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O bolo muda…as moscas permanecem!

Se continuarmos como estamos, a operação Lava-Jato não terá um efeito moralizante perante setores da sociedade brasileira: nem é possível vislumbrar um avanço na liberação do Estado da rede de interesses beneficiadores dos síndicos do Poder.

Décadas de poder ilimitado travestiram completamente nosso Estado em um agrupamento de caudilhos e personagens folclóricos que, em uma autofagia mórbida, prosperam, enquanto minam as iniciativas individuais: este status atual de miserabilidade suscita dúvidas acerca do desenvolvimento brasileiro, bem como, quanto a seus limites morais e éticos (vivemos uma crise ética)!

Estas lideranças caudilhesco-carnavalescas, protagonistas, até a última molécula, desta crise, podem até ser trocadas, mas a dinâmica social brasileira, pautada pela Lei de Gérson e pelo analfabetismo funcional, produzirão novas peças do mesmo jaez, e, o pior, de igual quilate moral.

Diria meu dileto amigo, e colega desta redação, Romildo Perez: Quo vadis, Brasil?

Um esboço de solução passa pela melhoria da eficiência estatal: com um melhor resultado educacional, os grilhões, que aprisionam os indivíduos a este lupanar que se convencionou chamar República Federativa do Brasil, seriam rompidos parcialmente.

Mas a educação não é a única solução, nem esta virá gratuitamente, como uma dádiva do panteão de deidades brasileiras: o indivíduo deve tomar para si a responsabilidade pela sua própria existência, seja ela exitosa ou medíocre.

Já vai tarde o tempo em que se pensava no Brasil como uma entidade abstrata, diferente dos indivíduos. Todo malandro é idiota em pensar que o mundo é feito de otários: e na Nação da malandragem, somos todos otários.

Enquanto comemoramos a última rasteira, somos jogados ao chão por algum golpe alheio.

É desta maneira que a Lei de Gérson, tão maléfica aos brasileiros, será, aos poucos, revogada: é hora de entender que jogar lixo na rua causa enchente!

O folclore somos nós!

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