começo ao fim. A começar pela mentira de Obama de que as pessoas poderiam continuar com os seus planos de saúde pré-existentes se quisessem.

O Obamacare já era um fiasco em sua concepção, pois trata-se do estado obrigando o cidadão a comprar um seguro de saúde privado. A ideia é que os que podem pagar sustentariam o plano dos que não podem, constituindo uma parceria público-privada cheia de conflitos de interesse. A ingerência estatal nos seguros de saúde causou uma queda de competitividade, com muitas seguradoras optando por deixar certos estados, onde não poderiam operar com lucro sob as novas leis. Com isso, diminuiu a concorrência no mercado e aumentam os monopólios e com isso os preços finais para os consumidores, que ou pagavam seguros de saúde mais caros do que nunca, ou eram multados pelo estado. A situação em certos estados chegou a níveis tão perversos que muitos cidadãos optaram pelas multas.

Não só o programa foi um fiasco, como o processo de aprovação do texto que regulamenta o Obamacare foi fundamentalmente antidemocrático e anticonstitucional, com a suprema corte mudando o texto do congresso e Obama mudando o texto diversas vezes através de decretos executivos na sequência.

A mais grave acusação feita ao Obamacare, ao meu ver verossímil, é de ter sido um fracasso deliberado e planejado, já que a real agenda por trás dele era a nacionalização do sistema de saúde, aos falidos moldes do Canadá e do Reino Unido. O fracasso do sistema híbrido implantado por Obama seria substituído por um sistema estatal. Temos aqui a clássica forma da intervenção estatal criando um problema para depois propor mais intervenção estatal como solução.

A cereja do bolo: o website. Sim leitores, pasmem! Apenas o website do Obamacare, usado para os cidadãos se registrarem custou 1 bilhão de dólares e estava repleto de falhas quando foi lançado. Desde então, gastou-se mais 1 bilhão para concertar os problemas. Novamente, fica a pergunta, para onde foi o dinheiro? É possível tanta incompetência ou a má fé também estava presente?


4. A Operacão Fast & Furious

O que foi: ATF (Bureau de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos) monta operação de venda de armas de fachada e acaba fornecendo armamento aos cartéis mexicanos.

Resultado: Mais de 300 mexicanos mortos, um agente de fronteira americano morto, mais de 2000 armas de vendas controladas entregues aos carteis mexicanos, nenhuma prisão relevante. Abafamento e acobertamento da investigação sobre o fiasco da operação.

Idealizada e implantada pelo ATF (Bureau de Alcool, Tabaco, Armas de Fodo e Explosivos) e avalizada por Eric Holder, secretário de justiça e homem de confiança de Barack Obama, a Operação Fast & Furious é tão surreal que se fosse escrita como um roteiro de ficção para Hollywood, provavelmente teria sido rejeitado por ser inverossímil.

Tentarei resumir o imbróglio. O ATF montou uma vasta operação de venda de armas de fachada, com o objetivo de vender armas para operadores do cartel mexicano dentro dos EUA, prender os atravessadores e descobrir quem eram os lideres graúdos do outro lado da fronteira.

O problema é que nenhum dos operadores e atravessadores relevantes foi preso, permitindo-se uma quantidade enorme de armamentos e munições atravessar a fronteira, indo parar nas mãos de membros dos carteis mexicanos que usaram earmas provenientes da operação Fast & Furious em massacres de cidadãos mexicanos e do agente de fronteira Brian Terry.

O escândalo começou a vir à tona quando agentes da operação, depois de saberem que armas vendidas pela Fast & Furious foram usadas por membros dos carteis para matar um agente de fronteira, vieram a público denunciar a operação. Entre as denúncias, constava as ordens que receberam se seus superiores de não autuar ou prender os atravessadores em flagrante, antes que esses cruzassem a fronteira.

O que fez Obama? Blindou o secretário de justiça Eric Holder e fez de tudo para boicotar as investigações, chegando a usar o poder executivo para que a investigação instaurada no Congresso não tivesse acesso à documentação interna da operação. Sem contar que os agentes que denunciaram a operação sofreram represarias e não contaram com a proteção de testemunhas adequada.

5. Espionagem a jornalistas

O que foi: Ameaças à imprensa e uso do Departamento de Justiça para espionar jornalistas secretamente.

Em mais uma de suas narrativas, a administração Obama intitulou-se “a mais transparente de todos os tempos” (nunca antes na história deste país..). No entanto, trata-se de uma das administrações mais hostis à imprensa não-chapa-branca que já existiram.

