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NÃO VAI TER GOLPE? JÁ TEVE… HÁ 13 ANOS. A ESTRATÉGIA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES NA VISÃO DO MARKETING.

 

Por Danilo Mattos em contribuição para o BomSenso.org

Só sindicalistas? Estudantes? Pessoas compradas com R$30,00 e pão com mortadela? Não. Não é bem isso que pudemos ver na manifestação dos “vermelhos”. Tinha muita gente com esse perfil sim. Mas vimos também famílias, pessoas comuns, trabalhadores, crianças e velhos, tal qual as manifestações do dia 13.

A polarização é muito mais complexa do que simplesmente dividir entre “Coxinhas” e “Mortadelas”, “Burguesia” e “Bolsa Família”, “Elite Fascista” e “Esquerda Comunista”.nego

Mas como podem pessoas comuns, trabalhadores, pais de família, apoiar tamanha corrupção, mentiras e incompetência? Esta talvez seja a pergunta que vem à mente de todos aqueles que estão indignados com a situação do país e que assistem atônitos toda essa massa reunida apoiando o governo.

Mas para tudo há uma explicação e ela começa lá atrás, na restruturação do partido para as eleições de 2002, após a sua derrota em 94 e em 98. Foi justamente a partir desse momento que o plano petista passou a contar com apoio maciço de marqueteiros profissionais, desde Duda Mendonça a João Santana. Logo, é importante entender um pouco dessa especialidade ou área acadêmica para decifrarmos um pouco da estratégia adotada.

Em tese, para começar um planejamento, em qualquer negócio ou empresa, segmenta-se nosso público-alvo, ou seja, estuda-se qual o público potencial para atingir com o produtos da vez e, a partir daí, dirige-se a linha de comunicação, as ações e adaptações dos produtos em virtude das aspirações e necessidades deste público-alvo.

No caso do marketing político não é diferente. Mas o que é o PT nesta analogia com o mundo corporativo? Uma empresa, com um posicionamento de esquerda e uma ideologia socialista. Como produtos, possuíam basicamente ideais e propostas sociais, em prol dos menos favorecidos ou “proletariados”, como a doutrina marxista costuma chamar.

Em um país de desigualdade tamanha como o Brasil, a primeira segmentação de público-alvo estava bem óbvia:  a grande massa de manobra do partido, hoje, amanhã e sempre. O partido criou “produtos” exclusivamente para esse target da população, como Bolsa Família, Minha casa, Minha vida, Luz para Todos, Fome Zero e outros tantos, como nenhuma outra “empresa” (partido), com o poder nas mãos, havia criado.

Além da grande massa, o partido também precisava de apoio intelectual, ou de “embaixadores da marca”, que endossassem seus produtos, negócios e projetos. E qual o perfil da população historicamente adepta aos ideais socialistas e de subserviência ao Estado? Servidores, sindicalistas, artistas e intelectuais – apartados da iniciativa privada, por escolha própria, por incompetência ou comodismo – buscando no Estado a garantia de estabilidade, isenção de responsabilidade civil e facilidades institucionais, tais quais os repasses sindicais, a Lei Rouanet, a extrapolação de cargos comissionados e o inchaço da máquina pública.

Mas, para garantir que esses produtos fossem criados e chegassem até os seus “consumidores”, era preciso o apoio de “fornecedores” e “parceiros”.

Quem poderia aprovar este grande projeto popular de distribuição de renda e benefícios? O Congresso, é claro. E num ambiente culturalmente corrupto, não foi fácil acertar a negociação com estes “parceiros”. Afinal, são “parceiros” que não aceitam qualquer migalha, o investimento e as contrapartidas deveriam ser de acordo com a grandiosidade do “projeto”.

E como foi possível? Por meio dos “fornecedores”, ou seja, das maiores empreiteiras do país, velhas conhecidas da classe política, eternas e principais doadoras de suas campanhas eleitoreiras.

Para tanto, em qual negócio conseguiriam beneficiar toda essa rede de “parceiros” e “fornecedores”? Sim, na maior e mais próspera empresa do país, totalmente controlada pelo estado. Em troca de contratos para esses grandes “fornecedores”, ou empreiteiras, o propino-duto, ou a contrapartida dos “parceiros” apoiadores dos projetos, estava encaminhada.

Por isso, Mensalão e Petrolão não estão apenas intimamente ligados, como são exatamente a mesma coisa. Tanto é verdade que, quando o primeiro foi revelado, a torneira do propino-duto continuou jorrando em bolsos de outros “novos parceiros”, não incriminados no processo do Mensalão.

Essa é a explicação da longevidade deste projeto que somente agora, com a Operação Lava-jato, está prestes a atingir em cheio o seu “CEO”, submerso em esquemas de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.

A torneira secou. Com isso, os “fornecedores” decretaram falência, os “parceiros” abandonaram o barco, e só o que resta são os “consumidores”, ávidos pelos produtos que degustaram por um bom tempo e que agora se esgotam nas prateleiras, tal qual a “franquia” Venezuela.

Mas o que acontece quando os produtos que milhares de “consumidores” apreciam saem de circulação? Eles vão em busca de um concorrente, uma empresa que ofereça um produto tão bom quanto aqueles que estavam acostumados.

Porém, hoje no Brasil, não há nenhum “concorrente” à altura que ofereça, de forma lícita, as mesmas benesses que a falida empresa do Partido dos Trabalhadores oferecia.

A hora para a mudança de rumo é agora. Caso contrário, o país caminhará para o mesmo desfecho de sua “franquia” Venezuela, deixando as prateleiras vazias para estes “consumidores” fiéis, que suplicarão, por muito tempo, pelos “produtos” desta falida empresa.