Sign up with your email address to be the first to know about new products, VIP offers, blog features & more.

Imposições lógicas

por Aletophilo Cavalcanti

1. Desqualificar o Poder Legislativo é típico de argumentos autoritários e regimes autocráticos. A truculência demonstrada pelo governo moribundo no trato com parlamentares legitimamente eleitos foi a causa próxima do mensalão e do petrolão.

2. A composição parlamentar é praticamente a mesma que aprovou todos os indigitados avanços do lulopetismo: Bolsa Família, PMCMV, desonerações, créditos subsidiados. Onde estavam os deputados analfabetos e “reacionários” nessas pautas?

3. A mandatária dos próximos 20 longos dias tem tanta ou mais dificuldade de expressão oral e disfuncionalidade intelectual do que qualquer deputado que não se limitou a dizer “sim” no domingo. Por que só ela merece concessões à base de rivotril e congêneres?

4. Bolsonaro não representa os liberais. Seus ímpetos estatistas e policialescos são tão grotescos quanto os do lulopetismo e da esquerda em geral. Mas ele foi eleito, e seus eleitores merecem respeito. Jean Willys cuspiu nos milhares de cidadãos que escolheram Bolsonaro, em conformidade com os mesmos princípios democráticos que lhe outorgaram o mandato. Jean Willys quebrou o decoro parlamentar e merece ser cassado e processado civil e criminalmente.

5. Brilhante Ustra não merece a MINHA defesa. Até onde se sabe foi condenado em uma AÇÃO CIVIL declaratória. Não tenho informações se transitou ou não em julgado. Pouco importa. Está a anos-luz de distância de qualquer representação básica do liberalismo. O que causa a maior espécie é o fato de homenagens a sanguinários espúrios, como Lamarca e Marighella, merecedores de logradouros de escolas públicas, não receber a mesma reprovação por parte da BURRENTSIA instalada.

6. Sobre Deus e família: imputar hipocrisia aos deputados que invocam tais valores é tão autoritário e repugnante quanto os acordos políticos de conveniência que se fazem com eles (e. g. Dilmão fazendo concessões absurdas à bancada evangélica para se reeleger). Parece-me que estavam acuados, como enfermos que apelam nos últimos minutos. Reflexo de uma política de governo que manipula e ameaça quem não compartilha dos seus interesses imediatos até o último instante. Foi um suspiro de restauro à separação dos poderes.

E de resto: leges ab omnibus intelligi debent.