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Prioridades

Por Leôncio Custódio

Em 2012 aconteceu no centro do Rio de Janeiro uma passeata, liderada por alguns dos mais famosos artistas “globais”, como Fernanda Montenegro, Xuxa, Herson Capri e Maria Paula (nora de Marta e Eduardo Suplicy), em favor da concentração dos royalties da exploração do petróleo.

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Era, ainda, uma época de oba-oba, em que a farsa da riqueza repentina e do crescimento fácil e rápido conseguido graças a Lula reverberava entre as diversas classes sociais.

Milagroso, nosso progresso havia chegado sem décadas de investimentos em educação, planejamento e infraestrutura. Sem trabalho duro e suor. Fora a realização da máxima Deus é Brasileiro!

Engajados e sempre ao lado do povo, os artistas, extasiados pela descoberta do pré-sal, marcharam pelo direito do Rio de Janeiro ter uma fatia generosa dos dividendos da exploração da nova fonte de riqueza infindável.

Era a marcha do “petróleo é nosso” dos anos 50 em sua versão gourmet e moderninha.

Muitos dos famosos que hoje se posicionam com contundentes #forapt e #impeachmentjá em suas badaladas páginas de redes sociais, defendiam, até há pouco, uma postura estatizante e contra o livre mercado.

Certamente interessados em polpudos patrocínios estatais que aportariam a seus projetos pelo aumento da receita com o petróleo, não se importaram em referendar um estado cada vez mais inchado, monopolista e ineficiente.

Contudo, quatro anos se passaram e o castelo de areia das farsas petistas e de seus aliados de ocasião desmoronou e, com ele, a fonte de patrocínio secou. Apoiadores tornaram-se ácidos críticos.

Em meio à profunda queda de arrecadação em todo país, mas, especialmente no Estado do Rio de Janeiro, o governo improdutivo e bondoso não consegue mais agradar a todos. Sua receita não abraça mais a todos os direitos consagrados.

Com escolas sucateadas, professores sem salários, hospitais superlotados, segurança publica falida e todos os outros serviços básicos de manutenção da cidadania desmoronando, o Rio vive sua falência.

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A fase do dinheiro farto, Copa do Mundo com estádios novos Olimpíadas de dar inveja aos países sérios passou.

Ficaram apenas as dívidas, atrasos em obras, superfaturamento com enriquecimento ilícito de poucos e prejuízo econômico e social de muitos.

Agora, em homenagem à coerência, aguardo a marcha dos artistas em defesa da moralidade e do uso racional dos recursos. Não acredito que acontecerá. Afinal, é fácil defender a ineficiência lucrando.