A fila tem que andar

por Renaite Paulista

Prezados leitores, hoje o texto que quero dividir com vocês está mais ligado às pequenas atitudes de cada um de nós e menos àquelas dos figurões da política. Apesar disso, ou justamente por isso, ele diz muito sobre como encaramos a política e o Estado, como queremos e exercitamos nossos valores civilizatórios na terra onde cantam os sabiás.

Domingo, sol, quatro da tarde. Por algum motivo que não lembro, acabei tendo que almoçar a essa hora. Com a grana mais apertada e a barriga roncando de fome, o destino foi aquele restaurante simples e gostoso que serve galeto com acompanhamentos, com fartura.

O restaurante tem um grande balcão com alguns banquinhos colocados um ao lado do outro. Do lado de dentro, um churrasqueiro, um cozinheiro, dois garçons e uma mulher no caixa que trabalham freneticamente. Os trabalhadores não têm tempo para nada, exceto para tomar uma água de vez em quando, antes de passar mal com o calor.

Havia alguns bancos vazios e do lado de fora um grupo de umas cinco pessoas esperava para sentar. Eis que chega uma senhora com outras duas pessoas, pergunta ao grupo se eles estão juntos, e ao ouvir que sim e notar vários bancos vazios, se move para sentar.

Pronto, confusão instaurada. O primeiro grupo, o de cinco, reclama que estava esperando eu sair para todos comerem juntos e bla bla bla. A senhora que ia sentar reclama que eles poderiam já ter se sentado separadamente, e que lá não se espera que grupos grandes fiquem juntos. Como o texto não é o programa do Ratinho, já aviso, não houve um grande barraco ou agressão física, e o intuito aqui não é narrar a pequena discussão de 5 minutos que houve.

A parte que interessa: ao final da conversa entre os grupos, uma moça envolvida fala algo assim: “Poxa, mas não tem ninguém aqui para organizar a fila”, ao que todos os envolvidos na discussão pareceram concordar, não obstante todos os trabalhadores do restaurante estarem trabalhando freneticamente.

Saio do restaurante e passo no supermercado. Esperando na fila, eis que o caixa ao lado abre repentinamente. Pronto (x2), as pessoas do lado direito e esquerdo correm para o novo caixa, confusão para ver quem deve ficar na frente da fila. Mais uma vez, alguém grita: “Pô, mas não tem ninguém para organizar a fila”, enquanto todos os trabalhadores do supermercado corriam para repor os estoques.

Por que em um restaurante simples, despojado, sem hostess, onde as pessoas que estão esperando claramente conseguem ver quem chegou antes, é necessário que alguém da equipe pare de fazer seu trabalho para organizar uma fila, ou ainda, será que o restaurante deve aumentar seus custos e contratar um organizador de fila ou uma bela hostess? Para o supermercado, deve o gerente parar de olhar se as gôndolas estão arrumadas, cobrar a reposição do estoque, tirar dúvidas, para organizar filas que já estão pintadas no chão?

Mais ainda, por que as próprias pessoas não conseguem conversar entre si, respeitosamente, sobre as noções básicas de uma vida em sociedade, devendo elas próprias se organizar para ficarem em fila, ao invés de sempre clamarem por alguém “de fora” com poderes para direcionar o que elas devem fazer, como se comportar, como se organizar?

Os exemplos descritos mostram duas coisas: as pessoas têm dificuldade de travar uma conversa respeitosa caso ocorra alguma situação simples do cotidiano com uma pequena discordância, e mais que isso, esperam a ação de alguém de fora, alguém com autoridade, um “governante de filas” para mostrar às pessoas como e o que pode ser feito.

Não deveríamos, como sociedade, aprender a não esperar alguém “de fora” com poderes para nos regular, nos dizer o que e como se comportar em uma dada situação mais simples? Não poderíamos, não teríamos a capacidade de fazer as coisas por nós mesmos, com diálogo, conversando, nos autorregulando em situações não complexas?

Do contrário, o restaurante ou o supermercado teriam que repor o estoque mais devagar, pois o garçom ou o gerente perderiam tempo arrumando uma fila simples que as próprias pessoas poderiam organizar e respeitar, ou pior, o restaurante ou o supermercado teriam que contratar mais alguém, desperdiçando as habilidades do indivíduo e gerando mais gastos bobos que certamente seriam repassados para o consumidor final.

Na realidade, essas duas situações refletem o padrão ou os valores do brasileiro. No fundo, esperamos sempre alguém de fora, um “organizador de filas”, porque estamos acostumados com alguém do Estado ou ‘de fora” nos regulando, se metendo em qualquer assunto. Adoramos uma “autoridade”, estatal ou não, apesar de falarmos mal de muitas delas.

