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A Máfia da Mídia e as Eleições Americanas.

Mais do que errar, eles mentiram.

O leitor já deve ter ouvido que a maior derrotada nas eleições americanas, juntamente com Hillary Clinton, foi a mídia de massa. A famosa mainstream media, que errou todas as suas previsões. Mas talvez o leitor não tenha escutado que a mídia sai desmoralizada não só por isso, como muitos vem dizendo, mas porque há claros e abundantes indícios de uma cobertura que foi além do incompetente e do partidário, chegando ao criminoso.

Sobre a mídia brasileira, seu papel foi tão medíocre que vou dedicar a ela apenas este parágrafo.  É muito fácil entender como ela errou tão grosseiramente suas previsões. Via de regra, nossos jornalistas e correspondentes internacionais acreditam que o seu trabalho é ler o New York Times, a The Economist, a revista Time e passar um resumão tosco para a galera aqui no Brasil. Então, o pessoal da GloboNews, Gugas Chacras, Caios Blinders, Reinaldos Azevedos e Antagonistas basicamente fizeram isso e entraram na torcida. Outros chegaram a adentrar a seara criminosa como Monalisa Perrone, que passou informações mentirosas sobre Trump ter afirmado odiar Negros e Muçulmanos, num ato tão abjeto somente superado pelo fato dela ainda manter o seu cargo nas organizações Globo.

A grande mídia internacional e principalmente americana, fonte da qual nossa imprensa bebe sem filtro, não foi apenas incompetente na sua cobertura sobre o pleito eleitoral, mas principalmente por ter tomado uma atitude partidária, tornando-se um órgão mais de propaganda que de jornalismo, trabalhando para persuadir eleitores ao invés de informá-los.

E agora, caro leitor, a mainstream media e seus bonecos falantes sobem nas tamancas com os peitos estufados de empáfia e arrogância preparados para explicar-lhe porque o que eles disseram que não iria acontecer de jeito nenhum, acabou aconteceimagesndo.

Você não vai ser trouxa de continuar escutando eles, vai?

Ainda bem, então vamos lá. Começarei deixando claro que a eleição do Trump foi muito menos surpreendente do que a mídia quer fazer acreditar. Muita gente fora e dentro do Brasil já havia previsto isso. E não porque acertaram meros palpites, mas porque apresentaram uma análise embasada em fatos e evidências da realidade concreta.

Entre eles, merecem crédito os brasileiros Alexandre Borges, Flavio Morgenstern, Filipe G. Martins, Olavo de Carvalho e Alan Ghani entre os que apostaram na vitória do bilionário.

Dito isso, vamos agora dissecar o que levou a uma cobertura tão tendenciosa e crimonosa por grande parte da mídia, puxando o resto da imprensa a reboque. Como afirmou o colunista e  escritor Ken Silverstein – um dos poucos coucos esquerdistas a ter a coragem de dizer quão comprometida estava a mídia com a eleicão de Clinton :

“Estas eleições desgraçaram a profissão do jornalismo como um todo”

Vou identificar 6 fatores. Prometo que a coisa é inacreditável e assustadora, mas, graças ao Wikileaks, os e-mails estão aí para legitimar minhas afirmações.

Por que tantos foram a reboque e entraram na onda?

1) Efeito Bolha

O Efeito bolha manifesta-se de duas maneiras, territorial e social. O aspecto territorial é fácil de explicar: a grande mídia encontra-se nas grandes cidades, distante das zonas rurais e industrias onde os habitantes tem sofrido mais desde a crise de 2008. Isso também ocorreu no Brexit, onde a certeza de que o Reino Unido permaneceria na União Européia era tão grande, que no dia da votação as casas de apostas de Londres davam como 1 em 6 as chances do Brexit passar no referendo popular.

O mapa abaixo mostra isso claramente, por CRIME, leia-se aglomerações urbanas e perceba como Donald Trump venceu de maneira maciça fora das grandes cidades.

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O Efeito bolha também se manifesta socialmente. As pessoas tendem a conviver com quem pensa como elas, criando o que os americanos chamam de efeito “Câmara de Eco”, onde apenas ideias semelhantes umas as outras encontram reverberação e se reforçam mutualmente. Dado o viés ideológico esquerdista de grande parte da mídia, podemos imaginar a intensidade com que isso aconteceu. Vale relembrar a célebre frase de Pauline Kael, da revista New Yorker, quando surpreendida pela derrota acachapante de McGovern para Nixon em 49 dos 50 estados americanos: “mas todo mundo que eu conheço votou nele” (em McGovern no caso).

