O Sucesso do Fracasso

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Por Alaor Rockatansky

Recebo muitos textos, colunas e posts de facebook de amigos esquerdistas.

Enviam-me na esperança febril de terem achado um diamante precioso, lapidado em argumentação brilhante e pronto para coroar suas crenças coletivistas. Em suas mensagens, transparece a empolgação trêmula dos seus dedos ao teclarem; o afã de vingar o ego ferido em discussões pregressas e ao mesmo tempo, a caridade condescendente de refletir um pouco de luz na caverna primitiva do conservadorismo e liberalismo onde habita o meu ser. Afinal, todo esquerdista é, no fundo, uma pessoa mais nobre que você.

Ao primeiro olhar os diamantes não enganam. Não passam de cacos de vidro. Ter que explicar o óbvio, que a mera observação da realidade pode aferir é tarefa enfadonha e repetitiva, principalmente pela monotemática dos argumentos que trazem os social justice warriors das mídias digitais.

Mas vamos lá. Dentre muitos escolhi este pedaço de caco abaixo meio que aleatoriamente. Na verdade, tanto faz. São todos semelhantes e oriundos da mesma garrafa quebrada de aguardente estatista. O mais inebriante dos nossos vícios nacionais.

Ivan Morais

Começarei concedendo os seguintes pontos ao post acima: primeiro, Dilma fez um péssimo governo, pedalou, gastou demais e tudo aquilo que já sabemos; segundo, a política nacional é pautada pela maracutaia. Nada de novo. Porém, a partir desses chavões enaltecer o responsável pelo texto acima e tomar vidro por diamante seria como dar mérito a um relógio quebrado apenas por estar certo 2 vezes ao dia.

O senhor Ivan Moraes Filho, que tenho o prazer de não conhecer, comete contradições lógicas inconciliáveis. A la Sakamoto, sua construção argumentativa é tão primária que não necessita de argumentos e fatos externos para ser demolida, as falhas de raciocínio intrínsecas ao texto já bastam para descreditá-lo.

Se o autor do cacareco afirma que Dilma pedalou, como pode afirmar que não é criminosa, se as pedaladas em sí constituem crime de responsabilidade? A partir desta contradição elementar, concluir que o impeachment seria na verdade um recall está em algum lugar na escala que vai da estupidez completa à desonestidade intelectual absoluta. Não sei em que ponto o autor do post se encontra e não cabe a mim julgar. Oxalá ele consiga sair de lá um dia.

Argumentos incongruentedips à parte, o texto é também um festival dos surrados lugares comuns que condenam o país ao atraso. Pede mais impostos, intervenção estatal na mídia, enfim o velho e nada bom pensamento estatista que aqui chegou com Marquês de Pombal e fincou unhas, garras, âncoras e raízes.

Esta visão canhestra da realidade, sempre conduz ao eterno cacoete nacional do reformismo Sebastianista. Na interpretação de Ivan: moralizar o Brasil através de uma reforma política (por meio de uma ação do Estado). Ou seja, o Estado centralizando o poder para transformar a sociedade. Música para os ouvidos de Stalin, Lenin, Hitler, Mussolini et caterva.

Um rápido estudo da história política brasileira bastaria para compreender que vivemos desde o fim da Monarquia um eterno ciclo vicioso de reformas de salvação nacional que deram com os burros n’água. Via de regra feitas a toque de caixa e quase sempre acabando por piorar a situação, aprofundando o buraco que se empenharam em tapar.

Num masoquismo doentio, nós brasileiros, pedimos de joelhos para que o Estado intervenha, a fim de resolver os problemas que sua própria intervenção anterior criou. Resolver como? Com mais Estado. Resumo da ópera:

No Brasil nada faz tanto sucesso quanto o fracasso.

Decerto o autor do post não pensou na contradição de pedir aos políticos que reformem a política. Ou seja, aos porcos que limpem o chiqueiro. Às raposas que tomem conta do galinheiro. Quem seriam os maiores beneficiários de uma reforma política neste momento? Os próprios agentes desta reforma. Lógica elementar.

É claro que o presidencialismo de coalizão é falho, mas enquanto não combartemos a prevalência do pensamento estatista que o post cometido por Ivan Moraes Filho tão bem representa, e nos livrarmos dessa cultura retrógrada e bolorenta, não adianta falar em reformas constitucionais ou institucionais. Será um tiro certeiro nos dois pés. A história brasileira não cansa de nos ensinar que não há nada tão ruim que não possa piorar.

Ou saímos desse vago entendimento de coisa nenhuma e olhamos para a realidade ao invés de impor a ela construções ideológicas pueris, tomando cacos de vidro por pedras preciosas ou continuaremos girando em falso no meio do nada. E aí, o Brasil seguirá, como disse Roberto Campos, sem correr o menor risco de dar certo.