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Em inúmeras situações, o Estado, um governante ou uma autoridade devem meter o bedelho para determinar o que as pessoas devem fazer. Contudo, se ele – a autoridade – faz isso em muitas ocasiões, muitas das quais mais bobas, simples, que as próprias pessoas poderiam resolver, ele – a autoridade – fica cheio de atividades e passa a não ter prioridades. Ao fazer muitas tarefas, as faz mal, não as controla. Com a dificuldade do Estado em prestar os serviços, logo surge espaço para pessoas de dentro da máquina estatal venderem facilidades, abrindo-se justamente espaço para a corrupção.

O Estado é importante, deve usar seus poderes para algumas situações, mas não podemos esperar que ele regule ou resolva tudo em nossas vidas. No fundo, quando pedimos um organizador de filas para situações simples, ignorando ainda os custos, reproduzimos os valores que, como sociedade, esperamos da nossa nação e dos nossos governantes. Terceirizamos responsabilidades que deveriam/poderiam ser assumidas por nós mesmos.

Por tal motivo, cotidianamente, vemos o mau funcionamento de vários serviços e a cobrança de facilidades nas inúmeras “filas” organizadas pelo Estado.

Precisamos mudar nossa cultura de sempre esperar uma autoridade, estatal ou não, determinar o que devemos fazer. Vamos deixar a autoridade resolver o que é mais complexo e nos organizar nas simples situações da vida cotidiana. Do contrário, daqui a pouco teremos uma lei obrigando os estabelecimentos comerciais a contratarem um organizador de filas.

Lula e a Lava Jato

Por Leôncio Custódio

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Lula abandonou o status de mero investigado, saindo das diligências da Polícia Federal e passando a ostentar a condição de denunciado pelo Ministério Público Federal.

Processualmente falando, Lula ainda não é réu. Para que isto aconteça – com provável rapidez, pela robustez das provas juntadas – o Poder Judiciário, neste caso a Justiça Federal de Curitiba, deverá receber a denúncia contra ele oferecida. É uma etapa técnica, na qual o juiz analisa a viabilidade jurídica de se instaurar um processo criminal pela Justiça Pública. Não entra no mérito, não coteja provas e tampouco faz julgamento de fundo. Apenas analisa se processualmente há condições de uma ação penal existir e prosseguir.

Nesta fase poderá também o juiz  decretar a prisão preventiva. Já no recebimento ou, mais adiante, com eventual surgimento de novas possibilidades. A prisão nesta fase do processo, após o recebimento da denúncia, ainda não objetiva imposição de pena a ser cumprida. Eventual punição final somente virá se Lula for condenado, podendo o juiz optar, ao proferir a sentença, pela prisão imediata, antes do julgamento de recurso.

Contudo, e considerando o trabalho de excelência realizado pela Força Tarefa da Operação Lava Jato, esperamos que haja decretação de prisão preventiva. O juiz pode fundamentar decisão neste sentido com base em quatro pilares, antes mesmo da sentença: 1. Para garantia da ordem pública (exemplo: eventual perigo causado por estar solto). 2. Para garantia da ordem econômica (evitando que desvios continuem ocorrendo por influência do réu). 3. Para conveniência da instrução criminal (como, por exemplo, em caso de ameaças a testemunhas do processo). 4. Para assegurar a aplicação da lei penal (em caso de risco de fuga do país para evitar eventual condenação e pena).

Esperemos os próximos passos, torcendo para que o trabalho qualificado dos Procuradores da República leve logo à prisão do chefe do esquema criminoso que assolou a nação.

Cuidado com os vermelhos camuflados

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por Leôncio Custódio

Passado o impeachment e sem muitas novidades ultimamente na Operação Lava Jato – que, esperamos, siga seu curso encarcerando corruptos, a opinião pública volta-se às eleições municipais que se aproximam.

Sempre que um novo sufrágio se avizinha renovamos as esperanças de que desta vez o eleitorado melhorará o nível de suas escolhas, extirpando da vida política velhas raposas personalistas, corruptos e fichas sujas em geral.

Mas, especificamente a partir destas eleições municipais de 2016, um novo fenômeno merece ser citado para que todos que exercerão sua cidadania se atentem às pegadinhas que os marqueteiros e estelionatários políticos tentarão ventilar: a camuflagem dos petistas e outros vermelhos acessórios para fisgar o incauto eleitor.

São dois eixos principais desta tentativa de engodo: a primeira, que muda as cores de fundo nas propagandas e materiais de campanha; a segunda, que abrigará velhos petistas em novos partidos com roupagens moderninhas.