2) Efeito Torcida

O nome já diz do que se trata. Com o efeito torcida, o jornalista e o analista acabam acreditando no próprio “hype” que criam, como o mentiroso que passa a acreditar na própria mentira. Trocando em miúdos, o sujeito faz uma matéria tendenciosa para forçar o ponto de vista pelo qual se sente inclinado e acaba por acreditar que aquilo é um retrato fiel da realidade. A partir daí, busca – involuntariamente até – dados que reforçam ainda mais a sua visão de mundo e ignora aqueles contrários a ela. Aliado ao efeito bolha, o efeito torcida explica a total estupefação da mídia americana e nacional quando estavam transmitindo os resultados da apuração ao vivo.

 

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3) Fé cega em pesquisas eleitorais, ignorando a realidade

Não quero entrar aqui no mérito da idoneidade ou não das pesquisas eleitorais, porque o tema é extenso e não é central a este artigo, mas fato é que as pesquisas erraram maciçamente (com exceção do L.A. Times, que consistentemente vinha apontando uma vitória de Trump). A coisa é suspeita, sem dúvida. Mas num ano onde as pesquisas já haviam errado de maneira retumbante no referendo do Brexit, cujos paralelos com a eleição de Trump não são poucos, confiar apenas em pesquisas eleitorais como fonte de informação é negligência jornalística.

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Evidentemente que as pesquisas são um dado relevante, mas existe outra fonte riquíssima de dados que a mídia decidiu ignorar, a realidade concreta. Só para ficar num exemplo básico: os comícios de campanha. O candidato republicano vinha lotando comício atrás de comício em vários estados, enquanto Hillary tinha comícios tépidos, dependendo de shows de celebridades como Jay-Z, Beyoncé e Lady Gaga para atrair metade do público de Trump. Será que isso não seria um indicativo de que havia muito mais entusiasmo por trás de um candidato do que do outro? Evidentemente. Mas esta, entre muitas outras evidências foram ignoradas pelos “sábios” da mainstream media.

Desmascarando os que conspiraram, mentiram e difamaram

4) Jornalistas Corruptos

Sobre os 3 pontos acima, parte da grande mídia já começou a fazer um mea-culpa para limpar a própria barra, inclusive Jim Rutemberg, do New York Times admitiu o óbvio em artigo publicado logo após as eleições,  que grande parte da mídia esqueceu de fazer jornalismo e caiu na torcida por Hillary. Na realidade, o NY Times e Rutemberg, entre outros, abandonaram completamente seu papel de noticiar e passaram a meros cabos eleitorais. Posto isso, finalmente chegamos aos temas cabeludos que o corporativismo dos jornalistas e editores da maisntream media vai impedir que sejam abordados. Não estou falando dos erros da imprensa, mas dos seus crimes.

Os vazamentos pelo Wikileaks dos e-mails de John Podesta, coordenador da campanha de Hillary e um dos lobistas mais poderosos do mundo  e dos e-mails dos servidores do Comitê Nacional Democrata (DNC) mostraram que pelo menos 65 jornalistas atenderam a jantares secretos na casas dos membros mais graúdos da campanha de Hillary – incluindo Podesta. Dos principais veículos da mídia de massa, apenas jornalistas da Fox News – com viés republicano – não foram convidados.

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A ficha corrida de John Podesta é longíssima e sua relação com os Clinton remonta a 1993. Durante o governo de Bill Clinton, Podesta chegou a ser seu chefe do staff (Chief of Staff), cargo de suma importância e ocupado sempre por um homem de confiança do presidente. Além de lobista, Podesta é conhecido com o fixer do casal Clinton, ou seja, o homem encarregado do serviço sujo para abafar escândalos. Podesta é um personagem nefasto, suspeito até de fazer parte de uma rede de pedofilia, dado o conteúdo perturbador de muitos de seus e-mails