Bob Woodward, lenda do jornalismo americano, autor da reportagem que revelou o escândalo Watergate, foi ameaçado pela Casa Branca por ter criticado a irresponsabilidade fiscal do governo Obama. A Fox News foi atacada por Obama durante os 8 anos de mandato, mas o caso mais grave novamente envolveu o Departamento de Justiça, comandado por Eric Holder (sim, aquele mesmo da Operação Fast & Furious) que secretamente obteve o sigilo telefônico de editores e repórteres da Associated Press. Até hoje não está claro porque? Provavelmente foi uma tentativa de investigar o vazamento de informações confidencias e descobrir quais as suas fontes dentro do governo. No entanto, trata-se também de um ataque à liberdade de imprensa e à primeira emenda da constituição americana.

Este escândalo, combinado com o da espionagem da NSA (National Securiry Agency) revelado por Edward Snowden mostra que a “administração mais transparente de todos os tempos” revelou-se uma das mais opacas e intrusiva de todos os tempos.

 

Escândalos internacionais

6. Surgimento da ISIS e colaboração com sua expansão na Síria.

O que foi: Surgimento da ISIS no vácuo de poder deixado no Iraque. Armamento e suporte a grupos rebeldes na Síria diretamente associados à ISIS. Fortalecimento da ISIS afim de usá-la como instrumento na derrubada de Bashar al-Assad do poder na Síria.

Resultado: Milhares de mortos, uma tragédia humanitária sem precedentes. Perseguição e genocídio de cristãos. Milhões de seres humanos oprimidos por um estado de barbárie. Aumento do terrorismo em escala global.

A esta altura dos acontecimentos, é impossível dissociar o surgimento da ISIS com as políticas internacionais de Obama no Oriente Médio. Principalmente no Iraque e na Síria.

A ISIS nasceu como uma dissidência da Al Qaeda no Iraque e ganhou força com o vácuo institucional e de poder após o fim do regime de Saddam Hussein e principalmente pela retirada das tropas americanas do Iraque ordenada por Barack Obama.

Depois do estado de caos que descendeu sobre o Iraque e a Líbia pós Saddam Hussein e Khadafi, Obama e seus secretários de estado Hillary Clinton e depois John Kerry, decidem dobrar a aposta e aplicar a mesma estratégia na Síria, desestabilizando o regime de Bashar al-Assad, visando a sua derrubada do poder.  Os EUA então passam a armar rebeldes sírios, que em muitos casos eram aliados da ISIS ou tratavam-se de braços do Estado Islâmico.

Não há como ignorar a responsabilidade da administração Obama na tragédia humanitária que vemos na Síria, e cabe perguntar, não fosse a intervenção Russa – aliada de Assad – teriam Obama, Clinton e Kerry sucedido em derrubá-lo? Em que estado se encontraria a Síria neste momento se isto tivesse acontecido? Provavelmente estaria sob domínio total do Estado Islâmico.

É possível que uma política externa tão desastrosa seja fruto apenas de incompetência ou será que existe outra agenda por trás disso? É de se perguntar, já que é sabido que a Arábia Saudita – a principal financiadora da ISIS – bancou cerca de 20% da campanha presidencial de Hillary Clinton – uma das principais arquitetas da política externa de Obama, continuada por seu sucessor John Kerry.

Os indícios começam a apontar no sentido de uma agenda secreta, principalmente após uma gravação de John Kerry, vazada através do Wikileaks e publicada sem alarde no New York Times demonstrar que o Secretário de Estado e Obama contavam com a expansão da ISIS na Síria como estratégia para colocar o regime de Assad de joelhos e forçá-lo a negociar uma saída do poder.

Só faltou combinar com os Russos.

7. A destruição da Líbia.

O que foi: Operações militares ilegais visando a derrubada do ditador Muammar Gaddafi

Resultado: Milhares de mortos, um estado falido e um celeiro de terroristas.

A Líbia de hoje é infinitamente pior do que era a de Gaddafi. Isso é inegável. Trata-se de um estado falido, que exporta refugiados e terroristas. A administração Obama não aprendeu a lição do Iraque: não existe vácuo de poder.

A Líbia de Gaddafi, já era um pais praticamente sem instituições, governada com mão de ferro pelo paranoico ditador que sequer mantinha um exército oficial, pelo medo deste organizar um golpe contra ele.  No vácuo deixado após o assassinato de Gaddafi por rebeldes insurgentes apoiados por EUA, Reino Unido e França, a Líbia virou uma terra de ninguém, com diferentes grupos rebeldes lutando entre si, além de radicais islâmicos ganhando força, perseguindo e degolando cristão. A Líbia pós Gaddafi é um celeiro de terroristas com forte presença da ISIS e um corredor aberto para imigrantes ilegais cruzarem o mediterrâneo rumo à Europa.