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O Prefeito Prafrentex e o Desastre do Politicamente Correto

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Por Francisco Angelo

Recentemente, Londres elegeu o seu primeiro prefeito muçulmano, Sadiq Khan, britânico descendente de paquistaneses. Imediatamente, a mídia nacional e os arautos do politicamente correto correram para aplaudir os londrinos e sua tolerância. A partir de dois fatos isolados, os mais coloridos arco-íris foram construídos sobre a figura do recém eleito prefeito:

  1. Sadiq Khan é muçulmano.
  2. Khan diz ser a favor do casamento gay e votou a favor dos interesses do lobby gay quando foi parlamentar.
Sadiq Khan, prefeito de Londres, defensor do acolhimento maciço de refugiados, independente dos atentados terroristas de Paris e Bruxelas e das ondas de estupro praticados por imigrantes na Alemanha e Suécia.

Nossos jornalistas festejaram a eleição de um prefeito muçulmano em Londres e sentiram-se merecedores de um festival sem-par de tapinhas de aprovação nas próprias costas, afinal demonstraram assim ser tão evoluídos e esclarecidos como seus kindred spirits da esquerda britânica.

Khan foi elevado instantaneamente ao status de paladino iluminado da integração multicultural.

Pudemos testemunhar as mesmas reações de tietagem desmedida quando da eleição de Barack Obama. Que maravilha, um presidente negro! Já bastando a sua cor de pele e o discurso puramente ideológico sem um pé na realidade para alçá-lo de antemão ao posto de melhor presidente americano de todos os tempos.

Todo o hype Obamista deu no que deu: uma administração desastrosa, principalmente na política externa, cujos erros são diretamente responsáveis pelo surgimento do Estado Islâmico, da guerra civil total na Síria e da crise humanitária sem precedentes que é o fluxo de imigrantes islâmicos na Europa.

Para variar, a mídia politicamente correta não aprendeu nada e agora se derrete toda pelo prefeito muçulmano dito prafrentex. Não se preocuparam em checar o seu passado ou mesmo o que propõe para seu governo. Não bastasse isso, aproveitaram a eleição de Khan para entoar críticas a quem quer que pense diferente em questões ligadas ao Islã.

Acusam de islamofóbicos aqueles que temem a enxurrada de refugiados na Europa; que se preocupam com o estado paralelo que se criou nas comunidades islâmicas no velho continente; e que questionam as qualificações ou propostas de governo de Sadiq Khan.

Da política da esperança politicamente correta de Obama à barbárie concreta do Estado Islâmico.

Se isso aconteceu na mídia internacional, em terra brasilis a coisa foi ainda mais canhestra. Nossos jornalistas usaram a eleição de Khan para concluir que apenas uma pequena minoria dos muçulmanos seria radical (sem definir os parâmetros do que significa ser radical. Estamos falando de terroristas e homens-bomba, ou muçulmanos que acreditam que a homossexualidade deveria ser ilegal?).

Segundo nossos palpiteiros de plantão, a maioria dos muçulmanos estaria amplamente preparada para integrar-se à sociedade ocidental sem maiores problemas. Evidências do contrário não passariam de provas de como, na verdade somos nós, os ocidentais, os preconceituosos e intolerantes.

Sem dúvida existem muçulmanos adaptados à sociedade ocidental e seus valores no Reino Unido. O novo prefeito parece, à primeira vista, pertencer a este grupo, no entanto uma pesquisa básica do seu passado –  que vasta maioria da mídia julgou aparentemente desnecessária – revela um histórico muito preocupante.

Seu apoio ao lobby gay parece ter blindado Sadiq Khan de sua própria biografia, que inclui:

  • Nos anos 90, o cunhado de Khan, Makbook Javaid, foi afiliado e porta-voz do grupo terrorista Al Mahajiroun, organização clandestina responsável por pelo menos metade dos atentados terroristas em solo britânico ocorridos nos últimos 20 anos.
  • A Al Mahajiroun era então liderada pregador radical Anjem Choudary, que defende a adoção da lei da Sharia no ocidente e a supremacia global islâmica.
  • Em 2003, Khan aparece em conferência ao lado de Sajeel Abu Ibrahim, membro do Al Mahajiroun.
  • Sajeel Abu Ibrahim comandava e organizava um campo de treinamento terrorista no Paquistão, de onde saiu um dos homens-bomba que protagonizou os atentados de 7/7 de 2005 em Londres.
  • Em 2004, já como membro da Câmara dos Comuns, Khan revelou ser diretor do comitê de questões legais da Muslim Council of Britain (MCB).
  • Como representante do MCB, Khan alegou ao parlamento inglês que o clérigo da irmandade muçulmana Yusuf Al-Qaradawi “não era o extremista que a mídia pintava”. Vale notar que Al-Qaradawi é autor do livro The Lawfull and Prohibited in Islam, em que defende a punição física e espancamento de esposas, bem como a pena de morte para homossexuais. (viu como o prefeito islâmico-pra-frentex é contraditório em suas posições?)
  • Al Qaradawi também emitiu uma “fatwa” pedindo ataques suicidas de homens-bomba contra civis em Israel, o que levou sua entrada no Reino Unido a ser proibida.
  • Khan participou de vários eventos da organização jihadista Cage e inclusive escreveu o prefácio de um de seus reports.
  • A Cage declarou que o garoto propaganda do Estado Islâmico, o militante britânico “Jihadi John”, o assassino cruel que degolou inúmeros infiéis em vídeo, foi um homem maravilhoso.

