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Cuidado com os vermelhos camuflados

por Leôncio Custódio

Passado o impeachment e sem muitas novidades ultimamente na Operação Lava Jato – que, esperamos, siga seu curso encarcerando corruptos, a opinião pública volta-se às eleições municipais que se aproximam.

Sempre que um novo sufrágio se avizinha renovamos as esperanças de que desta vez o eleitorado melhorará o nível de suas escolhas, extirpando da vida política velhas raposas personalistas, corruptos e fichas sujas em geral.

Mas, especificamente a partir destas eleições municipais de 2016, um novo fenômeno merece ser citado para que todos que exercerão sua cidadania se atentem às pegadinhas que os marqueteiros e estelionatários políticos tentarão ventilar: a camuflagem dos petistas e outros vermelhos acessórios para fisgar o incauto eleitor.

São dois eixos principais desta tentativa de engodo: a primeira, que muda as cores de fundo nas propagandas e materiais de campanha; a segunda, que abrigará velhos petistas em novos partidos com roupagens moderninhas.

Presenciamos nestes dias recentes muitos santinhos circulando em postagens da internet em que candidatos dos mais diversos municípios, em todas as regiões do país, usam um fundo colorido qualquer diverso do vermelho em seus santinhos. Não satisfeitos em esconder a ideologia vermelha, também suprimem a estrela com o logo do PT de todas aparições. A única forma de identificar que se trata de um petista é o número do candidato começando com 13. Vergonha ou apenas estelionato e má fé?

De outro lado, houve a fundação de novas legendas que nada mais são do que o petismo e seus dogmas com outros nomes. PSOL e Rede Sustentatibilidade abrigam esquerdistas, estatizantes e outros sugadores de recursos públicos. O primeiro, um PT mais apressado em implantar um socialismo ditatorial e a supressão de liberdades individuais, com Heloisa Helena e Marcelo Freixo como nomes de “esquerda diferenciada”. O último, um PT mascarado de moderno, com viés ambiental e politicamente correto, nada mais faz do que o velho discurso do intervencionismo e do Estado como salvação e guia da pessoa, tem em Marina Silva e Alessandro Molon dois de seus mais conhecidos. “esquerdistas de vanguarda”.

Há, ainda, um terceiro caso que merece menção: o do apoiador inconteste do petismo durante a última década e que, agora que o barco afundou, pula fora como um rato egoísta e assustado. Neste grupo podemos colocar ex-ministros da era petista, como Gilberto Kassab e Guilherme Afif, ambos aliados dos tucanos em São Paulo e dos petistas em nível federal. Não se pode excluir deste grupo Marta Suplicy, com mais de três décadas de militância pelos vermelhos, ministra de Dilma, e que, como num passe de mágica que só a politicalha suja é capaz de fazer, atualmente posa de crítica e opositora voraz do plano de captura do Estado elaborado pelo PT.

Assim, cabe a cada um de nós desmascarar estes fraudadores da boa fé coletiva e refrescar a memória dos incautos para que todos esses petistas, renomeados ou enrustidos, sejam despejados das casas de representação popular, trazendo para o debate ideias liberais e de redução do Estado.