Não obstante, as operações autorizadas por Obama na Líbia foram ilegais, pois não contaram com a aprovação do congresso americano. Diferentemente da guerra do Iraque de George W. Bush, que foi votada e aprovada pelo Congresso e Senado americanos.

8. Benghazi

O que foi: Estabelecimento de base secreta da CIA em zona de risco em Benghazi na Líbia. Envio do embaixador Chris Stevens à Benghazi, onde todos os outros governos estrangeiros já haviam fechados seus postos diplomáticos, sem escolta ou proteção apropriadas. Omissão, inoperância e recusa em enviar reforços quando o embaixador e a base da CIA foram atacados durante 13 horas. Havia aviões americanos a menos de 20 minutos de voo em bases na Itália que nunca foram acionados. Além disso, havia drones americanos sobrevoando Benghazi, ou seja, assitiram á tudo sem fazer um disparo aéreo sequer.

Resultado: 4 americanos mortos (incluindo o embaixador Stevens) e outros feridos. Tentativa de abafar o caso e atrapalhar investigações.

9. O servidor de e-mails de Hillary Clinton

O que foi: gerenciamento da conta oficial de e-mail de Hillary Clinton como Secretária de Estado através de um servidor privado localizado em um banheiro. O objetivo: negociações escusas, tráfego de influência e venda de decisões de políticas internacionais através da Clinton Foundation. E-mails vazados comprovaram que Barack Obama sabia do servidor e não só foi conivente, permitindo a atividade ilegal de Hillary como fez de tudo para abafar as investigações sobre o conteúdo e destruição ilegal dos e-mails (que haviam se tornado provas em investigação do FBI).

Resultados: o servidor foi hackeado por China, Russia e Israel, expondo segredos de estado americano.

Fica a pergunta, porque Obama foi conivente e o que ganhou com isso?

10. O acordo nuclear com o Irã e pagamento de resgate ilegal

O que foi: Acordo para desacelerar o programa nuclear iraniano em troca do fim das barreiras econômicas impostas ao Irã. Houve também pagamento de resgate secreto e ilegal para a liberação de reféns.

Resultado: Efetivamente, o acordo apenas atrasa o programa nuclear iraniano em 10 anos, enquanto o fim das sanções econômicas dá acesso a 150 bilhões de dólares ao Irã – o país que mais fornece suporte financeiros a grupos terroristas no mundo.

Em mais uma de suas atitudes anti-Israel, Obama sentou para negociar com o Irã, o maior patrocinador de grupos terroristas no mundo, o segundo país que mais condena seus cidadãos à morte (só perde para a China, que têm uma população 20 vezes maior), um pais que prega o fim do estado de Israel e que já executou mais de 6 mil pessoas por serem homossexuais.

Com a abolição das sanções econômicas, o regime teocrático iraniano se fortalece e adquire condições financeiras de intensificar sua guerra ao ocidente e seus valores. Aumentando sua capacidade de financiar grupos terroristas xiitas como o Hamas e o Hezbolah, entre outros e continuar sua proxy war contra Israel e os EUA.

Em troca, Obama obteve apenas uma garantia do Irã da redução de seu programa nuclear. Mesmo que o Irã cumpra todas as suas promessas e permita todas as inspeções acordadas, seu programa nuclear apenas sofrerá um atraso de 10 anos na obtenção de uma possível bomba atômica.

As conexões da administração Obama com o Irã não acabam por aí, em uma das operações mais mal explicadas dos últimos anos, o governo Obama pagou secretamente um resgate de 400 milhões de dólares ao Irã em troca de reféns americanos, numa operação tão irregular e ilegal, que foi resumida por Andrew C. McCarthy, jornalista colaborador do National Review, da seguinte maneira:

“Num ato de contravenção à lei federal criminal que proíbe os EUA de transferirem bens e valores ao Irã, quer direta ou indiretamente (inclusive através de outros países como intermediários), o presidente Obama transferiu 400 milhões de dólares ao Irã através de um processo de lavagem dinheiro americano em moeda estrangeira que então foi paga como resgate em troca de reféns – uma violação da política externa americana – à agentes do principal patrocinador mundial do terrorismo – o Irã. O dinheiro vivo foi então transportado à Teerã por uma companhia aérea (Iran Air) embargada pelos EUA por tratar-se de uma fachada para o transporte de armamentos e ajuda à grupos terroristas.”

De novo, fica a pergunta: será que tanta incompetência é possível? Ou Obama teria sida na verdade extremamente competente em executar uma agenda que não entra na narrativa oficial. Talvez, cabe a nós olhar além do hype e nos perguntarmos quem, no final das contas, acabou se beneficiando com tudo isso?