 

Anjem Choudary, apologista da supremacia global islâmica

Se Khan é um extremista islâmico de fato ou flertou com esses grupos para conseguir votos das bases eleitorais islâmicas, não nos cabe julgar. Fato é que as conexões existem, como muito bem apontou Maajid Nawaz – ex-militante extremista islâmico e hoje ativista que luta para impedir que jovens muçulmanos ingressem em movimentos jihadistas. Também é notório que Khan construiu sua carreira política a partir do distrito eleitoral maioritariamente muçulmano de Tooting, no sul de Londres, onde agiu diversas vezes para obter o apoio da Mesquita de Tooting, o mais importante cabo eleitoral de sua ascensão política.

Se o prefeito acredita ou não nas ideias das quais se veste para garantir o avanço de sua carreira política, flertando tanto com o islamismo radical como com a esquerda progressista, é irrelevante para seguir este raciocínio adiante.

O ponto central é outro.

A facilidade com que a vasta maioria da mídia abraçou Khan demonstra como a mentalidade predominante do politicamente correto mais uma vez praticou a forma mais vil de racismo reverso: o tratamento diferenciado.

A imagem projetada das comunidades muçulmanas vivendo na Europa, pintadas por matérias de viés politicamente correto na mídia nacional, não poderiam ser mais distantes da realidade. Depois de ter vivido anos em Londres, posso falar com algum conhecimento de causa.

É louvável como os britânicos são capazes de conviver com diferentes grupos religiosos e étnicos em seu território. Coisa que o brasileiro sequer é capaz de imaginar. No entanto, não há integração cultural e de valores. Integração que não foi incentivada pelo Reino Unido (dado histórico) nem tampouco buscada pelos imigrantes. Muito mais do que convivência, existe apenas uma coexistência territorial.

Manifestações pela supremacia islâmica em solo britânico
Manifestações pela supremacia islâmica em solo britânico

Aos que duvidam, convido-os a visitarem os bairros mais pobres, majoritariamente muçulmanos do leste londrino e sentir na pele como a atmosfera é “moderada” e quanto o ocidental na verdade é o estrangeiro nesses enclaves étnicos. O mesmo se aplica aos bairros indianos, africanos e caribenhos.

A visão que temos do Brasil é que os muçulmanos são um pequeno grupo pacifista e oprimido inserido numa sociedade de hooligans ocidentais europeus.

A realidade é muito mais densa e complexa, muito distante da paisagem que este tipo de matéria esquerda technicolor costuma pintar.

Afirmações soltas no vácuo como “A maioria dos muçulmanos não é radical” só servem de desinformação e não ajudam ninguém a compreender nada.

No Reino Unido, mais de 50% dos muçulmanos acreditam que a homossexualidade deveria ser ilegal. 25% acham que a lei da sharia deve ser implementada em sua forma literal, incluindo o apedrejamento de mulheres adúlteras.

Ao afirmar que o “radicalismo islâmico” é coisa de uma minoria,  a mídia politicamente correta perpetua um mito. As posições defendidas pela maioria da população muçulmana, tanto nos países islâmicos como na Europa e Estados Unidos são radicais e inconciliáveis quando colocadas lado-a-lado com os valores das nações ocidentais.

 

Pedir a pena de morte para homossexuais, para a apostasia ou ser favorável à adoção da Sharia justifica a classificação de “radical”, certo? Ou radical seriam apenas os que defendem os homens-bomba?

Empregando palavras como “extremista” ou “radical” fora de contexto ou referência de significado, a mídia cria um tipo de artimanha retórica, que acaba por nos confundir e muitas vezes  oferece um falso senso de segurança. É o mínimo de bom senso observar com certa apreensão um segmento da população que cresce em ritmo acelerado e que advoga valores e um estilo de vida inconciliáveis com os dos países onde estão inseridos.

A situação muçulmana no Reino Unido é um barril de pólvora. A abordagem politicamente correta do mainstream encabeçado pela BBC, que evita chamar coisas e acontecimentos pelo seu nome e realizar um debate profundo, só agrava a situação.

A demora com que o fenômeno do grooming chegou à mídia de massas e a pouca cobertura que teve são emblemáticos. Trata-se de grupos de homens paquistaneses de 20 a 40 anos, membros de famílias que se encontram inseridas na sociedade muçulmana britânica, que desenvolvem amizades com meninas inglesas de 13 a 16 anos, ganham a sua confiança para depois, em turmas de 15 a 20 marmanjos, estuprarem a vítima em rodízio, por horas a fio.

