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Sobre as manifestações de 13 de março

Os protestos de 13 de março reuniram, segundo os organizadores, 6,4 milhões de participantes em 239 cidades de norte a sul do país. Segundo a Polícia Militar saíram às ruas 3,1 milhões de pessoas.

A grandiosidade do movimento tem São Paulo como termômetro, em que o número de manifestantes superou em muito a marca do 1 milhão.

O descontentamento é com a incompetência e a corrupção, materializada, sobretudo, nas pessoas de Dilma e Lula.

Afinal, Dilma é uma criatura de Lula. Uma mentira que, moldada por marqueteiro, logrou vencer duas eleições vendendo ilusões. Está cada vez mais claro que suas campanhas eleitorais foram custeadas também com vultuosas quantias de propina oriunda de contratos superfaturados da Petrobras, de outras estatais e de órgãos públicos.

Não por acaso, o marqueteiro que moldou a criatura e a ilusão, não apenas durante as campanhas eleitorais, mas também já no curso do governo, está preso. Por sua vez, Lula, o criador, é suspeito da pratica de crimes. Em seus discursos, ao invés de se explicar, desafia a Justiça e a inteligência dos brasileiros.

O resultado é um país à deriva. A gestão irresponsável da economia põe em risco a maior conquista das últimas décadas: a estabilidade econômica. Emerge uma descontrolada falta de confiança, que provoca retração econômica e desemprego. E o remédio anunciado para a crise gerada pela própria incompetência da criatura é o afrontoso aumento de tributos sem o imperioso controle sério dos gastos públicos.

A proporção das manifestações mostra que o país não está dividido: a grande maioria dos brasileiros não aguenta mais Lula, Dilma, o PT e a degradação do país por eles causada. Não tolera a corrupção e apoia as medidas contra esse mal.

Ficou claro também que as vozes da rua não são em favor de políticos da oposição. Aécio, Alckmin e Marta Suplicy foram vaiados e praticamente enxotados das manifestações em São Paulo.

A esquerda e os petistas em geral não podem mais culpar a oposição, cuja ação é discreta a ponto de levantar suspeitas. Passam, agora, a afirmar que os atos de ontem foram “bancados” por setores do empresariado. Ou seja, criam outro espantalho a toque de caixa.

Ao acusar a população de “golpista”, o governo do PT ignora o fato de que a manifestação não reclama a volta do regime militar, mas apenas a saída de Dilma do governo, respeitada a liturgia institucional do impeachment, previsto na Constituição Federal.

Desesperados, os governistas insistem que Dilma foi eleita democraticamente, e que por isso deve terminar o mandato, mesmo que restem comprovados eventuais crimes cometidos durante sua campanha.

Os acéfalos da esquerda se esquecem de que a legitimidade de um governo é dinâmica, e não estática como uma fotografia. Ao cometer estelionato eleitoral, prometendo o que sabia que não poderia cumprir, e mascarando a iminente decadência econômica com pedaladas fiscais (e ilegais!), Dilma forjou sua legitimidade.

Infelizmente ainda não temos a possibilidade de recall eleitoral no Brasil. E mesmo que a tivéssemos, considerando as excrescências e mentiras do atual governo, não seria possível reparar o defeito e devolver o “automóvel” ao consumidor-eleitor. Seu destino certamente seria o desmanche.

Entretanto, com a manutenção do atual desgoverno, vemos apenas o desmanche de nossas instituições e da paciência da população.

Os brasileiros clamam por bom senso. De outra forma, só restará a desobediência civil.