Voltando aos e-mails revelados pelo Wikileaks,  eles também mostram que a campanha de Hillary contava com aliados trabalhando ao seu favor dentro de grandes órgãos de imprensa, como Kenneth Vogel do site Politico que chegou a mandar matérias suas para que a campanha de Hillary as revisasse e aprovasse, além de Maggie Haberman do New York Times, John Harwood – correspondente chefe da rede CNBC em Washington, entre outros. Podesta revelou em email que a campanha de Hillary podia contar com os colaboradores citados acima, entre outros, para promoverem uma agenda alinhada com a campanha de Clinton na grande mídia.johnharwood

 

O simples fato de que até agora nenhum destes jornalistas foi demitido ou repreendido pelos órgãos de mídia que os empregam demonstra como este tipo de relação promíscua é comum, aceita e endêmica. Também revela quão comprometida e podre está a maisntream media, o que nos leva ao próximo ponto: não estamos lidando apenas com jornalista infiltrados, mas com todo um aparato corrupto em sua essência.

 

4) A grande imprensa marrom – conchavos dos conglomerados de mídia com a campanha de Hillary.

Em um tradicional jantar de caridade católico (o Alfred E. Smith dinner) em Outubro, logo após o último debate presidencial entre os dois candidatos à presidência, Donald Trump fez um discurso bem humorado mas muitíssimo duro, onde disse ironicamente, que tinha sido um prazer conhecer pessoalmente as pessoas que estavam trabalhando arduamente na campanha de Hillary, os diretores da NBC, CNN, CBS, ABC , The New York Times o Washington Post. Todos presentes no evento. Veja vídeo legendado abaixo. Minuto 2:20.

https://www.youtube.com/watch?v=FVvHiQsYWsI

O candidato republicano foi muito criticado pela imprensa por afirmar repetidamente que a cobertura da mídia era tendenciosa. Fato que, os e-mails do Wikileaks vieram a corroborar. Mais incriminatório, do entanto, foi o silencio da imprensa perante as evidencias gravíssimas reveladas pelos e-mails hackeados de John Podesta e do Comitê Nacional Democrata (DNC).

A maioria da mídia preferiu calar a respeito dos e-mails que traziam a luz suas relações incestuosas com a campanha de Clinton, manchando a reputação de vários jornalistas e grandes órgãos da mídia. Ao invés disso, apostaram na narrativa – já provada falsa – de que a Russia havia hackeado os e-mails na tentativa de influenciar as eleições americanas.

Bastaria a imprensa divulgar o conteúdo dos e-mails para revelar o projeto criminoso de poder que a campanha de Hillary representava. (Qualquer semelhança com o PT não é mera coincidência. Recomendo este artigo do Senso Incomum sobre o Petrolão dos Clinton entre outros ao leitor que quiser saber mais).

Para compreender a gravidade do que o WikiLeaks trouxe à tona, coloco aqui uma lista dos 100, isto mesmo, 100 fatos mais graves que a grande mídia preferiu varrer para baixo do tapete ou apenas mencionar de passagem.

 

Top 30 revelações dos emails do Wikileaks:

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  • Obama mentiu, ele sabia do servidor secreto de email de Hillary Clinton, chegando até a escrever para ela usando um pseudônimo. Houve acobertamento de evidências e intenção de destruir provas
  • Doações de financiadores da ISIS. Hillary Clinton recebeu doações e apoiou países como Arábia Saudita e Qatar, CONSCIENTE de que estes países estavam financiando a ISIS e outros grupos terroristas.
  • Estelionato eleitoral. Hillary Clinton tinha posições e propostas de campanha secretas diferentes e muitas vezes antagônicas das que dizia ter publicamente
  • Estelionato eleitoral. Sua campanha pagou arruaceiros para incitar violência e promover a desordem em comícios de Donald Trump.
  • Pão e circo. Sua campanha queria cidadãos “desinformados” e “obedientes”
  • Hillary apagou seus emails incriminatórios. O governo Obama acobertou suas ações. Ela perguntou se poderia usar ajuda do poder da executivo da Casa Branca para esconder isto do Congresso.
  • Corrupção e compra de influência internacional. O rei do Marrocos doou 12 milhões de dólares para a Clinton Foundation para ter uma reunião com Hillary. 6 meses depois o Marrocos recebe aval para compra de armas da então secretária de estado (Hillary Clinton).
  • Obstrução e corrupção da justiça. A campanha de Hillary manteve contato direto com o Departamento de Justiça sobre a investigação a respeito de seu servidor privado de emails.
  • Bill Clinton recebe 1 milhão de dólares  do Qatar de “presente de aniversário” r na época em que Hillary era Secretária de Estado. O Qatar recebe um aumento no aporte de armamentos militares de 1482%.
  • Fraude nas eleições primarias do partido Democrata contra seu concorrente Bernie Senders. Executada tanto pelos líderes do DNC (Democratic National Comitee) quanto por funcionários da campanha de Hillary.
  • Fraude na Saúde. John Podesta menciona manobras para manter preços elevados dos medicamentos contra a AIDS dentro dos Estados Unidos.
  • A CNN ajuda Hillary, através de Donna Brazile, ex-líder do DNC, a CNN vazou perguntas no primeiro debate para Hillary Clinton
  • Campanha de Hillary comemora o assassinato de um adolescente negro, porque isso ajudaria sua campanha.
  • Difamação e calúnia. Membros do partido democrata criaram perfil no Craigslist com denúncias falsas de assédio sexual contra Trump
  • Manipulacão de pesquisas eleitorais. John Podesta envolvido em pesquisas eleitorais tendenciosas – selecionando maioritariamente eleitores de Hillary
  • Terroristas entre os refugiados. Hillary admitiu privadamente que terroristas iriam infiltrar o programa de refugiados vindos da Siria, contrária a sua posição nos debates.
  • Vazamento de informações confidenciais. Hillary enviou informação confidencial do serviço de inteligência para o email pessoal de John Podesta, que depois viria a ser hackeado.
  • Crime eleitoral. Hillary aceitou doações estrangeiras para sua campanha, o que é ilegal.
  • Mancumunada com a mídia. Repórteres, jornalistas e comentaristas dos maiores veículos de comunicação (CNN, ABC, NBC, MSNBC, NY Times, e muitos outros) participarem de jantares secretos com Hillary Clinton e membros de sua campanha
  • Lavagem de dinheiro. Democratas usaram empresas de lobby para “esquentar” doações de campanha ilegais de fontes estrangeiras.
  • Funcionários de Hillary admitem está “manchada” e “muito vulnerável” devido aos escândalos de corrupção e recebimento de propina.
  • Ligações com George Soros e influência deste sobre Clinton, que atendendo a pedidos do bilionário, interveio em questões com o governo da Albânia enquanto era Secretária de Estado.
  • Inside Trading. Funcionários da campanha de Hillary pegos fazendo inside trading na Bolsa de valores e beneficiando-se de informações privilegiadas. O que é crime.
  • Entrevistas de TV pré-ensaiadas. Entrevista com o jornalista Chris Hayes do canal de notícias MSNBC’s foi inteiramente pré-ensaiada. Palavra por palavra.
  • Venda de políticas públicas. Hillary mudas suas políticas publicas de acordo com os interesses de seus doadores de campanha
  • Falsos protestos e cumplicidade da mídia. Conspiração com o CEO da rede Univision para cobertura de falsos protestos contra Trump.
  • Verdade sobre o acordo com o Irã. Admissão de que o acordo de não proliferação nuclear com o Irã é péssimo, apesar de defendê-lo em público
  • Clinton Foudation é uma fachada. Bill Clinton admite que a Clinton Foundation não possui projetos reais. Ou seja, trata-se de uma fachada para venda de influência em escala global.
  • Relação incestuosa com a mídia. Campanha de Hillary trabalhou com centenas de jornalistas nos bastidores.
  • Jornalista assume ter se vendido. Glenn Thrush do site Político admite que havia se vendido e oferece seus serviços a John Podesta por email.

 

Já ouviu a mídia falar sobre o Project Veritas?

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Outro caso gravíssimo foi a mainstream media ter decidido ignorar as revelações feitas pelo Project Veritas, do jornalista investigativo James O’Keffe, que durante um ano se infiltrou em organizações operacionais aliadas à campanha de Hillary e sob o seu controle direto. As vídeos reportagens produzidas por O’Keefe são estarrecedoras, pois revelam operadores graúdos da campanha de Hillary admitindo neste e neste vídeos que:

  • Infiltraram arruaceiros nos comícios de Trump
  • Usavam até de pessoas desequilibradas e potencialmente perigosas para este expediente.
  • Incitaram violência em comícios e eventos do candidato republicano.
  • Criaram situações de risco que chegaram a cancelar comícios de Trump.
  • Organizam protestos com manifestantes profissionais (como os nossos mortadelas)
  • Fraude Eleitoral. Estavam planejando fraudes eleitorais levando eleitores de um estado para o outro.

