Sign up with your email address to be the first to know about new products, VIP offers, blog features & more.

Escolhas difíceis

por Leôncio Custódio

 

Este ano novamente teremos eleições, desta vez para as prefeituras de todos municípios do país.

Em todas cidades já começaram as movimentações de políticos e toda sorte de puxa sacos que almejam a vitória no sufrágio local para colocar em prática suas ideias.

O cargo de Prefeito talvez seja o que mais impacte o dia dia visível do cidadão. Ele não cuida da política econômica, não trata das forças policiais, mas é o responsável pela zeladoria urbana, saúde simples e educação de base. Suas ações são as que ajudam ou, grande parte das vezes, modificam e atrapalham o quotidiano.

Escolher fazer uma creche ou uma ciclovia. Plantar e podar árvores, recapear ruas, manter a limpeza ou investir em eventos de food truck. A governabilidade se baseia em escolhas.

O ideal, claro, é que o município consiga contemplar todos os anseios de sua população, obviamente com prioridades distintas devido à sua heterogênea composição. Mas não há recursos para tudo, devendo haver algumas prioridades na escolha das políticas públicas.

Aqui que entra a grande insatisfação vivida na maioria das cidades brasileiras, especialmente nas grandes metrópoles.

Enquanto alguns grupos clamam por modernidades outros querem recursos básicos como creches, qualidade na saúde e limpeza de ruas.

Falando especificamente de São Paulo há um claro descolamento entre as intervenções do alcaide Fernando Haddad e o que a maioria da população espera.

Ninguém é contra, por exemplo, investir no modal cicloviário, mas isto deve ser feito com planejamento, estudo de viabilidade e uso e, principalmente, se as outras atribuições básicas como educação, saúde, planejamento urbano, asfaltamento, iluminação e limpeza estiverem plenamente atendidas.

Desta forma, se os candidatos que buscam eleger-se este ano não atentarem que a resolução de problemas triviais da maioria é mais importante que trazer apenas modernidades para agradar minorias, a insatisfação com suas gestões continuará.