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Dos acertos no processo de impeachment e nas decisões do presidente interino da Câmara dos Deputados

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Por Sergiomar Tanga-Frouxa, o Isentão

Todos sabemos que não existe deputado do baixo clero. Ainda que alguns sejam chamados assim de forma pejorativa, todos são legítimos representantes da democracia, eleitos pelo povo.

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Esta nomenclatura engraçadinha, que procura diminuir o papel de certos deputados, também foi atribuída ao presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, que defendeu, com mãos de ferro, o resultado das urnas que elegeram Dilma Roussef.
Ao anular a sessão que votou a admissibilidade do processo de impeachment, ele não só respeitou o desejo popular, plasmado em 54 milhões de votos, como também escreveu seu nome na História.
Desta forma, sua decisão absolutamente legítima de cancelar a sessão de impeachment, para manter a decisão legítima das urnas, serviu apenas para demonstrar o respeito aos eleitores.
Por outro lado, deve-se frisar que a decisão da Câmara dos Deputados cumpriu com todos os requisitos, tendo sido votada por 511 deputados, 367 a favor, 137 contra e 7 abstenções! Ou seja, este processo foi legítimo também.
Dessa forma, de maneira digna e refletindo sobre o que fez, arrependeu-se e voltou atrás, cancelando o cancelamento. De maneira legítima.
Pode-se notar a beleza da democracia brasileira em todos os atos. Na eleição, na votação do impeachment, o cancelamento da sessão e o cancelamento do cancelamento. Não é uma simples troca de interesses entre políticos, mas demonstra a complexidade do pensamento deste deputado considerado do “baixo clero”.
Baixo clero… ora! Que deputado mais renomado teria tal complexidade de pensamento? A capacidade do arrependimento?
Pelo menos essa é a minha opinião. Ou não. Sei lá.