Muitas vezes, a mesma vítima é chantageada a repetir a prática por anos sob ameaças de difamação diante dos colegas de classe, à integridade de sua família ou, pior ainda, de as mesmas atrocidades serem repetidas com suas mães e irmãs.

Como esses grupos de homens justificam tais atos para si mesmos? Eles consideram que a mulher ocidental não tem uma conduta respeitosa e portanto está a mercê de suas atitudes e deve sofrer as consequências de seus atos. É como se a conduta da mulher ocidental fosse um sinal verde ao sexo consensual antes do casamento. Esclarecendo, na cabeça deles o que praticam não seria estupro.

Até onde se sabe, mais de 1500 meninas foram violentadas dessa maneira.

Vítima de grooming, Sarah, aos 13 anos, foi estuprada por 12 homens em uma noite.
Vítima de grooming aos 13 anos, Sarah foi estuprada por dezenas de homens em uma noite.

Por que demorou tanto para a sociedade inglesa falar e começar a lidar com esse problema? Milo Yiannopoulos, da Breitbart Inglesa, aponta o politicamente correto como um dos culpados. Evita-se o assunto com o medo dos gritos de “racista” e “islamofóbico”.

Outro problema que assola a comunidade muçulmana em solo britânico, mas que não recebe devida cobertura da mídia, são os crimes de honra praticados contra mulheres muçulmanas pela sua própria família. Jovens muçulmanas são assassinadas por seus irmãos, com o aval dos pais, por recusar um casamento arranjado. O motivo: elas desonrariam a família se continuassem vivas.

Eu vi um dos meus melhores amigos ingleses com o coração partido, porque sua namorada muçulmana não podia contar sobre a relação para os pais e teve que terminar um namoro de anos para voltar à sua cidade no interior da Inglaterra e casar-se com o marido que os pais escolheram.

Voltando ao noticiário, outra matéria alarmante veio à tona esta semana. Jamal, 27 anos (sobrenome não revelado)  ex-detento de origem muçulmana, denunciou como a prisão de Belmarsh, em Londres, transformou-se num campo de alistamento, doutrinamento e treinamento de terroristas islâmicos. Os grupos islâmicos que dominaram o centro de detenção pregam a destruição da sociedade ocidental e morte aos kuffar – leia-se: todos aqueles que não seguem os ensinamentos do profeta. Detalhe, Jamal – o ex-prisioneiro muçulmano que fez a denúncia – foi considerado um kuffar por não subscrever à visão da maioria da população muçulmana de presidiários (que nós ocidentais chamaríamos de extremistas). Aos presidiários considerados kuffars as opções eram a conversão (para os não muçulmanos) e subserviência (para todos) ou viverem como párias sob o risco constante de linchamentos e abusos.

musl-1Dados estes exemplos, quero dizer que não tenho nada contra os muçulmanos. Muito pelo contrário. Viajei diversas vezes a países islâmicos. O povo é hospitaleiro, gentil e muito família. Porém, uma coisa é uma população muçulmana vivendo em um país totalmente muçulmano e inserido em sua própria cultura e valores. Ali, o visitante, o ocidental no meu caso, deve viver de acordo com os códigos locais e respeitar a cultura na qual está inserido. Por exemplo, mulher ocidental sozinha à noite na rua é uma péssima ideia, bem como qualquer tipo de decote no vestuário. Trata-se basicamente de um desrespeito aos homens de família muçulmanos que lá se encontram.

O problema, é que o inverso não ocorre. Estes grupos muçulmanos não estão dispostos a adequar seus valores à sociedade ocidental quando encontram-se na posição de imigrantes. Consequentemente, brotaram por toda Europa bairros que são verdadeiros enclaves étnicos-religiosos vivendo sob um regime paralelo de leis informais, em descompasso total com o da nação soberana onde estão inseridos.

Esta falta de integração à sociedade ao seu redor e ao desterro em relação à sua terra e cultura de origem cria uma segunda e terceira gerações de imigrantes com uma identidade dilacerada, sem senso de pertencimento à sociedade ocidental onde nasceram ou a uma terra e cultura distantes que, pelo menos em seus corações, poderiam chamar de lar.

Acabam por encontrar, muitas vezes, essa identidade numa versão idealizada e utópica dos valores islâmicos. E tornam-se massa de manobra nas mãos de pregadores do ódio e operadores do Islã político. Vide os atentados islâmicos na Europa e nos EUA praticados com grande envolvimento de muçulmanos de segunda ou terceira geração.

O multiculturalismo utópico que recebeu um sopro de vida com a eleição de Sadiq Khan parece muito civilizado e quase uma questão de lógica elementar. Mas, na prática, é um cinismo completo do começo ao fim. Do alto da soberba ocidental, seus defensores envaidecidos tomam uma postura autocongratulatória de aceitação e tolerância a outros povos. Tratando quaisquer outras culturas como minoritária e por consequência, “café com leite”, sendo tão inferior que não pode apresentar qualquer ameaça.

