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A tragédia em Orlando e a “Misdirection” esquerdista

por Niquilauda Regazzoni.

 

No mundo do ilusionismo, “misdirection” é a forma com que o mágico distrai ou desorienta o público. O hábil ilusionista desvia o foco da plateia numa fração de segundos para, nesse pequeno intervalo de tempo, conseguir realizar seu truque sem ser percebido. Quando a atenção da plateia retorna ao foco principal, o resultado da ilusão já está presente e o truque de mágica está completo, para o espanto de todos.

A mesma tática está sendo usada com relação ao tiroteio ocorrido em Orlando.

O mundo acompanhou com absoluto terror o massacre ocorrido na casa noturna “Gay Pulse”, situada na cidade de Orlando, nos Estados unidos, onde um radical islâmico, armado com um rifle de assalto, matou ao menos 49 pessoas e feriu outras 53.

Rapidamente, a esquerda já começou a traçar sua tática de “misdirection” e a narrativa estabelecida visa desviar o foco da discussão. O culpado pelo massacre: a facilidade do atirador em obter armas de fogo. Nas redes sociais e na mídia “progressista” americana já circulam ideias do tipo: “Se o atirador não tivesse fácil acesso às armas, o tiroteio não teria acontecido e aquelas pessoas não teriam morrido”.

O raciocínio é pueril. Seria o mesmo que culpar os aviões pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A responsabilidade, nas duas ocasiões pode ser atribuída a um só fator: o radicalismo islâmico dos terroristas.

Porque escolher as armas como culpadas? Talvez porque os alvos fáceis da esquerda não estejam presentes no caso. Fosse o atirador um jovem de família pobre e marginalizada, diriam que a desigualdade social seria a culpada. Fosse negro, colocariam o ataque na conta da “opressão racista” dos “brancos privilegiados”. E como a esquerda evita colocar a culpa no radicalismo islâmico, por conta do “multiculturalismo”, então as armas de fogo sobraram como a única vilã a ser responsabilizada.

Os defensores desse argumento ignoram que, na França, onde a lei é extremamente restritiva à obtenção de armas, radicais islâmicos usaram armas ilegais para realizar ataques aos cartunistas do periódico “Charlie Hebdo”.

O mesmo ocorreu no massacre do teatro Bataclan e arredores da cidade de Paris, ocasião em que morreram 130 pessoas por conta da ação de pessoas ligadas ao Estado Islâmico. A restrição oposta às armas de fogo, na França, foram um obstáculo àqueles terroristas? Evidente que não.

A questão que prevalece é: restringir o direito de legítima defesa do cidadão, dificultando o acesso às armas de fogo, representará um incremento à segurança de todos? Teremos menos ataques terroristas? A pergunta é retórica. É óbvio que não.

Discutir restrições às armas de fogo como uma medida a reduzir o poder dos ataques terroristas é, portanto, apenas um desvio de foco, uma “misdirection”. É um debate que não se presta a solução nenhuma. É uma forma barata de manipular a discussão e afastar o debate de seu foco principal.

É de se concluir, mesmo que existisse uma legislação restritiva à obtenção de armas de fogo, ainda assim o ataque terrorista à casa noturna teria ocorrido, pois ele foi motivado pelo radicalismo islâmico cultivado por seu autor.

Esse deve ser o foco da discussão. Devemos debater o radicalismo religioso e como combatê-lo, pois ele é a causa dos ataques terroristas. É preciso pensar como o ocidente pode estabelecer discussões concretas com o mundo islâmico, para que a maioria não radical estabeleça reformas religiosas que tragam o islamismo à realidade do Século XXI, principalmente no tocante à tolerância. Não adianta pregar multiculturalismo quando apenas um lado está disposto a seguir seus princípios.

Ao mesmo tempo, medidas mais incisivas devem ser tomadas de forma a desbaratar ações terroristas antes que elas ocorram, além de perseguir e eliminar as redes de financiamento dessas atividades.

Não custa lembrar, o que está em jogo é muito caro para nós, trata-se basicamente de todos os nossos valores e nosso estilo de vida. Existem radicais que buscam destruir as bases da nossa civilização, e não podemos cruzar os braços ou perder tempo com desvios de foco e discussões inócuas. É hora de declarar a intolerância ao radicalismo e agir. O resto é discussão de bar.