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O VANDALISMO CONTRA A SEDE DA UNE E O VITIMISMO DA ESQUERDA

Por Fayez Nachdenklich, em contribuição para o BomSenso.org

As pichações ocorridas na manhã deste sábado (12/03) na sede nacional da UNE (União Nacional dos Estudantes), que renderam até nota de repúdio presidencial, certamente são um ato de vandalismo. Quanto a isto, não há dúvidas. E como todo ato de vandalismo, deve ser repudiado. Porém, há por parte da UNE e dos apoiadores do governo um exagero em afirmar de forma leviana que tal ato partir da direita –não há provas –, é um atentado à democracia e à liberdade de expressão – se expressar pichando “não vai ter golpe”, pode –, e que se trata do início de um golpe de estado – que delírio!

É fato que a UNE possui uma grande história de luta contra a ditadura militar e pela redemocratização do Brasil e esta história deve ser respeitada e admirada. Todavia, após a redemocratização do país, a UNE se tornou uma entidade que perdeu a sua identidade e em busca de uma nova, oscila entre ser mero agente emissor de carteirinhas estudantis, ser braço estudantil de partidos políticos ou startup de carreirismo político, sendo o exemplo do senador Lindbergh Farias o mais emblemático.

Eu vivo o meio acadêmico há vinte e um anos, e desde o meu tempo de estudante vejo a UNE aparelhada por partidos políticos de esquerda e agindo exclusivamente no interesse de tais partidos. Soma-se à UNE o apoio de grupos universitários de esquerda a serviço da doutrinação dentro das universidades brasileiras. Assim, o movimento estudantil, que deveria ser apartidário e a favor dos estudantes, se torna mera massa de manobra de grupos políticos. É por isso que grupos e partidos de esquerda saíram soltando notas de repúdio ao vandalismo ocorrido na sede da UNE, pois se viram na obrigação de defender um de seus braços políticos. Não podiam de forma alguma ficarem neutros. Esses mesmos grupos que repudiaram o vandalismo sofrido pela UNE jamais repudiaram as pichações com os dizeres “Fora FHC”, “Não vai ter golpe”, “Lula, estamos contigo” e outros de apoio à esquerda.

Vandalizar a sede da Revista Veja: liberdade de expressão, luta pela democracia

Vandalizar a sede da Revista Veja: liberdade de expressão, luta pela democracia.

 

Vandalizar a sede da UNE: golpe, fascismo autoritarista.

Vandalizar a sede da UNE: golpe, fascismo autoritarista.

A esquerda é muito hábil em transformar um ato de vandalismo em um ato político, luta de classes, crime de ódio e perseguição ideológica, comportamento típico de seu vitimismo. É desse modo que pichações não alinhadas com seus pensamentos se transformam em uma afronta à democracia, à liberdade de expressão e até tentativa de golpe de Estado, mas, por outro lado, pichações que são alinhadas com seus pensamentos se tornam apenas o exercício da democracia e liberdade de expressão.