Acreditam, por consequência, que os nossos valores e conquistas que levaram séculos são mero senso-comum. Estado laico; liberdades religiosa, individual, sexual e de expressão são questões de lógica e valores universais do homem, perante os quais outras sociedades “menos desenvolvidas” ficarão maravilhadas.

Este pensamento não encontra embasamento em nenhuma evidência empírica. Não passa da mais pura arrogância travestida de bom-mocismo. Ainda mais quando tratamos de nós, brasileiros, que nos achamos tolerantes por sermos um povo miscigenado, mas cultural e religiosamente somos monolíticos, intolerantes e desconfiados.

Nós, ocidentais, muitas vezes ignoramos que outras culturas não têm valores diferentes dos nossos e sim antagônicos. Onde a convivência e integração não são possíveis sem que um grupo abra mão de seus valores, submetendo-se aos do outro.

Homossexuais enforcados em praça pública em Teerã
Homossexuais enforcados em praça pública em Teerã

Parece-me que o Islã político já percebeu isso, enquanto nós ainda estamos tergiversando numa torre de marfim. Será um sinal de que nossa soberba precederá a nossa ruína?

A Escola de Frankfurt, seguindo a linha de Antônio Gramsci, concebeu o marxismo cultural, que gerou a ditadura do politicamente correto visando a destruição da sociedade ocidental, para de seus escombros erguer a utopia socialista. Caminham a passos largos no cumprimento da primeira etapa, porém erraram na previsão do que virá a seguir. Se a sociedade ocidental vier a ruir, seu berço, a Europa, não dará luz a uma nova civilização socialista, mas padecerá curvada perante o Islã.

 

 

Dos acertos no processo de impeachment e nas decisões do presidente interino da Câmara dos Deputados

Por Sergiomar Tanga-Frouxa, o Isentão

Todos sabemos que não existe deputado do baixo clero. Ainda que alguns sejam chamados assim de forma pejorativa, todos são legítimos representantes da democracia, eleitos pelo povo.

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Esta nomenclatura engraçadinha, que procura diminuir o papel de certos deputados, também foi atribuída ao presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, que defendeu, com mãos de ferro, o resultado das urnas que elegeram Dilma Roussef.
Ao anular a sessão que votou a admissibilidade do processo de impeachment, ele não só respeitou o desejo popular, plasmado em 54 milhões de votos, como também escreveu seu nome na História.
Desta forma, sua decisão absolutamente legítima de cancelar a sessão de impeachment, para manter a decisão legítima das urnas, serviu apenas para demonstrar o respeito aos eleitores.
Por outro lado, deve-se frisar que a decisão da Câmara dos Deputados cumpriu com todos os requisitos, tendo sido votada por 511 deputados, 367 a favor, 137 contra e 7 abstenções! Ou seja, este processo foi legítimo também.
Dessa forma, de maneira digna e refletindo sobre o que fez, arrependeu-se e voltou atrás, cancelando o cancelamento. De maneira legítima.
Pode-se notar a beleza da democracia brasileira em todos os atos. Na eleição, na votação do impeachment, o cancelamento da sessão e o cancelamento do cancelamento. Não é uma simples troca de interesses entre políticos, mas demonstra a complexidade do pensamento deste deputado considerado do “baixo clero”.
Baixo clero… ora! Que deputado mais renomado teria tal complexidade de pensamento? A capacidade do arrependimento?
Pelo menos essa é a minha opinião. Ou não. Sei lá.

1º GRANDE DESAFIO DE REDAÇÃO PARA COLEGUINHAS ESQUERDISTAS

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BomSenso.org, aproveitando a onda de textões que circulam pelas redes sociais, boa parte deles repercutindo como “golpe” o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, vem a público lançar o 1º Desafio de Redação para Coleguinhas Esquerdistas.

Segue o Regulamento:

– a participação é livre para todo e qualquer membro do Facebook;

– somente serão aceitos textões com mais de 3 mil caracteres;

– os textões poderão ser postados na respectiva página pessoal do candidato ou sob a forma de comentários a este post;

é obrigatório o emprego correto da língua portuguesa nos textos, conforme regras ortográficas atualmente em vigor, sob pena de desclassificação sumária.

– o texto deve se dedicar a defender os ideais de esquerda, o PT, Dilma, Lula ou assemelhados.

é terminantemente proibido, sob pena de desclassificação sumária, o uso das seguintes palavras e/ou expressões:

Aécio
Bolsonaro
burguês
burguesia
capital
CIA
classe média
companheiro
complô
complexo militar-industrial
conspiração
conspirador
Coração Valente (desde que se referindo a Dilma; fica autorizado o uso da expressão para se referir ao filme homônimo dirigido e estrelado pelo opressor e homofóbico Mel Gibson)
coxinha
cuspe
Dilmãe
diversidade
elite (em todas as suas variações: branca, paulista, sulista, americanizada, golpista, opressora)
empoderamento
fascista (salvo se a palavra for empregada para denominar o próprio autor do texto ou quem compartilha de seus ideais, situação na qual o uso será permitido)
FHC
FMI
golpe
golpista
homofóbico
identidade de gênero
imperialismo
imperialista
inclusão
justiça social
Marighella
machista
misógino
movimento social
narrativa
opressor
patriarcado
Piketty
Presidenta
problematizar
progressista
proletariado
PSDB
quilombola
sexista
traidor
Zumbi dos Palmares

– o prazo para postagem dos textos se inicia às 20 horas do 17.05 termina às 23 horas e 59 minutos do dia 20.05. O vencedor será determinado por uma comissão formada por membros do BomSenso.