Presenciamos nestes dias recentes muitos santinhos circulando em postagens da internet em que candidatos dos mais diversos municípios, em todas as regiões do país, usam um fundo colorido qualquer diverso do vermelho em seus santinhos. Não satisfeitos em esconder a ideologia vermelha, também suprimem a estrela com o logo do PT de todas aparições. A única forma de identificar que se trata de um petista é o número do candidato começando com 13. Vergonha ou apenas estelionato e má fé?

De outro lado, houve a fundação de novas legendas que nada mais são do que o petismo e seus dogmas com outros nomes. PSOL e Rede Sustentatibilidade abrigam esquerdistas, estatizantes e outros sugadores de recursos públicos. O primeiro, um PT mais apressado em implantar um socialismo ditatorial e a supressão de liberdades individuais, com Heloisa Helena e Marcelo Freixo como nomes de “esquerda diferenciada”. O último, um PT mascarado de moderno, com viés ambiental e politicamente correto, nada mais faz do que o velho discurso do intervencionismo e do Estado como salvação e guia da pessoa, tem em Marina Silva e Alessandro Molon dois de seus mais conhecidos. “esquerdistas de vanguarda”.

Há, ainda, um terceiro caso que merece menção: o do apoiador inconteste do petismo durante a última década e que, agora que o barco afundou, pula fora como um rato egoísta e assustado. Neste grupo podemos colocar ex-ministros da era petista, como Gilberto Kassab e Guilherme Afif, ambos aliados dos tucanos em São Paulo e dos petistas em nível federal. Não se pode excluir deste grupo Marta Suplicy, com mais de três décadas de militância pelos vermelhos, ministra de Dilma, e que, como num passe de mágica que só a politicalha suja é capaz de fazer, atualmente posa de crítica e opositora voraz do plano de captura do Estado elaborado pelo PT.

Assim, cabe a cada um de nós desmascarar estes fraudadores da boa fé coletiva e refrescar a memória dos incautos para que todos esses petistas, renomeados ou enrustidos, sejam despejados das casas de representação popular, trazendo para o debate ideias liberais e de redução do Estado.

 

Mérito e acesso à educação: prefeitos, vamos fazer algo diferente e dar oportunidade?

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por Renaite Paulista

 

Circula pelo maravilhoso mundo da internet um post de uma juíza integrante da Associação dos Juízes para a Democracia defendendo que, não obstante suas doze horas de estudos por dia, a grande razão da sua aprovação como juíza no Paraná em um disputado concurso publico foi o fato de ter “saído na frente da vida”. Sair na frente da vida, no caso, equivale a ter tido uma educação e cuidado dos pais na sua formação, bons colégios, alimentação adequada, cursos, enfim, apoio para desenvolver suas aptidões.

No texto, ela procura minimizar seu mérito e esforço próprio. E esse combate ao mérito, ao esforço pessoal, não é bom em um país como o nosso, acostumado a compadrios, indicações políticas, arranjos não republicanos e pequenos favores, ou seja, exatamente o contrário da meritocracia.

Os grandes países do mundo, as grandes sociedades, se desenvolveram e reduziram a pobreza pela soma dos esforços. De uma maneira simplista, a soma dos esforços individuais de cada um impulsiona uns aos outros a melhorar cada vez mais. São as pessoas, com sua produção, com seu suor, com sua dedicação que criam bens, serviços, que criam riquezas. O Estado, em regra, apenas redistribui essa riqueza gerada. Isso quando o faz, na imensa maioria das vezes de forma inadequada, redundando na política de compadrio e privilégios mencionada acima. Se não houver esforço das pessoas, tende-se a produzir menos, termos mais pobreza. O reconhecimento e valorização do mérito ajudam a diminuir a pobreza.

No caso especifico da juíza, por exemplo, deve-se ressaltar que muitas outras pessoas também tiveram a mesma formação que ela e não foram aprovadas como juízes. Trata-se de um concurso difícil, com pouquíssimas vagas para a quantidade de inscritos. Portanto, há sim um grande componente de mérito, e o esforço de várias pessoas faz com que os juízes aprovados, após essa competição, tenham em principio uma melhor formação teórica e conhecimentos do sistema legal, ao menos formalmente.

Contudo, deve ser reconhecido que a quantidade de pessoas, tais como ela, que tiveram acesso a uma boa formação é pequena em relação à quantidade de pessoas que habitam nosso retumbante pais.

No fundo, portanto, o que deveria ser buscado na nossa sociedade é uma maior igualdade de oportunidades, ou seja, a maior quantidade possível de pessoas terem instrumentos, condições de competição as mais parecidas possíveis, tal como acesso a educação, cuidado, saúde, alimentação adequada, para, com base em seus esforços, produzirem cada vez mais e melhor. Nesse ponto, o ambiente escolar é fundamental.