Além disso, O Presidente da ONG Media Matters assume em vídeo que estava sabotando conservadores que apoiavam Trump.

É assustador que algo tão grave, com evidências tão cabais não foi divulgado pela grande mídia como o escândalo que é (lembrando, os perpetradores foram gravados assumindo seus crimes em vídeo).  A omissão da mídia é em sí um forte indício de um acerto espúrio e incestuoso entre os seus altos escalões e a campanha de Hillary.

 

5) A campanha de difamação para destruir Trump

O favorecimento dado a Hillary Clinton pela mainstream media ficou apenas em fazer vista grossa quanto as evidências de seus crimes, mas principalmente de engajar-se em uma campanha ativa e virulenta de difamação de Donald Trump.

Após a vitória do bilionário nas primárias republicanas, a cobertura da candidatura de Trump pela grande mídia tornou-se uma verdadeira campanha de assassinato de reputação. A coisa foi tão flagrante que até o âncora e ícone da Fox News, Bill O’Reilly, afirmou categoricamente em seu programa que 3 dos grandes conglomerados de mídia haviam mandado seus empregados “destruírem Trump”. E reiterou que não se tratava apenas de jornalistas individuais, mas uma ordem de cima para baixo. São palavras muito duras e diretas. Veja o vídeo abaixo.

De onde será que vêm os rótulos de louco, fascista, xenófobo, misógino e racista que a mídia insistentemente vem colando na figura de Trump?  Não se trata aqui de defender o presidente eleito, que é frequentemente indelicado e capaz de declarações exageradas e grosseiras. No entanto, a mídia constantemente distorceu suas palavras e propostas ao longo da batalha eleitoral contra Hillary Clinton.

O mais interessante é que durante as primárias republicanas, a mídia deu um espaço tremendo para Trump, cobrindo sua candidatura diariamente. Muito se comentava na época sobre a genialidade do bilionário em conseguir tanta exposição gratuita na mídia, o que fortalecia sua candidatura. É claro que sua personalidade abrasiva e o fato de ser uma celebridade polêmica, combinadas ao seu instinto natural para lidar com a mídia o ajudaram muito, mas, novamente, são os e-mails de John Podesta que colocam as pinceladas finais neste quadro.

Em um e-mail de Abril de 2015, Podesta deixa claro que era do interesse da campanha de Hillary ter um oponente mais à direita dentre os candidatos republicanos, pois assim seria mais fácil difamá-lo na corrida presidencial – como haviam feito em 2012 com Mitt Romney – aumentando sua rejeição com o eleitorado e facilitando o caminho de Hillary à Casa Branca.

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Esta estratégia fica mais evidente ainda quando analisamos as campanhas dos dois candidatos. Por um lado, a campanha de Trump apresentava propostas de mudança, galvanizadas no slogan “Make America Great Again”, enquanto a campanha de Hillary apostou todas as suas fichas no discurso do medo e no assassinato de reputações.  Toda argumentação era focada no perigo que Trump representava como candidato, “um louco com acesso aos códigos nucleares” e na caracterização do candidato Republicano como um misógino, racista, islamofóbico e afins.

Felizmente, Podesta e seus asseclas fizeram uma leitura completamente equivocada da situação. Um candidato anti-establishment como Trump, sem papas na língua, capaz de enfrentar a mídia de frente e trazer para o debate questões de real apelo popular, revelou-se um oponente muito mais duro do que um Republicano moderado aos moldes de Mitt Romney.

A campanha de Clinton também não contava com os vazamentos do Wikileaks e com o trabalho incessante da mídia independente em apurar e divulgar em seus sites e nas mídias sociais cada nova leva de e-mails que vinha à tona.  Portais independentes como Drudge Report, InfoWars, Breitbart além de vários indivíduos e autores foram o fiel da balança, contestando semana após semana a narrativa da mainstream media, do “já ganhou” para Hillary bem como a campanha de difamação contra Trump. O volume de trafego na web destes sites demostram como foram influentes, em muitos casos tendo muito mais visitantes que CNN, FOX News, NBC e afins.