– não haverá premiação em dinheiro, bens, propina ou cargo em comissão, mas sim algo muito mais interessante: uma passagem só de ida para Caracas, ao lado do Deputado Jean Wyllys. Durante o trajeto serão servidos sanduíches de mortadela. Alerta: por medida de racionamento, obrigatório levar o próprio papel higiênico. Produto em falta na Venezuela.

BomSenso.org Cultural: Ayn Rand

Por Steve das Arcadas
Nascida em 2 de fevereiro de 1905, em São Petesburgo, na Rússia, Ayn Rand emigrou para os Estados Unidos em 1926.

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Alcançou a fama com seu romance The Fountainhead (que foi lançado no Brasil com o título de A Nascente, e deu origem ao filme homônimo, conhecido no Brasil por Vontade Indômita), publicado em 1943.

Em 1957 lançou seu mais conhecido trabalho, o romance filosófico Atlas Shrugged (no Brasil, Quem É John Galt?, inicialmente lançado em 1987 e, posteriormente, relançado em 2010 como A Revolta de Atlas).

Sua filosofia enfatiza, sobretudo, suas noções de individualismo, autossustentação e capitalismo. Seus romances preconizam o individualismo filosófico e a livre iniciativa econômica, possuindo como pilares centrais:

  • A definição, com bases racionais, dos valores e ações humanas;
  • O Direito Individual a viver por amor próprio, sem qualquer obrigação ao sacrifício pelos outros, bem como, sem a espera de sacrifícios alheios;
  • A abominação a todo uso de força para expropriar dos outros o que lhes é valioso, ou para impor quaisquer ideias.

 

Obras Principais:

Temer: primeiro dia de trabalho

Excelentíssimo Senhor
Michel Temer
Presidente da República em exercício

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Senhor Presidente,
Ao expressar alívio com a queda da pior Presidente da República da nossa história, nós, do BomSenso.org (muitos dos quais seus colegas do Largo de São Francisco), cumprimentamos Vossa Excelência pela assunção virtualmente definitiva do atual mandato da Presidência. Desejamos-lhe saúde e fazemos votos de que a fortuna lhe sorria nas novas funções. Vimos, por meio desta, manifestar, de forma muito resumida, aquilo que entendemos por “virtù” no desempenho de suas responsabilidades:
– Reforçar o apoio à economia de mercado como a forma mais eficiente de geração de riqueza e, no médio e longo prazo, de sua distribuição;
– Reduzir a intervenção do estado na economia, com menos regulação e burocracia, com vistas à futura redução da carga tributária;
– Encaminhar reformas com impacto positivo para o investimento e a livre iniciativa, como a simplificação de tributos, da legislação trabalhista e do processo de abertura e fechamento de empresas, além do fortalecimento da aplicação da lei em defesa dos contratos;
– Apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma da previdência social que seja financeiramente sustentável;
– Privatizar a Petrobras, Caixa Econômica Federal, Correios, Banco do Brasil e as demais empresas estatais que desempenhem funções não típicas de estado.
– Rever dramaticamente o papel do BNDES (suas fontes de financiamento e seus beneficiários, principalmente), considerando também sua privatização ou fechamento;
– Fechar a Empresa Brasileira de Comunicação e seu braço televisivo, a TV Brasil.
– Extinguir todo uso de verbas de publicidade oficial, seja do governo, seja de estatais. A imprensa livre buscará no mercado seus principais patrocinadores.
– Eliminar repasses do erário e a renúncia fiscal (“Lei Rouanet”) para artes e espetáculos. O público e os mecenas serão os juízes dos méritos de nossas manifestações culturais;
– Romper os laços políticos e econômicos com os ditos “movimentos sociais”, como MST, MTST e CUT. Essas organizações poderão, naturalmente, continuar a atuar, nos limites da lei, como qualquer outro ator político;
– Cortar dramaticamente, como medida simbólica, os gastos com itens de luxo pela Presidência da República, em particular diárias e passagens;
– Reduzir o número de Embaixadas do Brasil e ampliar a rede consular do Brasil no exterior, com vistas a uma atuação externa mais eficiente e enxuta, focada em oportunidades de comércio e investimentos; e
– Reduzir o número de ministérios e secretarias;
– Cortar número substancial de cargos em comissão de livre provimento, atribuindo maior valor ao funcionalismo de carreira.

Senhor Presidente, queremos, para nós e nossos filhos e netos, um Brasil mais livre, em que a sociedade se sobreponha ao estado e o controle. Todas as medidas propostas dependem de pouco ou nenhum recurso novo; são, portanto, factíveis de imediato, a despeito das conhecidas restrições orçamentárias com que Vossa Excelência governará.
Vossa Excelência tem a oportunidade histórica de recolocar o Brasil em um rumo de maior prosperidade e liberdade e, com isso, culminar sua carreira de serviço ao País como um verdadeiro patriota e estadista. O Brasil precisa dessa chance.

Respeitosamente,

BomSenso.org

Pizza sabor bigode?

por Alaor Rockatansky

Até onde vai a interproteção gangsterista na câmara dos deputados e o medo da lava jato?

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A cassação ou não de Waldir Maranhão vai nos dizer.

O presidente interino da Câmara em uma canetada irresponsável e inconstitucional tentou anular a decisão soberana de 367 parlamentares.
Deveria ser cassado sumariamente por seus pares. No entanto, é investigado na lava jato.

Entregarão Maranhão de mãos beijadas a Sergio Moro?

Fica a pergunta, já que cassação significa fim do foro privilegiado. Para meio-entendedor, está claro que se preso, um indivíduo fraco e de caráter gelatinoso como o de Maranhão não levará 5 minutos para selar um acordo de delação premiada e abrir o bico.

Maranhão era um dos asseclas e operadores de Eduardo Cunha antes de reunir-se com Lula às vésperas da votação do impeachment e mudar de lado.

O que o fez trocar de time?
O que recebeu por adiar o processo de Cunha na comissão de ética?
O que foi-lhe oferecido por José Eduardo Cardoso em troca da canetada anti-impeachment?

Tem muita gente temendo que essas respostas venham a público.

Uma delação de Maranhão é indesejada tanto pela turma de Cunha como pelo PT. É muito importante observar que caminho a câmara vai tomar neste caso.

Temos que pressionar muito o congresso para que não assem uma pizza sabor bigode.

O que esperar do governo Temer?

Por Sam Sheepdog

Idealmente, nós sabemos o que desejamos ver de um governo Temer. Em primeiro lugar, melhoria na gestão pública. Isso passa por corte de gastos, diminuição da máquina pública, redução da burocracia sobre indivíduos e empresas, simplificação da tributação, diminuição da carga tributária, enfim, deu para entender a linha que seguimos. Liberalismo.

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Na prática, é difícil imaginar que isso vá acontecer, pelo menos em grande escala.
Em primeiro lugar, porque o PMDB sempre foi o grande beneficiário da farta distribuição de cargos públicos promovida pelo PT. Com o poder em suas mãos, fica difícil imaginar que um partido tão segmentado e com uma grande quantidade de caciques vá aceitar uma máquina enxuta. Essas pessoas não querem um Estado eficiente, querem cargos.
Também não há notícias que o governo Temer vá buscar simplificar a vida dos empresários, diminuindo a burocracia e os tributos, aumentando a segurança jurídica dos investidores, internos e externos.
Igualmente, os programas sociais de uma forma geral vão continuar. Sequer há como esperar quaisquer grandes mudanças, porque podemos falar de forma generalizada que todo político é populista e ao invés de buscar criar empregos através da liberdade econômica, vai manter a caridade, ainda que possivelmente diminua uma coisa ou outra. Sequer se imagina que algum político brasileiro tenha coragem de fazer isso.
Pode-se esperar uma melhoria econômica? Sim, com certeza. Ainda que não se espere grande coisa do governo Temer, provavelmente o governo será menos hostil aos investidores, terá algumas melhoras pontuais na burocracia, já se fala em diminuição para 23 ministérios, além de alguns entes perderem esse status, como a Advocacia Geral da União, então de fato alguma melhora é esperada.
Uma questão que também se levanta é como será o governo provisório e o governo definitivo. Serão diferentes?
Uma vez aceito o processo de impeachment pelo Senado, a presidente Dilma é afastada e Michel Temer assume. Em até 180 dias, ela deve ser julgada pelo Senado, presidido pelo presidente do STF. Vamos assumir os dois fatos como consumados, apenas para manter o raciocínio. Ele irá montar seu governo buscando um equilíbrio entre mostrar serviço para o povo e para a economia, para ganhar a opinião pública, mas também não irá querer gastar seu capital político com os aliados, para tentar garantir o impeachment.
Após o afastamento definitivo, ele já não teria mais tanta necessidade de agradar a opinião pública, nem de manter tantos aliados de ocasião. Isso não quer dizer que ele vá abrir mão facilmente de qualquer uma dessas coisas, mas que ele não precisará mais se esforçar tanto para ter certeza de mantê-las.
Aí sim, o governo Temer mostraria sua verdadeira cara. Provavelmente não haverá um loteamento de cargos do mesmo nível atual, mas certamente ocorrerá. Até mesmo porque, repetimos, seu partido é o maior beneficiário do atual loteamento de cargos.
A quantidade de ministérios diminuirá? Sim, mas ainda poderia diminuir muito mais, 23 ainda é uma multidão.
A máquina pública será mais eficiente? O ambiente será mais amigável a empresários, diminuindo a burocracia e as incertezas e gastos inúteis de ordem trabalhista e tributária?
Por isso defender e difundir o liberalismo é importante. Porque a intenção final não é derrubar o PT ou a Dilma. A intenção é ter um Estado mais enxuto, muito eficiente nas atividades que um Estado deve performar, mas que não interfira na vida das pessoas. Que permita que a economia se desenvolva livremente, gerando riqueza e empregos.

Terra Arrasada

Por Leôncio Custódio

Roma foi a maior potência marítima da história. Seu domínio sobre o Mediterrâneo foi praticamente absoluto por mais de cinco séculos. De lá conseguia monopolizar o comércio com a África e o Oriente Médio, trazendo riquezas, novidades e escravos que, capturados em guerras, faziam a sociedade funcionar nas tarefas cotidianas e liberavam os cidadãos romanos para as atividades militares necessárias para manter esse sistema de poder em funcionamento.

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Contudo, em certo momento histórico, aproximadamente dois séculos antes do apogeu do Lácio sob a égide do Império, uma cidade-estado fenícia começou a incomodar Roma pelo seu grau de organização naval e tino comercial, ameaçando o enorme poderio romano. Cartago, no território onde atualmente está a Tunísia, tentou estabelecer concorrência nas águas daqueles que se julgavam os únicos donos dela.

Por mais de cem anos, com pequenos períodos de trégua, três sangrentas e dispendiosas guerras entre Roma e Cartago entraram para o conhecimento humano como as Guerras Púnicas. Possivelmente foi a primeira demonstração de combate à concorrência, eis que, até então, as guerras eram meios de conquistas territoriais para pilhagem e obtenção de escravos e mulheres.

Ao final da terceira e última Guerra Púnica, Roma decidiu dar um basta nos cartagineses, para que jamais os desafiassem em seu poder novamente. Após a vitória sobre seu obediente exército e destruição de sua poderosa armada, Roma saqueou a urbe, escravizou habitantes, colocou fogo em tudo que existia e, para que nada lá nascesse pelos próximos mil anos, salgou seu solo, deixando terra arrasada e sepultando de vez a outrora pujante civilização.

Voltemos ao Brasil de 2016. Em analogia, e respeitadas as proporções da análise, é o que Dilma, Lula e o PT pretendem fazer no país. Deixar terra arrasada para se regozijarem do fracasso dos que os sucederão.

Dilma demonstra que não quer largar as mamatas que o poder em países subdesenvolvidos proporciona. Iniciou com a clara provocação ao povo e a justiça ao nomear Lula seu ministro da Casa Civil, mesmo com o vazamento de suas conversas nada republicanas com o ex-presidente demonstrando a pessoalidade nas sua ações para blindagem de investigados criminalmente.

Em um segundo momento, anunciou que não abdicará de benesses vinculadas ao cargo, tais como residir no Palácio da Alvorada, ter segurança 24 horas e poder usar ilimitadamente o avião presidencial para seus compromissos doravante privados. Isso tudo em um cenário de séria recessão, com desemprego em alta e impostos escorchantes drenando o bolso de todos.

Por fim, aproveita o patético ocaso de seu período para anunciar aumento do valor do bolsa família, deixando armada uma bomba relógio de aumento de gastos para quem assumir.

Essa é a forma de fazer política dessas pessoas. Quanto pior, melhor. Deixar terra arrasada para os vindouros, demonstrando que o país e sua população são meros detalhes que aparecem somente a cada quatro anos.


 

BomSenso.org Cultural: O Povo contra Larry Flynt

Por Sam Sheepdog

No começo dos anos 70, a Playboy já é uma revista bem estabelecida no mercado norte-americano, com 20 anos de existência. Neste contexto, o proprietário de um clube de strip tease, Larry Flynt, decide lançar uma revista mais explícita, a Hustler.
O conteúdo da nova revista chocou grande parte da sociedade da época, levando Larry Flynt e a revista aos tribunais.

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Em poucas linhas, esta é a história de “O Povo contra Larry Flynt”, filme de 1996, do diretor Milos Forman, com Woody Harrelson, Courtney Love e Edward Norton.
Em um dos julgamentos, Alan Isaacman, advogado de Flynt, faz o seguinte discurso aos jurados:

O que é a liberdade de expressão? Seria a liberdade que eu tenho de falar o que quiser? Ou a liberdade que TODOS têm de falar o que quiserem, mesmo que isso me desagrade profundamente?
Tudo bem, o verdadeiro Larry Flynt não deve ter filosofado sobre a liberdade de expressão na sociedade americana em meio a mulheres nuas e pornografia. Mas sua persona cinematográfica o fez e muito bem:
“Se a Primeira Emenda proteger alguém desprezível como eu, ela irá proteger todos vocês. Porque eu sou o pior”.