Igualmente, sabe-se que há uma grande diferença de escolas privadas e públicas no país, bem como de seus alunos: as primeiras tendem a dar uma formação teórica mais completa, ao passo que seus alunos em geral têm uma melhor alimentação e saúde. O autor reconhece, por exemplo, que se uma criança ou jovem não tem uma alimentação adequada e um mínimo de saúde fica difícil exigir que o cérebro trabalhe, que haja uma razoável absorção de conhecimentos.

Muito se discute em como melhorar a escola pública, os salários, formação e incentivos dos professores, mas infelizmente a dominação esquerdista e retrógrada dos colégios públicos e administradores ligados a educação pública, que insistem em bater na tecla do “público, gratuito e de qualidade”, sem enxergar que o Estado não é talhado para exercer essa tarefa com o sucesso esperado, dificultam muitas das tentativas de modernizar e melhorar a escola e os professores.

Por outro lado, reconhece-se que as escolas privadas tendem a produzir melhores resultados.

Porque então, tendo em vista que há boas escolas privadas e a dificuldade de mexer nas públicas, o Estado não chama as escolas privadas para ajudar na educação de todos?

Será que uma instituição privada não poderia administrar um colégio público, com suas regras e sua forma de administrar, propiciando ainda alimentação e saúde adequadas? O estado não poderia pagar um valor X para cada aluno, que teria um componente variável se os alunos produzissem mais?

Ou ainda, caso algumas escolas privadas tenham espaço, não poderia o estado pagar a matricula de alguns alunos para que eles estudassem em escolas privadas?

Os dois exemplos citados acima são utilizados em alguns estados americanos e em alguns países da América Latina (Colombia) e Europa (Holanda, por exemplo).

Obviamente os modelos tem que ser adaptados as realidades culturais e legais de cada país, mas será que não vale a pena tentarmos algo diferente?

Proximamente teremos eleições municipais. Será que os candidatos da principal metrópole brasileira, que influenciam muito todos os municípios, não topariam se comprometer em tentar algo assim?

Em Goiás, por exemplo, a secretária de Educação esta testando alguns modelos de uma maior participação privada na educação.

Senhores candidatos e equipes, queremos ouvi-los.

Entre mortos e feridos, salvam-se todos (ou: o impeachment que acabou em pizza)

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por Romildo Perez

 

Em mais uma extrema demonstração de canalhice e corporativismo, o Senado Federal, com a complacência do Presidente do STF, acaba de rasgar e defecar sobre a Constituição Federal.

Desde a semana passada pairavam os rumores de que o Partido dos Trabalhadores, instantes antes da votação do impedimento da Presidente Dilma, levantaria uma questão de ordem com vistas a desmembrar a deliberação em duas: (i) a primeira teria por objeto a decisão sobre o impedimento da mandatária; e, (ii) a segunda trataria da vedação ao exercício de cargo público pelo prazo de 8 anos.

Dito e feito.

A questão foi levada ao Presidente da sessão do impeachment, Ministro Ricardo Levandowski. Este, sorrateira e ardilosamente, dirigiu a celeuma de forma a atender ao pedido do PT. Decidiu-se, pois, pelo desmembramento da votação.

O argumento principal seria o de que o artigo 312 do regimento do Senado permitiria o destaque:

Art. 312. O destaque de partes de qualquer proposição, bem como de emenda do grupo a que pertencer, pode ser concedido, mediante deliberação do Plenário, a requerimento de qualquer Senador, para:

I – constituir projeto autônomo, salvo quando a disposição a destacar seja de projeto da Câmara;

II – votação em separado;

III – aprovação ou rejeição.

Parágrafo único. Independerá de aprovação do Plenário o requerimento de destaque apresentado por bancada de partido, observada a seguinte proporcionalidade: (Incluído pela Resolução nº 8, de 2016)

I – de 3 (três) a 8 (oito) Senadores: 1 (um) destaque; (Incluído pela Resolução nº 8, de 2016)

Acontece, porém, que a Constituição Federal, ao tratar do processo de impeachment, é bastante clara ao dispor que a perda de direitos políticos é uma consequência do impedimento e não uma matéria independente e sujeita a deliberação própria.

Faço aqui um apelo ao leitor não iniciado nas ciências jurídicas. Veja o texto abaixo e me diga caberia alguma interpretação distinta disso?

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

I – processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 

 

Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

Repito: a CONSTITUIÇÃO FEDERAL(!!!), norma máxima do país, dispõe dessa forma: PERDA DO CARGO, COM INABILITAÇÃO. Ora, é evidente que não há que se discutir desmembramento de nada. Trata-se de uma deliberação apenas: impeachment, cujas consequências seriam a perda do cargo E dos direitos políticos. Aliás, foi justamente esse o entendimento do STF no impeachment de Collor.

O que fizeram então? Deram outra interpretação para o texto constitucional e desmembraram as votações. Uma interpretação abjeta e nauseante. Coisa de gente mal intencionada mesmo.

Como era esperado, Dilma foi condenada e apeada do cargo de Presidente da República. Até aqui, nada de novo no front. #TCHAUQUERIDA. Fogos de artifício estourando em meio ao choro de amentação de seus defensores.

Enquanto uns choravam e outros riam, o Senado Federal dava de ombros para a Lei Maior que juraram defender. Faziam chacota daqueles que os elegeram, sem qualquer pudor.

Ao passo em que incautos de plantão comemoravam o impedimento da “presidenta”, uma pizza daquelas assava no forno.

Colocada a absurda discussão em pauta, o Senado Federal deu o “golpe” no povo brasileiro. Na cara dura, em plena luz do dia e, ao vivo e a cores, em rede nacional.

Anote ai. Além dos 20 que já haviam votado desfavoravelmente ao impeachment, votaram contra a perda dos direitos políticos os seguintes Senadores:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Cidinho Santos (PR-MT)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Hélio José (PMDB-DF)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Rose de Freitas (PMDB-ES)

Telmário Mota (PDT-RR)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Wellington Fagundes (PR-MT)

E o que isso significa? No calor da questão é difícil analisar tudo com frieza, mas de bate pronto, podemos dizer que:

(i) a “narrativa” do golpe ganha força: ora, se o crime de responsabilidade praticado não seria suficientemente grave para alijar Dilma da vida pública, não seria coerente dizer que o processo serviu mesmo para ganhar “no grito” a eleição perdida nas urnas? Imaginem o impacto disso no roteiro do documentário que pretendem exibir nas escolas daqui a 10, 20 anos.

(ii) o desmembramento poderá ser usado por outros políticos às portas de perderem seus mandatos: se não perderem seus direitos políticos, podem voltar a concorrer para cargos públicos ou exercerem outras funções no dia seguinte.

Pela pouca combatividade demonstrada pelos Senadores, quer parecer que tudo isso não passou de um grande de um acordo entre todos. PMDB, PSDB, PT. Tudo junto e misturado, com o aval de Temer e companhia (PMDB votando em massa pela não suspensão, alguém?).

No final das contas, todo mundo se salva. Todos ficam livres para colocar água no chopp da Lava Jato e dar uma sonora banana para o povo brasileiro. A conferir.

O resumo da ópera é que os políticos brasileiros deram hoje mais um exemplo de que este é um país de canalhas e vagabundos. Fôssemos nós um povo mais aguerrido estaríamos nas ruas, invadindo Brasília, fazendo o que nossos representantes deliberadamente teimam em não fazer: a coisa certa.

Hoje é um dia triste para a história do Brasil.

Dia em que muitos daqueles que saíram da segurança de seus lares e foram às ruas para lutar por um país mais decente, que decidiram deixar se ser “bundões” e fazer política da forma mais visceral e pura de todas, simplesmente desistiram de lutar, ao se depararem com um disparate absurdo como esse perpetrado pelo Senado Federal, sob a bênção do STF.

Hoje é dia de luto. Perdemos mais uma vez o bom combate. Fomos passados para trás na trapaça, no ardil, na mão grande.

Hoje é dia de desistência. É dia de abandono do amanhã, apesar de toda a resistência de ontem.

Quo vadis, Brasil?

O Globo, a Veja e o vitimismo dos professores universitários

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por Fayez Nachdenklich em colaboração para o BomSenso.org

 

Dois artigos publicados na semana que passou deram o que falar. O primeiro foi o editorial intitulado “Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”, publicado na edição de 24 de julho do jornal “O Globo”. O segundo foi o artigo de opinião intitulado “Professor ganha mal?”, de Cláudio de Moura Castro, publicado pela revista Veja.

Ambos os artigos foram alvos de críticas e notas de repúdio inflamadas nas redes sociais por parte de sindicatos e docentes de ensino superior. O ponto central dessas notas nada mais é do que um pouco mais do mesmo discurso falacioso de sempre: que a “mídia golpista” estaria preparando o terreno para a privatização do famigerado “Ensino superior público, gratuito e de qualidade”. Sustentam, ainda, que essa visão: 1) vai de encontro àquela vigente em países desenvolvidos, do qual seria exemplo a Alemanha, que se decidiu recentemente por garantir a gratuidade em todas as universidades alemãs, um mais um 7 a 1 aplicado no Brasil; 2) que os docentes não ganham bem; pelo contrário, ganham mal; 3) que o professor é desvalorizado, quando na verdade deveria ser a profissão melhor remunerada de todas, visto que forma todas as outras. Argumentam, ainda, que ambos os artigos não possuem base científica, como se base científica fosse condição necessária para se escrever artigos opinativos.

O fato é que os artigos, principalmente o publicado pela Veja, escancaram verdades inconvenientes para classe docente, mas também argumentos falaciosos e desrespeitosos, principalmente quando argumentam com uma matemática totalmente esdrúxula, que os professores trabalham em média por apenas dezenove anos antes de se aposentarem.

Porém, em suas moções de repúdio, os docentes em reação inflamada, também se valeram de argumentos falaciosos, desgastados e retóricos que nada acrescentam ao debate. Vamos a eles:

  • A mídia golpista quer o fim do ensino superior público, gratuito e de qualidade

Os doutores e mestres deveriam reler os artigos com atenção, pois parecem ter sérios problemas de interpretação de texto. Em nenhum momento os artigos defendem a privatização do ensino superior público, muito pelo contrário: o editorial do Globo defende que há injustiça social e entende que os ricos devam pagar pelo ensino, permitindo que o pobre tenha acesso ao ensino superior público gratuito.

  • “Enquanto defendem a privatização do Ensino superior no Brasil, a Alemanha dá mais um 7 a 1 e irá tornar todas as universidades gratuitas”

Como já dizia Adam Smith, não há almoço grátis. Independentemente de entrar no mérito de se manter ou não a universalização do ensino superior gratuito, fato é que a Alemanha possui uma economia muito mais desenvolvida, diversificada e menos corrupta que a brasileira e tem condições de pagar esta conta. O que não se discute, entretanto, é como as universidades alemãs vão gerenciar esta gratuidade.

Na Europa e nos Estados Unidos é muito comum ex-alunos fazerem grandes doações em dinheiros às universidades que os formaram. Faz parte da cultura destes povos. Em terra brasilis, além de não ser hábito, quem quiser fazer uma doação desse tipo vai esbarrar na burocracia, impostos e nem terá certeza se o dinheiro chegará realmente até à universidade. Além disso, a maioria das universidades alemãs possui grandes fundos de reserva, aplicações financeiras, patentes e parcerias com o setor produtivo, coisas demonizadas pelos acadêmicos brasileiros, mas que permitem que as universidades alemãs se deem ao luxo de serem totalmente gratuitas. É uma nação com outro grau de maturidade. Enquanto isso, os acadêmicos brasileiros continuam achando o mercado “malvadão“ e explorador do trabalhador.

  • “Os professores brasileiros ganham muito mal”

 Essa foi a principal reação contra o articulista da Veja. Ele foi infeliz ao misturar os docentes do ensino superior – estes realmente ganham bem, com os docentes do ensino básico, que na média ganham menos que seus pares no exterior. Os docentes do ensino superior, com o vitimismo de sempre, argumentam que não são bem remunerados. Desta vez, os números estão contra os doutores e mestres. Um estudo conduzido pela Inside Higher Education em 2012 compara o salário de professores universitários em diversos países, normalizado por paridade de poder de compra em dólar. O estudo mostra que os docentes brasileiros são os décimos oitavos mais bem pagos e possuem remuneração próxima a dos docentes japoneses e está no mesmo grupo de França, Japão e Turquia, sendo mais bem pagos que os russos.

Segundo o estudo, um docente brasileiro em início de carreira ganha US$ 1858,00 (R$6019,92) por mês, valendo lembrar que o salário inicial nas universidades federais é de R$ 8639,50 (US$ 2666,51, Japão US$ 2897). O docente brasileiro em final de carreira ganha US$ 4550 (R$14742,00), porém o salário mensal de um professor Titular nas universidades federais é de R$ 17057,54 (US$ 5264,73), bem mais que os US$ 4604 e US$ 4775 que recebem os seus pares japoneses e franceses.

Com esse dado em mãos, será que agora terão que dizer que os professores universitários também são desvalorizados no Japão e na França?

  • “Professor é desvalorizado e deveria ser a profissão mais remunerada de todas, visto que forma todas as outras”

Os doutores e mestres deveriam saber que a profissão mais bem paga do mundo não é a de professor, médico, advogado, economista, agrônomo, mas sim a profissão de engenheiro.

É na engenharia que estão os maiores salários do mundo. Comparar média salarial de profissões diferentes é como comparar alhos com bugalhos. Além de ser intelectualmente desonesto, é injusto.

A comparação deve ser feita entre os salários pagos para o mesmo tipo de trabalho.

Além disso, em nenhum país do mundo a academia é o lugar mais atraente em termos de salário. Fora da academia existem melhores oportunidades, é uma disparidade, mas esta é a realidade. Em países onde a meritocracia impera, essa disparidade é compensada por condições de trabalho, bônus e remunerações adicionais que ajudam a recrutar as melhores cabeças para a academia. Isto está longe de acontecer neste país, onde meritocracia é um palavrão e a isonomia salarial dá a mesma remuneração a um profissional competente e a outro totalmente incompetente.

No final das contas, o que se viu foi um show de vitimismo por parte dos sindicatos e docentes, o que não leva a nada.

Não se viu a mesma reação quando ao apagar de luzes de seu governo, Dilma cortou 75% das verbas da pós-graduação brasileira e estabeleceu cotas raciais na pós-graduação, ferindo a autonomia dos programas de pós-graduação e da CAPES.

Enquanto os sindicatos se preocupam em publicar notas de repúdio que ninguém lê, não temos uma única universidade entre as melhores do mundo.

A nova peripécia de Lula

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por José Licínio

 

Há algumas semanas, o bomsenso.org registrava que Lula fizera o diabo para que as investigações a seu respeito fossem para o Supremo. Tudo isso com o objetivo final de ganhar um precioso tempo, ao que parecia, sem grandes efeitos colaterais.

Mas o tempo perdido pela Justiça vem sendo recuperado aos poucos. As investigações relacionadas ao ex-presidente, que haviam sido baixadas à Justiça Federal do Paraná pelo Supremo, caminham bem: as provas relacionadas às vantagens auferidas de empreiteiras, como o sítio e o Triplex, estão se aprofundando.

Certamente por isso, veio uma nova peripécia. Lula recorreu ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas contra o juiz Sérgio Moro e os Procuradores da República da Lava Jato.

A razão? A mesma ladainha de antes: esperneou contra a sua condução coercitiva para depor e contra a divulgação de diálogos seus interceptados legalmente. Insinuou ainda a parcialidade de Sérgio Moro.

É importante esclarecer que a aceitação da reclamação pressupõe o esgotamento de todos os recursos internos disponíveis, ou seja, que os processos que correm na Justiça Brasileira sejam todos encerrados, com trânsito em julgado, o que, é clarividente, não ocorreu. A viabilidade da medida, assim, é bastante questionável.

Mas não somente: a ONU não tem o poder de reverter decisões da Justiça Brasileira.

A reclamação junto à ONU, em verdade, revela claramente a intenção de constranger os profissionais que atuam na Operação Lava Jato.

Ora, Lula sequer foi denunciado à Justiça no caso das supostas vantagens auferidas de empreiteiras. E, acaso o seja, terá plena oportunidade de se defender no curso da ação penal e terá, ainda, muitos recursos disponíveis, se for condenado.

Aliás, vale lembrar, que o ex-presidente obteve uma expressiva vitória na Justiça Brasileira: o Supremo invalidou como prova a interceptação do famoso telefonema do “tchau, querida”, aquele famigerado diálogo entre ele e Dilma, em que esta dizia a Lula que lhe estava enviando o termo de posse como ministro para que ele o usasse “em caso de necessidade”. A anulação dessa prova certamente inviabilizará a demonstração do embaraço das investigações por criador e criatura, livrando-os de uma ação penal.

A estratégia de expor o Estado Brasileiro na esfera internacional revela desapreço pelas instituições brasileiras por aquele que outrora gozou de grande popularidade. E que, embora a tenha perdido consideravelmente, continua se reputando acima dos demais cidadãos. Ironicamente, alguém que sempre se apresentou como “do povo” buscando incansavelmente regalias e proteções dignas dos grandes senhores feudais da Idade Média.

Mas parece que as coisas não caminharam como a defesa do ex-presidente esperava. No mesmo dia da peripécia junto à ONU, outro magistrado federal brasileiro, de Brasília, recebeu a denúncia em que Lula é acusado juntamente com Delcídio do Amaral e outros por embaraçarem investigações sobre organização criminosa mediante inclusive a tentativa de “compra do silêncio” de Nestor Cerveró.

Felizmente as instituições brasileiras são muito maiores que o líder populista.

O Exterminador do Futuro

Terminator

Por Leôncio Custódio

Em uma primeira passada de olhos pode parecer que esta pequena análise centrar-se-á numa famosa sequência de filmes que tiveram grande sucesso de bilheteria.

Mas apenas aproveitei o título do filme para, trazendo o texto para nossa atual realidade, mencionar uma infeliz coincidência. O Brasil também tem seu Exterminador do Futuro, e que causa muito mais danos: Lula.

Ao contrario do personagem vivido por Arnold Schwarzenegger que retornou de um futuro sombrio para mudar eventos passados e recolocar a civilização nos eixos e longe das guerras e de seu fim, o nosso exterminador vem se esforçando desde o passado para arruinar o país.

Surfando num somatório positivo de conjunturas, como valorização das commodities estimuladas pelo crescimento chinês que demandava muita matéria prima, crise financeira internacional que encontrou no Brasil um bom lugar para capital especulativo em razão dos altos juros e inundou o país com dólares, descoberta do pré sal e cenário interno de controle de inflação, Lula e a companheirada petista jogaram fora esta janela de oportunidades.

Em vez do país aproveitar os ventos favoráveis para investir seriamente em educação de base, infraestrutura e redução do estado na vida do cidadão, fez-se o inverso.

Investiu-se muito em politicas demagógicas e populistas de curto prazo, como incentivo ao endividamento para compra de supérfluos, dentre outras.

A maioria da população, infelizmente, com sua miopia republicana ficou feliz e deu quatro mandatos seguidos ao PT. Claro, sem esforço, sem estudar e sem aumentar eficiência e produtividade as coisas começaram a vir. O milagre aconteceu. De repente podia-se endividar e sair adquirindo bens desenfreadamente.

Quando, finalmente, a conta chegou, muita gente não entendeu o porquê perdera o emprego e fora alçada ao cadastro dos devedores. Viu, ainda, que os bens adquiridos, hoje já usados e chegando ao fim de sua vida útil, são parte de um passado efêmero. A realidade permanece: falta de educação, infraestrutura e civilidade, tudo capitaneado por políticos despidos de moralidade e espírito público.

Lula se encaixa perfeitamente nisso. Lançou Dilma Rousseff no auge de sua popularidade apenas para que o partido pudesse permanecer aparelhando todos os setores da vida pública, minando a ética e os valores da cidadania. Agora que chegou a crise , e esta nada mais é do que o efeito das irresponsabilidades cometidas na última década por políticos demagogos e população  permissiva e acomodada, Lula tenta se descolar da imagem da sua sucessora.

Incrivelmente quer também voltar ao cargo máximo, como se não fizesse parte de toda lassidão e podridão que tomaram conta do país.

Cabe à população, democraticamente pelo voto, extirpar esse sonho megalomaníaco de um dos principais culpados pela desagregação da República, porque, caso contrário, não será apenas lembrado pelo que já de mal fez, mas será o Exterminador do Futuro das próximas gerações.

Legado Olímpico?

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por Steve das Arcadas

 

Corria animado o ano de 2009: medidas populistas e promíscuas facilitavam o crédito e o superendividamento de uma população, que catártica pelo canto da sereia de seu líder mais canalha, aclamava a “entrada triunfante” do Brasil no rol das potências mundiais.

A mídia (que ninguém esganiçava ser golpista) prestava enormes honras ao líder maior desta terra, que prometia, num altar-mor incensado pelo holocausto dos verdadeiros trabalhadores, o Paraíso nunca dantes vislumbrado na “História deste País”.

E o chicote populista ardia no lombo da população anestesiada por maior dose de discursos míopes e cosméticos. O Brasil, tal qual avestruz, preferiu enterrar a cara num buraco de alienação, a enfrentar a dura realidade atávica.

E os anos se arrastavam, tal qual quelônio… As torpezas do otimismo infundado permaneciam entre nós! Obras faraônicas, subsídios ineficientes, ação entre amigos, corrupção!

Passando por 2014, com uma população que já começava a acordar: o legado foi adiado para as calendas gregas. Mas num baile da ilha Fiscal, os abutres estatistas jorraram seu fel azedo e ilusório sobre a população, que mais uma vez caiu inerte.

Os deuses do Olimpo, então, resolveram ajudar. Um 7X1 bastou para que a população, dantes insossa, adquirisse o sal da vida. E um após outro, os indivíduos foram despertando, abrindo os olhos às Luzes da Liberdade, fugindo das trevas estatistas.

Chegou 2016, e com ele, o Olimpo fez entre nós morada. A entrada triunfante? Nunca aconteceu. Atrasos homéricos e problemas hercúleos denotaram a nudez do Brasil, e, com ela, veio a vergonha.

Vergonha e espanto ao perceber que o Estado é o artífice maior de ineficiência, num palco de uma tragédia, em que, como Titã, ele devora os Indivíduos. Mas estes mesmos, agora, despertando pelo sinal do Legado Olímpico, serão os heróis do futuro, ao se libertarem das garras desse Moloch gosmento.

O Legado Olímpico chegou: politização, trabalho e autonomia. Quiçá, antes mesmo de estrear por essas bandas, o Brasil pare de jogar PokémonGO.