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Terra Arrasada

Por Leôncio Custódio

Roma foi a maior potência marítima da história. Seu domínio sobre o Mediterrâneo foi praticamente absoluto por mais de cinco séculos. De lá conseguia monopolizar o comércio com a África e o Oriente Médio, trazendo riquezas, novidades e escravos que, capturados em guerras, faziam a sociedade funcionar nas tarefas cotidianas e liberavam os cidadãos romanos para as atividades militares necessárias para manter esse sistema de poder em funcionamento.

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Contudo, em certo momento histórico, aproximadamente dois séculos antes do apogeu do Lácio sob a égide do Império, uma cidade-estado fenícia começou a incomodar Roma pelo seu grau de organização naval e tino comercial, ameaçando o enorme poderio romano. Cartago, no território onde atualmente está a Tunísia, tentou estabelecer concorrência nas águas daqueles que se julgavam os únicos donos dela.

Por mais de cem anos, com pequenos períodos de trégua, três sangrentas e dispendiosas guerras entre Roma e Cartago entraram para o conhecimento humano como as Guerras Púnicas. Possivelmente foi a primeira demonstração de combate à concorrência, eis que, até então, as guerras eram meios de conquistas territoriais para pilhagem e obtenção de escravos e mulheres.

Ao final da terceira e última Guerra Púnica, Roma decidiu dar um basta nos cartagineses, para que jamais os desafiassem em seu poder novamente. Após a vitória sobre seu obediente exército e destruição de sua poderosa armada, Roma saqueou a urbe, escravizou habitantes, colocou fogo em tudo que existia e, para que nada lá nascesse pelos próximos mil anos, salgou seu solo, deixando terra arrasada e sepultando de vez a outrora pujante civilização.

Voltemos ao Brasil de 2016. Em analogia, e respeitadas as proporções da análise, é o que Dilma, Lula e o PT pretendem fazer no país. Deixar terra arrasada para se regozijarem do fracasso dos que os sucederão.

Dilma demonstra que não quer largar as mamatas que o poder em países subdesenvolvidos proporciona. Iniciou com a clara provocação ao povo e a justiça ao nomear Lula seu ministro da Casa Civil, mesmo com o vazamento de suas conversas nada republicanas com o ex-presidente demonstrando a pessoalidade nas sua ações para blindagem de investigados criminalmente.

Em um segundo momento, anunciou que não abdicará de benesses vinculadas ao cargo, tais como residir no Palácio da Alvorada, ter segurança 24 horas e poder usar ilimitadamente o avião presidencial para seus compromissos doravante privados. Isso tudo em um cenário de séria recessão, com desemprego em alta e impostos escorchantes drenando o bolso de todos.

Por fim, aproveita o patético ocaso de seu período para anunciar aumento do valor do bolsa família, deixando armada uma bomba relógio de aumento de gastos para quem assumir.

Essa é a forma de fazer política dessas pessoas. Quanto pior, melhor. Deixar terra arrasada para os vindouros, demonstrando que o país e sua população são meros detalhes que aparecem somente a cada quatro anos.