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Uma política cultural de Bom Senso

por Steve das Arcadas

 

Ontem foi deflagrada pela Policia Federal a Operação Boca Livre, que apura irregularidades na aplicação da Lei Rouanet.

Pois bem, a cultura de um País é um modo de se pensar, um método reflexivo. No Brasil, em específico, é marcada pela tolerância, pela experimentação, pelos direitos humanos e pela Liberdade.

Neste sentido, uma política cultural deve, em última análise, privilegiar esses valores, em especial, a Liberdade. Por meio desse modo de pensar, dessa cultura, foram criadas inúmeras obras dignas de fazerem parte do nosso patrimônio cultural, a saber: festas, expressões populares, literatura, música, toda MPB, peças de teatros; tudo isso faz parte da cultura nacional.

Ora, podemos perceber que a cultura nacional é baseada no sentimento de fraternidade, caridade e, acima de tudo, da Liberdade e da experimentação. É experimentado que surgem novas obras culturais. É privilegiando a Liberdade que fomentamos a criatividade do nosso patrimônio cultural.

Não é isso que vem acontecendo! Desde que surgiu o Ministério da Cultura, em 1985, o governo federal abocanhou parte da produção cultural e, através de financiamentos, muitas vezes irregulares, diga-se de passagem, cooptou artistas retirando-lhes a liberdade e a criatividade para não produzir obras culturais, mas, sim, mera propaganda governamental.

É forçoso que isso fique bem claro: não são obras culturais que os ditos artistas alinhados com um governo ou outro produzem, mas, sim, mera propaganda ideológico- partidária.

As obras culturais fulcram-se na Liberdade, como já dito.

Somente aquelas que pugnam pelo aumento da Liberdade podem ser dignas do nome patrimônio cultural.