 

Mas como algo tão conspiratório pode acontecer?

Primeiramente, existe uma ilusão de que há vários órgãos de mainstream media nos EUA. Jornais, canais de TV, revistas, sites de notícias etc. Tirando o rádio e a mídia independente na internet isto não acontece (não estamos falando dos marrons HuffPost, Buzzfeed, Vox e Politico, pelo amor de Deus). Na realidade, 6 empresas controlam toda a mídia de massas americana.

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Recomendo ao leitor que ouça o discurso anti-establishment de Trump em suas próprias palavras no vídeo legendado abaixo, o que explica muitos dos pontos que abordei.

As empresas de lobby, Think Thanks e ONGs de Washington, tornaram-se um grande balcão de comércio de interesses para diferentes grupos, inclusive governos estrangeiros, muitas vezes frontalmente hostis aos Estados Unidos e seus valores.

Neste cenário, homens como John Podesta – que tem grandes conglomerados de mídia como seus clientes – costuram alianças e selam pactos nos bastidores. Promovendo um alinhamento e consolidação cada vez maior entre os donos do poder financeiro capazes de comprar influência e os políticos ávidos por vendê-la, como o casal Clinton. Um toma-lá-dá-cá em escala global. O capitalismo de laços globalista.

Assim, é previsível que candidatos de fora do establishment, como o próprio Bernie Sanders e obviamente, Donald Trump – que colocou o combate ao lobby e à compra e venda de influência como prioridades do seu plano de governo para os primeiros 100 dias – são naturalmente vistos como ameaças a serem combatidas.

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Ao analisarmos os outros principais pontos da plataforma de Trump, a imagem do que o alto escalão de Washington faz entre quatro paredes começa a ficar mais nítida. Bem como o seu intuito em destruir a candidatura do bilionário de língua afiada. Alguns pontos em que o agora presidente eleito bateu com força foram o combate à imigração desenfreada (que atualmente é fonte de mão de obra barata para o agronegócio e indústria); o  fim das “Cidades Santuários” para imigrantes (que é uma política de formação de currais eleitorais para o partido Democrata); revogação do Obamacare (mistura perniciosa do estado com as indústrias dos planos de saúde e farmacêutica), critica ferrenha a acordos comerciais como o NAFTA e o TPP (que facilitam multinacionais americanas a relocarem suas fábricas para o México e importar de volta os produtos com baixo imposto).

Basta ver a posição da mídia após as eleições para perceber que a campanha de difamação continua firme e forte e vai seguir assim, tendendo a intensificar-se durante os próximos 4 anos, principalmente se Trump de fato começar a implementar as suas propostas de campanha, majoritariamente contra os interesses da indústria do lobby internacional e seus clientes.  Portanto caro leitor, prepare-se para a longa e desgastante campanha de assassinato de reputação que já começou, assim como os protestos  anti-Trump, organizados  e orquestrados pelos grupos de interesse – centralizados na figura de George Soros –  por trás da campanha de Hillary e as ONGs e movimentos finaciados por eles. (sim, igual aos nossos mortadelas)

 

Adendo final: A esquerda esfacelada.

Esqueça os idiotas que aparecem na mídia ou na sua timeline falando em racismo e xenofobia, isso não passa de comparsas e torcedores de Hillary procurando um bode expiatório ao invés de se olharem no espelho e admitirem que apoiaram a candidata mais corrupta a concorrer à presidência dos EUA, como a lista acima (resumida) de falcatruas reveladas pelo Wikileaks e Project Veritas, entre outros escândalos anteriores demonstra.

Donald Trump é a criação não só da sua corajosa campanha, mas também consequência de 8 anos de uma administração desastrosa de Obama. O voto em Trump é uma resposta à ditadura do politicamente correto, que tomou conta da mídia e das universidades americanas e acima de tudo, é fruto de uma esquerda que perdeu o rumo, rachando-se entre os comparsas do projeto criminoso dos Clinton e as diversas facções da esquerda “progressiva” (regressiva e autoritária), que vivem numa constante cruzada para empurrar ideologia de gênero, ativismo racial, militância LGBT, abortismo, banheiros unissex e afins goela abaixo da sociedade. (de novo qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência).