Terror em dia de luto

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por José Licínio

Crimes que refletem o que há de mais patológico na relação entre o alto poder político e o empresarial, notadamente de corrupção e de lavagem de dinheiro, tem sido ultimamente objeto de investigações, processamento e prisões no país, não apenas no âmbito da Lava Jato, mas também de outros casos, como Mensalão, Zelotes, Acrônimo, dentre diversas Brasil afora.

Tal como sucedeu no contexto da Operação Mãos Limpas, na Itália, que, na década de 90, elucidou crimes da máfia e de corrupção envolvendo altos políticos e empresários na Itália, esboça-se mobilização política por um enfraquecimento dos instrumentos institucionais que propiciaram essas operações no Brasil: negociatas, nomeações de magistrados de tribunais superiores que supostamente teriam entendimentos favoráveis aos investigados e réus, tentativas de calar colaboradores e até mesmos projetos de lei que alteram as regras do jogo.

Tais expedientes não estavam logrando êxito, principalmente por força da vigilância da opinião pública.

Paralelamente, o Ministério Público Federal capitaneou o anteprojeto de lei das 10 medidas de combate à corrupção. Objetiva aprimorar o sistema de persecução penal desse tipo de crime, tendo sido abraçado por mais de 2 milhões de cidadãos e por milhares de entidades públicas e privadas. Tornou-se o Projeto de Lei nº 4850/2016, de iniciativa popular, que tramita na Câmara de Deputados.

A última reação foi desfigurar o referido projeto. Na semana passada, proposta de emenda de autor desconhecido, certamente motivado por instinto de autoproteção, propunha a “anistia do caixa dois”. A proposta “sem cabeça” tinha sofrível redação, mas deixava claro seu objetivo: anistiar os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro apurados na Lava Jato.

Como houve pressão da opinião pública, o discurso na Câmara dos Deputados foi de “ninguém sabe, ninguém viu”. O presidente da República, acompanhado dos presidentes da Câmara e do Senado, veio a público, num domingo, dizer que, se fosse o caso, vetaria a “anistia do caixa dois”.

Ontem, dia de comoção nacional, no avançado da noite, foi aprovado o relatório do Projeto de Lei nº 4850/2016. Mas os deputados apresentaram e aprovaram uma série de emendas. Caprichosamente, deram prioridade e aprovaram a que fixa tipos penais de abuso de autoridade por parte de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, não por acaso proposta por parlamentar investigado por corrupção (http://oglobo.globo.com/…/autor-de-emenda-que-desfigurou-10…). Na sequência da madrugada, suprimiram a maioria das 10 medidas, como a previsão do crime de enriquecimento ilícito de agente público, a reforma no sistema de prescrição penal e as disposições que facilitariam a recuperação do lucro derivado do crime.

A rigor, remanesceram apenas a criminalização do caixa dois e a medida que fixa marcos de razoável duração do processo e transparência das estatísticas do Poder Judiciário e do Ministério Público.

O Projeto de Lei nº 4850/2016, em sessão em que abundaram o cinismo e a falta de respeito (vaias contundentes quando da fala do Relator), foi destroçado (http://www2.camara.leg.br/…/520371-CAMARA-APROVA-PROJETO-QU….).

E pior: parlamentares investigados e processados por corrupção e lavagem de dinheiro, legislando em causa própria, materializaram em lei, justo no projeto da sociedade que objetivava aprimorar o combate à corrupção, retaliação contra os responsáveis por investigar e julgar crimes graves que assaltam a República (apenas no âmbito da Lava Jato estima-se o desvio de R$ 6,4 bilhões, tendo sido repatriados R$ 745,1 milhões e bloqueados 2,4 bilhões em bens dos réus – http://lavajato.mpf.mp.br/…/result…/a-lava-jato-em-numeros-1).

Com placar apto a aprovar emenda constitucional (Sim: 313; Não: 132; Abstenção: 5), os deputados inseriram tipos penais funcionais abertos, que criminalizam interpretações e opiniões, e a previsão de queixa crime subsidiária, isto é, a possibilidade do próprio investigado ou processado ajuizar a ação penal contra o membro do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Ao invés de avançar no combate à corrupção, em sintonia com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e com experiências de países mais avançados, o Projeto de Lei nº 4850/2016, ora aprovado, veicula retrocesso, com grande potencial de repercutir na investigação e processamento não apenas de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, mas também de quaisquer outros crimes, inclusive homicídios, roubos, tráfico de entorpecentes e terrorismo.

A Lava Jato e demais importantes operações contra a grande corrupção sucedem independentemente da aprovação das 10 medidas de combate à corrupção: desenvolveram-se e alcançaram sucesso na defesa do interesse da sociedade com base em instrumentos legais já disponíveis.

Porém, as 10 medidas de combate à corrupção propiciaram que os deputados lograssem fazer “do limão uma limonada” no interesse da impunidade.

É medida de bom senso que o Projeto de Lei nº 4850/2016, agora a caminho do Senado, seja rejeitado. Só a sociedade pode evitar o pior.

Falácias da Esquerda Volume II: “Só a esquerda se preocupa com os pobres!”

Por Simão Cireneu

Dando seguimento à nossa série “Falácias da Esquerda”, abordaremos hoje uma mentira historicamente repetida à exaustão, a ponto de quase ter se tornado uma “verdade” aparente para o senso comum – mas não para o Bom Senso: a ideia de que só a esquerda se preocupa com os pobres.

O critério de análise que utilizaremos para desconstruir provar exatamente o contrário, ou seja, que a esquerda não está nem aí para os pobres, é bem simples: “julgue um homem por suas ações, e não por suas palavras”. A esquerda critica as religiões cristãs, mas ela própria é uma grande pregadora com assomos de culto: vomita dogmas, “verdades” e presunções, castigando quem dela discorda.

Se observarmos o mundo com os olhos míopes da esquerda, teremos a impressão de que antes de toda a groselha escrita por Marx (o “bessias”?), a humanidade nunca havia se preocupado com a assistência aos menos favorecidos. Durante todo o lapso temporal compreendido entre a época em que nossos ancestrais desceram das árvores e aprenderam a utilizar o polegar opositor, até a Revolução Industrial, o egoísmo imperou no seio da sociedade, de acordo com a esquerda. Era “cada um por si”, até que o polímata Marx descobriu a roda da sociedade: a luta de classes, a guerra constante entre opressores e oprimidos, abastados e miseráveis, exploradores e explorados.

Desde então, com o surgimento da esquerda dotada de “consciência social”, os pobres passaram a ser defendidos com unhas e dentes – no mundo imaginário e idealizado da esquerda.

Passemos agora aos fatos: até hoje, nenhum regime totalitário de cunho socialista/comunista acabou com a pobreza, tampouco foi capaz de amenizá-la. Pelo contrário, todos os regimes totalitários de esquerda conseguiram o inimaginável: socializar a pobreza, tornando pobre toda a população, com exceção da burocracia estatal que sempre gozou de benesses e privilégios. União Soviética, República Popular da China (até substituir a economia planificada pelo capitalismo de Estado, de laços, de compadrio), Alemanha Oriental, Cuba e, mais recentemente, Venezuela, todos quebraram. Do ponto de vista econômico, todos os regimes totalitários de planejamento central fracassaram. O Estado se mostrou incapaz de reduzir as desigualdades sociais por meio de intervenção na economia. O livre mercado, pelo contrário, é o instrumento (espontâneo) mais eficiente para tanto, a despeito de não ser este seu objetivo. A redução das desigualdades sociais é uma espécie de bem colateral (como oposto de dano colateral) resultante de trocas espontâneas, todas individuais, sem exceção, e que geram externalidades positivas. Ao maximizarem a utilidade de seus bens por impulsos egoísticos, toda a riqueza produzida circula de forma espontânea e natural. Além disso, a economia de (livre) mercado permite que qualquer cidadão produza e transacione riquezas da forma que entender conveniente, dando-lhe a possibilidade de prosperar por meio de seu próprio esforço. O Estado liberal não é assistencialista, não dá o peixe. O mercado é um oceano de oportunidades colocadas à disposição do homem que pode, com o suor de seu trabalho e um mínimo de educação (instrução), melhorar sua condição.

Passando do plano coletivo (Estado) para o individual, também notamos o cinismo da esquerda refletido em sua total ausência de ações concretas para diminuir a pobreza. Das mesas de caríssimos restaurantes ou debruçados sobre os teclados de seus MacBooks, o jet set Rive Gauche adora pregar a salvação dos pobres. Não por ação própria, mas sempre por meio do Estado.

Samaritano de Esquerda

Se dotada de Bom Senso fosse, a esquerda já teria reconhecido, em primeiro lugar, que a redução da pobreza só pode ser concretizada por meio da ação individual. Ações individuais de cunho moral, entretanto, dependem da assunção de certas responsabilidades. Na cabeça de um esquerdista oba-oba, acabar com a pobreza (coletiva) é função/dever/responsabilidade do Estado. Já na concepção de mundo de um ser dotado de consciência (individual, e não social), aliviar a pobreza (específica, de alguém que se vê na rua passando dificuldades) é um dever moral pessoal e intransferível. O homem dotado de razão sabe que a melhor forma de contribuir com a diminuição da pobreza é por meio de suas próprias ações concretas, sem terceirizar para o Estado a responsabilidade pelo bem-estar de seu semelhante, como sempre fez a esquerda.

Note que essa responsabilidade pessoal, esse dever moral intransferível de ajudar os pobres, é muito anterior a Marx (que nem de sua própria família foi capaz de cuidar). Basta abrir o livro mais “reacionário e opressor” já escrito, a Bíblia, em Lucas 9:13: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. O Cristo pregava sempre a caridade, a fraternidade, o amor ao próximo. Não há, em nenhuma passagem do Evangelho, qualquer ideia do tipo “construa um Estado totalitário, centralizador e com economia planificada, e todos terão de comer”.

Independentemente de qualquer crença, é inegável que a forma individual mais eficaz de se combater a pobreza (fora do mercado) é a caridade. Estender a mão ao próximo. Oferecer-lhe um prato de comida. Abrigo. Conforto. Atenção. Amor. Trabalho. Como evolução dessa postura individual surgiram várias associações (espontâneas) entre indivíduos, que se preocupam com o bem-estar dos menos favorecidos: em primeiro lugar, as próprias igrejas Cristãs (excetuadas algumas vertentes caça-níqueis atuais), e depois outras instituições como a Franco-Maçonaria, os Rotarianos, etc., e grupos menores como associações de bairro. Há muita gente bem intencionada por aí, que não é de esquerda, e que extrapola as boas intenções, arregaça as mangas e parte para a ação.

Qual foi a última vez em que você viu um esquerdista praticando caridade? Você já viu algum esquerdista-membro-de-clube-do-uísque-dono-de-garrafa-num-boteco-chic-e-descolado-em-Pinheiros doando algo a alguém? O esquerdista não doa nada, nem mesmo o seu tempo. A esquerda adora tomar bens alheios, por meio de confisco, invasões, estatização, corrupção, etc. Raramente, entretanto, se ocupa em servir, em ser a mão amiga, em assumir responsabilidade pelo próximo. Fato é que para a esquerda, ninguém é próximo, não há indivíduos. O amor ao próximo não tem serventia para a concretização de seu projeto de poder. Almas caridosas dificilmente se tornam idiotas úteis. A esquerda vê a pobreza conceitual no mundo, mas não vê o mendigo que passa frio na esquina. Prefere atravessar a rua. Não enxerga o ser humano que vive ao lado, mas apenas abstrações, como humanidade, justiça social, classes, etc. Talvez esta seja a forma de racionalizar o cinismo contumaz impregnado em sua essência: pregar algo, mas fazer exatamente o contrário, ou se isentar do dever moral individual de fazê-lo.

No fim das contas, o mundo continua mundo, e pouco a pouco a sociedade retoma a noção da importância da responsabilidade individual pelo bem-estar do próximo, como condição indispensável para o seu próprio bem-estar, assim como da importância do livre mercado como repertório infinito de oportunidades de prosperar individualmente sem recorrer ao Estado.

Diante de tantos bilhões (trilhões?) desviados no Mensalão e no Petrolão, a esquerda apenas argumentou que “não havia inventado a corrupção, que sempre existiu no Brasil”. Ou seja, apenas tentou legitimar seus crimes, que curiosamente não serviram como meio para construir nem sequer uma única creche, que seria um lapso robinhoodeano de boa ação moralmente condenável. Assim que teve acesso ao erário, a esquerda tratou de encher os próprios bolsos. A farinha nunca foi pouca, o problema é que a esquerda só vê seu próprio pirão.

“Ah, mas e o Bolsa Família?” – pode perguntar um ignorante bem intencionado. Comparado à quantia desviada pelo partido de esquerda que governou o Brasil nos últimos 13 anos, o Bolsa Família foi dinheiro de pinga. Ao assumir o governo há 13 anos, a esquerda poderia ter investido todo o dinheiro desviado em educação. Um jovem com 7 anos de idade à época, começando a ser alfabetizado, poderia ter recebido uma educação escolar / técnica / universitária capaz de ensiná-lo a pescar, gerar e distribuir riquezas. Não o fez porque não o quis.

A Máfia da Mídia e as Eleições Americanas.

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Por Francisco Angelo

Mais do que errar, eles mentiram.

O leitor já deve ter ouvido que a maior derrotada nas eleições americanas, juntamente com Hillary Clinton, foi a mídia de massa. A famosa mainstream media, que errou todas as suas previsões. Mas talvez o leitor não tenha escutado que a mídia sai desmoralizada não só por isso, como muitos vem dizendo, mas porque há claros e abundantes indícios de uma cobertura que foi além do incompetente e do partidário, chegando ao criminoso.

Sobre a mídia brasileira, seu papel foi tão medíocre que vou dedicar a ela apenas este parágrafo.  É muito fácil entender como ela errou tão grosseiramente suas previsões. Via de regra, nossos jornalistas e correspondentes internacionais acreditam que o seu trabalho é ler o New York Times, a The Economist, a revista Time e passar um resumão tosco para a galera aqui no Brasil. Então, o pessoal da GloboNews, Gugas Chacras, Caios Blinders, Reinaldos Azevedos e Antagonistas basicamente fizeram isso e entraram na torcida. Outros chegaram a adentrar a seara criminosa como Monalisa Perrone, que passou informações mentirosas sobre Trump ter afirmado odiar Negros e Muçulmanos, num ato tão abjeto somente superado pelo fato dela ainda manter o seu cargo nas organizações Globo.

A grande mídia internacional e principalmente americana, fonte da qual nossa imprensa bebe sem filtro, não foi apenas incompetente na sua cobertura sobre o pleito eleitoral, mas principalmente por ter tomado uma atitude partidária, tornando-se um órgão mais de propaganda que de jornalismo, trabalhando para persuadir eleitores ao invés de informá-los.

E agora, caro leitor, a mainstream media e seus bonecos falantes sobem nas tamancas com os peitos estufados de empáfia e arrogância preparados para explicar-lhe porque o que eles disseram que não iria acontecer de jeito nenhum, acabou aconteceimagesndo.

Você não vai ser trouxa de continuar escutando eles, vai?

Ainda bem, então vamos lá. Começarei deixando claro que a eleição do Trump foi muito menos surpreendente do que a mídia quer fazer acreditar. Muita gente fora e dentro do Brasil já havia previsto isso. E não porque acertaram meros palpites, mas porque apresentaram uma análise embasada em fatos e evidências da realidade concreta.

Entre eles, merecem crédito os brasileiros Alexandre Borges, Flavio Morgenstern, Filipe G. Martins, Olavo de Carvalho e Alan Ghani entre os que apostaram na vitória do bilionário.

Dito isso, vamos agora dissecar o que levou a uma cobertura tão tendenciosa e crimonosa por grande parte da mídia, puxando o resto da imprensa a reboque. Como afirmou o colunista e  escritor Ken Silverstein – um dos poucos coucos esquerdistas a ter a coragem de dizer quão comprometida estava a mídia com a eleicão de Clinton :

“Estas eleições desgraçaram a profissão do jornalismo como um todo”

Vou identificar 6 fatores. Prometo que a coisa é inacreditável e assustadora, mas, graças ao Wikileaks, os e-mails estão aí para legitimar minhas afirmações.

Por que tantos foram a reboque e entraram na onda?

1) Efeito Bolha

O Efeito bolha manifesta-se de duas maneiras, territorial e social. O aspecto territorial é fácil de explicar: a grande mídia encontra-se nas grandes cidades, distante das zonas rurais e industrias onde os habitantes tem sofrido mais desde a crise de 2008. Isso também ocorreu no Brexit, onde a certeza de que o Reino Unido permaneceria na União Européia era tão grande, que no dia da votação as casas de apostas de Londres davam como 1 em 6 as chances do Brexit passar no referendo popular.

O mapa abaixo mostra isso claramente, por CRIME, leia-se aglomerações urbanas e perceba como Donald Trump venceu de maneira maciça fora das grandes cidades.

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O Efeito bolha também se manifesta socialmente. As pessoas tendem a conviver com quem pensa como elas, criando o que os americanos chamam de efeito “Câmara de Eco”, onde apenas ideias semelhantes umas as outras encontram reverberação e se reforçam mutualmente. Dado o viés ideológico esquerdista de grande parte da mídia, podemos imaginar a intensidade com que isso aconteceu. Vale relembrar a célebre frase de Pauline Kael, da revista New Yorker, quando surpreendida pela derrota acachapante de McGovern para Nixon em 49 dos 50 estados americanos: “mas todo mundo que eu conheço votou nele” (em McGovern no caso).

2) Efeito Torcida

O nome já diz do que se trata. Com o efeito torcida, o jornalista e o analista acabam acreditando no próprio “hype” que criam, como o mentiroso que passa a acreditar na própria mentira. Trocando em miúdos, o sujeito faz uma matéria tendenciosa para forçar o ponto de vista pelo qual se sente inclinado e acaba por acreditar que aquilo é um retrato fiel da realidade. A partir daí, busca – involuntariamente até – dados que reforçam ainda mais a sua visão de mundo e ignora aqueles contrários a ela. Aliado ao efeito bolha, o efeito torcida explica a total estupefação da mídia americana e nacional quando estavam transmitindo os resultados da apuração ao vivo.

 

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3) Fé cega em pesquisas eleitorais, ignorando a realidade

Não quero entrar aqui no mérito da idoneidade ou não das pesquisas eleitorais, porque o tema é extenso e não é central a este artigo, mas fato é que as pesquisas erraram maciçamente (com exceção do L.A. Times, que consistentemente vinha apontando uma vitória de Trump). A coisa é suspeita, sem dúvida. Mas num ano onde as pesquisas já haviam errado de maneira retumbante no referendo do Brexit, cujos paralelos com a eleição de Trump não são poucos, confiar apenas em pesquisas eleitorais como fonte de informação é negligência jornalística.

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Evidentemente que as pesquisas são um dado relevante, mas existe outra fonte riquíssima de dados que a mídia decidiu ignorar, a realidade concreta. Só para ficar num exemplo básico: os comícios de campanha. O candidato republicano vinha lotando comício atrás de comício em vários estados, enquanto Hillary tinha comícios tépidos, dependendo de shows de celebridades como Jay-Z, Beyoncé e Lady Gaga para atrair metade do público de Trump. Será que isso não seria um indicativo de que havia muito mais entusiasmo por trás de um candidato do que do outro? Evidentemente. Mas esta, entre muitas outras evidências foram ignoradas pelos “sábios” da mainstream media.

Desmascarando os que conspiraram, mentiram e difamaram

4) Jornalistas Corruptos

Sobre os 3 pontos acima, parte da grande mídia já começou a fazer um mea-culpa para limpar a própria barra, inclusive Jim Rutemberg, do New York Times admitiu o óbvio em artigo publicado logo após as eleições,  que grande parte da mídia esqueceu de fazer jornalismo e caiu na torcida por Hillary. Na realidade, o NY Times e Rutemberg, entre outros, abandonaram completamente seu papel de noticiar e passaram a meros cabos eleitorais. Posto isso, finalmente chegamos aos temas cabeludos que o corporativismo dos jornalistas e editores da maisntream media vai impedir que sejam abordados. Não estou falando dos erros da imprensa, mas dos seus crimes.

Os vazamentos pelo Wikileaks dos e-mails de John Podesta, coordenador da campanha de Hillary e um dos lobistas mais poderosos do mundo  e dos e-mails dos servidores do Comitê Nacional Democrata (DNC) mostraram que pelo menos 65 jornalistas atenderam a jantares secretos na casas dos membros mais graúdos da campanha de Hillary – incluindo Podesta. Dos principais veículos da mídia de massa, apenas jornalistas da Fox News – com viés republicano – não foram convidados.

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A ficha corrida de John Podesta é longíssima e sua relação com os Clinton remonta a 1993. Durante o governo de Bill Clinton, Podesta chegou a ser seu chefe do staff (Chief of Staff), cargo de suma importância e ocupado sempre por um homem de confiança do presidente. Além de lobista, Podesta é conhecido com o fixer do casal Clinton, ou seja, o homem encarregado do serviço sujo para abafar escândalos. Podesta é um personagem nefasto, suspeito até de fazer parte de uma rede de pedofilia, dado o conteúdo perturbador de muitos de seus e-mails

Voltando aos e-mails revelados pelo Wikileaks,  eles também mostram que a campanha de Hillary contava com aliados trabalhando ao seu favor dentro de grandes órgãos de imprensa, como Kenneth Vogel do site Politico que chegou a mandar matérias suas para que a campanha de Hillary as revisasse e aprovasse, além de Maggie Haberman do New York Times, John Harwood – correspondente chefe da rede CNBC em Washington, entre outros. Podesta revelou em email que a campanha de Hillary podia contar com os colaboradores citados acima, entre outros, para promoverem uma agenda alinhada com a campanha de Clinton na grande mídia.johnharwood

 

O simples fato de que até agora nenhum destes jornalistas foi demitido ou repreendido pelos órgãos de mídia que os empregam demonstra como este tipo de relação promíscua é comum, aceita e endêmica. Também revela quão comprometida e podre está a maisntream media, o que nos leva ao próximo ponto: não estamos lidando apenas com jornalista infiltrados, mas com todo um aparato corrupto em sua essência.

 

4) A grande imprensa marrom – conchavos dos conglomerados de mídia com a campanha de Hillary.

Em um tradicional jantar de caridade católico (o Alfred E. Smith dinner) em Outubro, logo após o último debate presidencial entre os dois candidatos à presidência, Donald Trump fez um discurso bem humorado mas muitíssimo duro, onde disse ironicamente, que tinha sido um prazer conhecer pessoalmente as pessoas que estavam trabalhando arduamente na campanha de Hillary, os diretores da NBC, CNN, CBS, ABC , The New York Times o Washington Post. Todos presentes no evento. Veja vídeo legendado abaixo. Minuto 2:20.

O candidato republicano foi muito criticado pela imprensa por afirmar repetidamente que a cobertura da mídia era tendenciosa. Fato que, os e-mails do Wikileaks vieram a corroborar. Mais incriminatório, do entanto, foi o silencio da imprensa perante as evidencias gravíssimas reveladas pelos e-mails hackeados de John Podesta e do Comitê Nacional Democrata (DNC).

A maioria da mídia preferiu calar a respeito dos e-mails que traziam a luz suas relações incestuosas com a campanha de Clinton, manchando a reputação de vários jornalistas e grandes órgãos da mídia. Ao invés disso, apostaram na narrativa – já provada falsa – de que a Russia havia hackeado os e-mails na tentativa de influenciar as eleições americanas.

Bastaria a imprensa divulgar o conteúdo dos e-mails para revelar o projeto criminoso de poder que a campanha de Hillary representava. (Qualquer semelhança com o PT não é mera coincidência. Recomendo este artigo do Senso Incomum sobre o Petrolão dos Clinton entre outros ao leitor que quiser saber mais).

Para compreender a gravidade do que o WikiLeaks trouxe à tona, coloco aqui uma lista dos 100, isto mesmo, 100 fatos mais graves que a grande mídia preferiu varrer para baixo do tapete ou apenas mencionar de passagem.

 

Top 30 revelações dos emails do Wikileaks:

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  • Obama mentiu, ele sabia do servidor secreto de email de Hillary Clinton, chegando até a escrever para ela usando um pseudônimo. Houve acobertamento de evidências e intenção de destruir provas
  • Doações de financiadores da ISIS. Hillary Clinton recebeu doações e apoiou países como Arábia Saudita e Qatar, CONSCIENTE de que estes países estavam financiando a ISIS e outros grupos terroristas.
  • Estelionato eleitoral. Hillary Clinton tinha posições e propostas de campanha secretas diferentes e muitas vezes antagônicas das que dizia ter publicamente
  • Estelionato eleitoral. Sua campanha pagou arruaceiros para incitar violência e promover a desordem em comícios de Donald Trump.
  • Pão e circo. Sua campanha queria cidadãos “desinformados” e “obedientes”
  • Hillary apagou seus emails incriminatórios. O governo Obama acobertou suas ações. Ela perguntou se poderia usar ajuda do poder da executivo da Casa Branca para esconder isto do Congresso.
  • Corrupção e compra de influência internacional. O rei do Marrocos doou 12 milhões de dólares para a Clinton Foundation para ter uma reunião com Hillary. 6 meses depois o Marrocos recebe aval para compra de armas da então secretária de estado (Hillary Clinton).
  • Obstrução e corrupção da justiça. A campanha de Hillary manteve contato direto com o Departamento de Justiça sobre a investigação a respeito de seu servidor privado de emails.
  • Bill Clinton recebe 1 milhão de dólares  do Qatar de “presente de aniversário” r na época em que Hillary era Secretária de Estado. O Qatar recebe um aumento no aporte de armamentos militares de 1482%.
  • Fraude nas eleições primarias do partido Democrata contra seu concorrente Bernie Senders. Executada tanto pelos líderes do DNC (Democratic National Comitee) quanto por funcionários da campanha de Hillary.
  • Fraude na Saúde. John Podesta menciona manobras para manter preços elevados dos medicamentos contra a AIDS dentro dos Estados Unidos.
  • A CNN ajuda Hillary, através de Donna Brazile, ex-líder do DNC, a CNN vazou perguntas no primeiro debate para Hillary Clinton
  • Campanha de Hillary comemora o assassinato de um adolescente negro, porque isso ajudaria sua campanha.
  • Difamação e calúnia. Membros do partido democrata criaram perfil no Craigslist com denúncias falsas de assédio sexual contra Trump
  • Manipulacão de pesquisas eleitorais. John Podesta envolvido em pesquisas eleitorais tendenciosas – selecionando maioritariamente eleitores de Hillary
  • Terroristas entre os refugiados. Hillary admitiu privadamente que terroristas iriam infiltrar o programa de refugiados vindos da Siria, contrária a sua posição nos debates.
  • Vazamento de informações confidenciais. Hillary enviou informação confidencial do serviço de inteligência para o email pessoal de John Podesta, que depois viria a ser hackeado.
  • Crime eleitoral. Hillary aceitou doações estrangeiras para sua campanha, o que é ilegal.
  • Mancumunada com a mídia. Repórteres, jornalistas e comentaristas dos maiores veículos de comunicação (CNN, ABC, NBC, MSNBC, NY Times, e muitos outros) participarem de jantares secretos com Hillary Clinton e membros de sua campanha
  • Lavagem de dinheiro. Democratas usaram empresas de lobby para “esquentar” doações de campanha ilegais de fontes estrangeiras.
  • Funcionários de Hillary admitem está “manchada” e “muito vulnerável” devido aos escândalos de corrupção e recebimento de propina.
  • Ligações com George Soros e influência deste sobre Clinton, que atendendo a pedidos do bilionário, interveio em questões com o governo da Albânia enquanto era Secretária de Estado.
  • Inside Trading. Funcionários da campanha de Hillary pegos fazendo inside trading na Bolsa de valores e beneficiando-se de informações privilegiadas. O que é crime.
  • Entrevistas de TV pré-ensaiadas. Entrevista com o jornalista Chris Hayes do canal de notícias MSNBC’s foi inteiramente pré-ensaiada. Palavra por palavra.
  • Venda de políticas públicas. Hillary mudas suas políticas publicas de acordo com os interesses de seus doadores de campanha
  • Falsos protestos e cumplicidade da mídia. Conspiração com o CEO da rede Univision para cobertura de falsos protestos contra Trump.
  • Verdade sobre o acordo com o Irã. Admissão de que o acordo de não proliferação nuclear com o Irã é péssimo, apesar de defendê-lo em público
  • Clinton Foudation é uma fachada. Bill Clinton admite que a Clinton Foundation não possui projetos reais. Ou seja, trata-se de uma fachada para venda de influência em escala global.
  • Relação incestuosa com a mídia. Campanha de Hillary trabalhou com centenas de jornalistas nos bastidores.
  • Jornalista assume ter se vendido. Glenn Thrush do site Político admite que havia se vendido e oferece seus serviços a John Podesta por email.

 

Já ouviu a mídia falar sobre o Project Veritas?

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Outro caso gravíssimo foi a mainstream media ter decidido ignorar as revelações feitas pelo Project Veritas, do jornalista investigativo James O’Keffe, que durante um ano se infiltrou em organizações operacionais aliadas à campanha de Hillary e sob o seu controle direto. As vídeos reportagens produzidas por O’Keefe são estarrecedoras, pois revelam operadores graúdos da campanha de Hillary admitindo neste e neste vídeos que:

  • Infiltraram arruaceiros nos comícios de Trump
  • Usavam até de pessoas desequilibradas e potencialmente perigosas para este expediente.
  • Incitaram violência em comícios e eventos do candidato republicano.
  • Criaram situações de risco que chegaram a cancelar comícios de Trump.
  • Organizam protestos com manifestantes profissionais (como os nossos mortadelas)
  • Fraude Eleitoral. Estavam planejando fraudes eleitorais levando eleitores de um estado para o outro.

Além disso, O Presidente da ONG Media Matters assume em vídeo que estava sabotando conservadores que apoiavam Trump.

É assustador que algo tão grave, com evidências tão cabais não foi divulgado pela grande mídia como o escândalo que é (lembrando, os perpetradores foram gravados assumindo seus crimes em vídeo).  A omissão da mídia é em sí um forte indício de um acerto espúrio e incestuoso entre os seus altos escalões e a campanha de Hillary.

 

5) A campanha de difamação para destruir Trump

O favorecimento dado a Hillary Clinton pela mainstream media ficou apenas em fazer vista grossa quanto as evidências de seus crimes, mas principalmente de engajar-se em uma campanha ativa e virulenta de difamação de Donald Trump.

Após a vitória do bilionário nas primárias republicanas, a cobertura da candidatura de Trump pela grande mídia tornou-se uma verdadeira campanha de assassinato de reputação. A coisa foi tão flagrante que até o âncora e ícone da Fox News, Bill O’Reilly, afirmou categoricamente em seu programa que 3 dos grandes conglomerados de mídia haviam mandado seus empregados “destruírem Trump”. E reiterou que não se tratava apenas de jornalistas individuais, mas uma ordem de cima para baixo. São palavras muito duras e diretas. Veja o vídeo abaixo.

De onde será que vêm os rótulos de louco, fascista, xenófobo, misógino e racista que a mídia insistentemente vem colando na figura de Trump?  Não se trata aqui de defender o presidente eleito, que é frequentemente indelicado e capaz de declarações exageradas e grosseiras. No entanto, a mídia constantemente distorceu suas palavras e propostas ao longo da batalha eleitoral contra Hillary Clinton.

O mais interessante é que durante as primárias republicanas, a mídia deu um espaço tremendo para Trump, cobrindo sua candidatura diariamente. Muito se comentava na época sobre a genialidade do bilionário em conseguir tanta exposição gratuita na mídia, o que fortalecia sua candidatura. É claro que sua personalidade abrasiva e o fato de ser uma celebridade polêmica, combinadas ao seu instinto natural para lidar com a mídia o ajudaram muito, mas, novamente, são os e-mails de John Podesta que colocam as pinceladas finais neste quadro.

Em um e-mail de Abril de 2015, Podesta deixa claro que era do interesse da campanha de Hillary ter um oponente mais à direita dentre os candidatos republicanos, pois assim seria mais fácil difamá-lo na corrida presidencial – como haviam feito em 2012 com Mitt Romney – aumentando sua rejeição com o eleitorado e facilitando o caminho de Hillary à Casa Branca.

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Esta estratégia fica mais evidente ainda quando analisamos as campanhas dos dois candidatos. Por um lado, a campanha de Trump apresentava propostas de mudança, galvanizadas no slogan “Make America Great Again”, enquanto a campanha de Hillary apostou todas as suas fichas no discurso do medo e no assassinato de reputações.  Toda argumentação era focada no perigo que Trump representava como candidato, “um louco com acesso aos códigos nucleares” e na caracterização do candidato Republicano como um misógino, racista, islamofóbico e afins.

Felizmente, Podesta e seus asseclas fizeram uma leitura completamente equivocada da situação. Um candidato anti-establishment como Trump, sem papas na língua, capaz de enfrentar a mídia de frente e trazer para o debate questões de real apelo popular, revelou-se um oponente muito mais duro do que um Republicano moderado aos moldes de Mitt Romney.

A campanha de Clinton também não contava com os vazamentos do Wikileaks e com o trabalho incessante da mídia independente em apurar e divulgar em seus sites e nas mídias sociais cada nova leva de e-mails que vinha à tona.  Portais independentes como Drudge Report, InfoWars, Breitbart além de vários indivíduos e autores foram o fiel da balança, contestando semana após semana a narrativa da mainstream media, do “já ganhou” para Hillary bem como a campanha de difamação contra Trump. O volume de trafego na web destes sites demostram como foram influentes, em muitos casos tendo muito mais visitantes que CNN, FOX News, NBC e afins.

 

Mas como algo tão conspiratório pode acontecer?

Primeiramente, existe uma ilusão de que há vários órgãos de mainstream media nos EUA. Jornais, canais de TV, revistas, sites de notícias etc. Tirando o rádio e a mídia independente na internet isto não acontece (não estamos falando dos marrons HuffPost, Buzzfeed, Vox e Politico, pelo amor de Deus). Na realidade, 6 empresas controlam toda a mídia de massas americana.

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Recomendo ao leitor que ouça o discurso anti-establishment de Trump em suas próprias palavras no vídeo legendado abaixo, o que explica muitos dos pontos que abordei.

As empresas de lobby, Think Thanks e ONGs de Washington, tornaram-se um grande balcão de comércio de interesses para diferentes grupos, inclusive governos estrangeiros, muitas vezes frontalmente hostis aos Estados Unidos e seus valores.

Neste cenário, homens como John Podesta – que tem grandes conglomerados de mídia como seus clientes – costuram alianças e selam pactos nos bastidores. Promovendo um alinhamento e consolidação cada vez maior entre os donos do poder financeiro capazes de comprar influência e os políticos ávidos por vendê-la, como o casal Clinton. Um toma-lá-dá-cá em escala global. O capitalismo de laços globalista.

Assim, é previsível que candidatos de fora do establishment, como o próprio Bernie Sanders e obviamente, Donald Trump – que colocou o combate ao lobby e à compra e venda de influência como prioridades do seu plano de governo para os primeiros 100 dias – são naturalmente vistos como ameaças a serem combatidas.

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Ao analisarmos os outros principais pontos da plataforma de Trump, a imagem do que o alto escalão de Washington faz entre quatro paredes começa a ficar mais nítida. Bem como o seu intuito em destruir a candidatura do bilionário de língua afiada. Alguns pontos em que o agora presidente eleito bateu com força foram o combate à imigração desenfreada (que atualmente é fonte de mão de obra barata para o agronegócio e indústria); o  fim das “Cidades Santuários” para imigrantes (que é uma política de formação de currais eleitorais para o partido Democrata); revogação do Obamacare (mistura perniciosa do estado com as indústrias dos planos de saúde e farmacêutica), critica ferrenha a acordos comerciais como o NAFTA e o TPP (que facilitam multinacionais americanas a relocarem suas fábricas para o México e importar de volta os produtos com baixo imposto).

Basta ver a posição da mídia após as eleições para perceber que a campanha de difamação continua firme e forte e vai seguir assim, tendendo a intensificar-se durante os próximos 4 anos, principalmente se Trump de fato começar a implementar as suas propostas de campanha, majoritariamente contra os interesses da indústria do lobby internacional e seus clientes.  Portanto caro leitor, prepare-se para a longa e desgastante campanha de assassinato de reputação que já começou, assim como os protestos  anti-Trump, organizados  e orquestrados pelos grupos de interesse – centralizados na figura de George Soros –  por trás da campanha de Hillary e as ONGs e movimentos finaciados por eles. (sim, igual aos nossos mortadelas)

 

Adendo final: A esquerda esfacelada.

Esqueça os idiotas que aparecem na mídia ou na sua timeline falando em racismo e xenofobia, isso não passa de comparsas e torcedores de Hillary procurando um bode expiatório ao invés de se olharem no espelho e admitirem que apoiaram a candidata mais corrupta a concorrer à presidência dos EUA, como a lista acima (resumida) de falcatruas reveladas pelo Wikileaks e Project Veritas, entre outros escândalos anteriores demonstra.

Donald Trump é a criação não só da sua corajosa campanha, mas também consequência de 8 anos de uma administração desastrosa de Obama. O voto em Trump é uma resposta à ditadura do politicamente correto, que tomou conta da mídia e das universidades americanas e acima de tudo, é fruto de uma esquerda que perdeu o rumo, rachando-se entre os comparsas do projeto criminoso dos Clinton e as diversas facções da esquerda “progressiva” (regressiva e autoritária), que vivem numa constante cruzada para empurrar ideologia de gênero, ativismo racial, militância LGBT, abortismo, banheiros unissex e afins goela abaixo da sociedade. (de novo qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência).

Garçom, uma dose de capitalismo, por favor!

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por Romildo Perez

Para aqueles que não me conhecem, sou um advogado de seus trinta e alguns anos, que há quase uma década decidiu trocar uma posição confortável de empregado num renomado escritório de advocacia pelo desafio de ter um negócio próprio.

Hoje, tenho 3 sócios e emprego diretamente outras 7 pessoas. Não tenho salário fixo, nem férias, nem décimo terceiro. Assumo todos os riscos da minha atividade, para o bem ou para o mal. Confesso que não há qualquer glamour nisso. Pelo contrário, sempre tive para mim que empreender não seria tarefa fácil. O que me moveu (e ainda me move), porém, é o senso de exercício da liberdade e da auto iniciativa cuja possiblidade deveria ser franqueada a todos os seres humanos. Para mim, o maior conceito de justiça é ser livre para escolher.

Estou ainda engatinhando no mundo empresarial, mas há algo que já posso afirmar com toda a certeza do mundo, para tristeza e espanto do seu professor de história e do seu amigo que segue a Socialista Morena: não existe capitalismo no Brasil. Aliás, nunca existiu.

Então, antes de sair por ai metendo o pau no grande capital que achaca os pobres desse país, botando a culpa no empresário por todas as mazelas sociais que cá existem é melhor refletir. Seriam nossas mazelas frutos do famigerado capitalismo selvagem ou na verdade resultado de uma outra coisa bem diferente dele? E mais: se ele nunca deu o ar da graça aqui por essas bandas, por que raios não podemos dar ao capitalismo uma chance?

O tema desse artigo renderia um tratado inteiro. Mas, fiquemos com o básico.

Admito que é difícil encontrar um conceito único de capitalismo, até porque não se trata de uma ciência ou de um modelo teórico, mas sim de uma construção social. Mas fato é que, seja qual for a definição, há três alicerces principais que o sustentam: (i) isonomia; (ii) estabilidade nas regras; e, (iii) não intervencionismo.

Justamente o oposto do que se passa no Brasil.

Vejamos, sucintamente.

 

A Isonomia de compadrio (ou: para rir, tem que fazer rir):

A isonomia na ótica capitalista implica em conferir a todos os agentes do mercado as mesmas possiblidades de empreender, sem que sejam concedidos benefícios ou privilégios para um ou para outro.

Oras, no Brasil a lógica que vale é outra: a de que os amigos do poder sempre terão suas vantagens asseguradas. Se quiser rir, tem que fazer rir.

O Petrolão é a mais clara manifestação empírica do capitalismo de compadrio que vigora no país: uma oligarquia divide o mercado, na base da propina e da concessão de favores individuais. São criados os famosos “campeões nacionais”, que arrebentam com a concorrência e com o sistema de preços. Esses são vendidos como verdadeiros heróis, orgulho do empresariado brasileiro, capazes de competir internacionalmente com as maiores empresas do mundo, dando-se de ombros para o fato de que não é ai que estão os maiores geradores de emprego do país, tarefa desempenhada pelos pouco afamados pequenos empreendedores.

Sem isonomia, não há livre concorrência. Sem livre concorrência, os melhores e mais capacitados agentes de mercado correm o risco de perder espaço para outros, menos capazes e menos competentes, mas que se valem de vantagens ocultas estranhas ao modelo.

Mas essa camaradagem de favores trocados também propaga suas teias para outros cantos. Não basta privilegiar os amigos e os amigos dos amigos. Há que se financiá-los também.

Destaca-se ai a figura dos bancos públicos e dos bancos de fomento – em particular o BNDES – que empregam recursos dos pagadores de impostos para financiar pesadamente a atividade privada, com juros baixos e subsidiados, sempre privilegiando o grande empresário em detrimento dos pequenos agentes do mercado. Dinheiro público emprestado barato para quem menos precisa. Dinheiro muitas vezes colocado a fundo perdido.

A isonomia às avessas que impera por aqui gera na verdade ainda mais concentração de renda.

Capitalismo de compadrio não é capitalismo. Chamemos de outra coisa, por favor.

 

Contratos que valem. Mas só até a página 2:

Estabilidade nas regras do jogo é um outro pilar fundamental para o funcionamento de uma economia de mercado. A expectativa e a confiança de que contratos serão cumpridos (e, caso não o sejam, que seu cumprimento será assegurado pelo Estado), de que não haverá mudança radical nas regras que regem determinada atividade no meio do caminho, são essenciais para que alguém tome a iniciativa de empreender.

É medida de mitigação de riscos extrínsecos à atividade. Com isso, o empresário consegue se concentrar apenas naqueles diretamente associados à sua atuação.

Não é preciso ser lá muito experiente para saber que no Brasil as regras valem na verdade até a página 2.

Contratos são descumpridos deliberadamente, na certeza de que a ineficiência da máquina estatal não dará conta de lhes dar efetividade.

Regras são alteradas diuturnamente, ao sabor das vontades dos governantes. Decisões judiciais dão de ombros para o conceito de ato administrativo perfeito, alteram e cassam licenças, alvarás e autorizações legalmente obtidas.

Nesse contexto, o agente que não é amigo do rei (vide item anterior) faz das duas uma: ou investe menos, deixa de produzir, deixa de contratar pessoas, para correr menos risco, ou se protege de outras formas. O reflexo disso tudo é um só: o aumento absurdo nos custos de transação, ou seja, perda de competitividade e pressão sobre preços.

Quem se beneficia? Os compadres e os agentes públicos com eles mancomunados, ora bolas.

Então, companheiro, seja sincero: isso é capitalismo?

 

Ei, empresário, melhor você fazer o que eu mandar, pois quem avisa amigo é:

Premissa essencial da economia de mercado é que o Estado intervenha o mínimo possível na atividade econômica.

Dois são os vieses.

 

Ei, senhor Estado, não concorra com quem faz melhor:

Não cabe ao Estado atuar diretamente como agente de mercado. Não cabe a ele se meter a produzir algo que concorra com o particular.

Primeiro porque o Estado não é talhado para isso e certamente fará pior e mais caro que o agente que se dedicar exclusivamente àquela atividade. Quem viaja de Iberia sabe.

Segundo, porque a fonte de recursos do estado – novamente, dinheiro do contribuinte – é extremamente mais barata de se captar do que o dinheiro que o empresário busca no mercado, gerando distorções absurdas. Dinheiro público mal aplicado, em resumo.

Terceiro, porque essa grana deveria ter mesmo era outra destinação, condizente com o papel típico do Estado na vida do cidadão, seja para manter a máquina pública voltada a cobrar impostos e garantir a manutenção das regras do jogo e das liberdades individuais (num modelo liberal de Estado), seja prestando ações positivas como serviços de educação, saúde e previdência social, caso o leitor seja um social democrata.

 

Ei, senhor Estado, não planeje a vida alheia:

O segundo viés dessa distorção se revela no planejamento da atividade econômica pelo Estado. E isso é algo que historicamente todos os governos que aqui passaram adoraram fazer. Todos.

Ao colocar nas mãos do Estado – na verdade, em combinação com os compadres – a direção da economia, a livre iniciativa é afetada de tal forma que vários agentes acabam por encerrar suas atividades ou veem seus mercados serem simplesmente extintos por influência direta de um ente com quem eles não conseguem lutar contra.

Não é papel do Estado dizer se um país deve produzir arroz, açúcar, petróleo, televisores ou filmes pornô. Essa tarefa cabe ao mercado regular e se autorregular.

Dirigir a economia para um ou outro rumo – o que implica em uma escolha política e não econômica – invariavelmente leva a resultados opostos ao esperado. Do Brasil de JK, passando pelo regime militar, à Rússia comunista.

 

O círculo da não virtude

Os três fatores que comentamos assim se retroalimentam um do outro, gerando um círculo vicioso difícil de ser quebrado.

Geram, ainda, uma falsa impressão de que o problema é de tal ordem sistêmico que é impossível superá-lo.

Não é verdade, apesar de não ser tarefa fácil.

Mudar a classe política e sua a mentalidade? É um passo.

Extirpar o marxismo cultural que associa a livre iniciativa a valores moralmente espúrios? Certamente.

Reforçar as instituições para que garantam a estabilidade das regras do jogo? Sem dúvida.

Mas antes disso: que tal dar uma oportunidadezinha ao capitalismo, hein?

Basta dar uma olhada no ranking de liberdade econômica publicado pela Heritage Foundation para se ter uma ideia de que as coisas podem sim melhorar com o capitalismo implantado: http://www.heritage.org/index/ranking

Vamos lá, de peito aberto, sem concepções prévias e ideias prontas. Nunca vivemos isso aqui.

Quem sabe ele, o capitalismo de verdade – não esse arremedo que temos – não seja assim tão malvadão, tão concentrador de riquezas, tão gerador de desigualdades?

Aí quero ver o que vão dizer. Aposto que vai chover comunista na fila para virar liberal.

Uma dose só, vamos lá, pessoal. Vai que pega. Garçom, pode descer que a primeira rodada é por minha conta!

Give “capitalismo” a chance.

Quo vadis, Brasil?

 

Carta Aberta de apoio à Operação Lava-Jato

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Por Leôncio Custódio

Excelentíssimo Senhor Juiz Sergio Moro, Ilustríssimos Procuradores da República integrantes da Força-Tarefa, Digníssimos Policiais Federais,

Há pouco mais de dois anos o Brasil iniciou uma caminhada para o futuro. Despretensiosamente. Sem uma grande ruptura perceptível. Apenas fruto do trabalho cotidiano dos até então anônimos agentes públicos que, longe do glamour dos gabinetes políticos do Planalto Central, exerciam suas funções rotineiras.

Sim, era apenas mais um trabalho para policiais que grampeavam giro suspeito de divisas em um posto de gasolina de Brasília. Um preso aqui, outro acolá. Típica operação que mereceria rápido registro na televisão e pequenas notas de rodapé nos jornais. Mas o acaso agiu a favor dos justos, e nas gravações alguns peixes graúdos começaram a ser fisgados pelo anzol da investigação.

Não pretendo fazer um resumo de cada etapa desta apuração criminal, a maior do país e que está quebrando paradigmas positivamente, fazendo aumentar a crença da população pelo fim da impunidade dos poderosos. O que quero louvar e apoiar, em nome de todo povo cansado dos desmandos sem responsabilidade, é o trabalho de excelência que está sendo realizado e que traz ânimo àqueles que, descrentes, já não viam mais sentido no esforço, no estudo, na retidão de caráter, valores caros à democracia que estavam corroídos pela usurpação de gente que delinquia sem temor, por se acharem acima das leis, acreditando -se uma casta especial.

À Polícia Federal peço que mantenha a fibra nas investigações, analisando minuciosamente os elos entre “laranjas” e poderosos, que por mais astutos que sejam no mundo da criminalidade do colarinho branco, sempre deixarão rastros. Não esmoreçam frente às dificuldades e suspeitas infundadas à imparcialidade do trabalho que muitos os tentarão gravar. Não recuem com as ameaças dos que bravejam sabedores do iminente muro do fim da linha. Policiais científicos, cumpram sua nobre missão legal de fornecer subsídios robustos às densas denúncias que se seguem. A população que cultiva a moralidade está ao lado de vocês.

Ao Ministério Público Federal, em especial aos membros da competente força-tarefa de Procuradores da República, sigam inabaláveis destrinchando a complexa teia de pornográficos acordos entre governos e particulares. Capitaneiem a difícil arte de traduzir a vulgar linha de pensamento dos ávidos bandidos do dinheiro público para a escorreita técnica jurídica, de sorte a não oferecer fendas interpretativas para os que que trabalham pela impunidade em troca de polpudos honorários financiados pelo metal de origem ilícita. Caminhem com a reconhecida coesão de pensamentos, fator determinante para que as tentativas de desqualificação pelos usurpadores dos bens públicos e sua claque de beneficiários não passem de tambores surdos, que ressoam com defeito para a maioria. A grande parcela do bem está vogando nas mesmas águas, aprendendo e se politizando com o exemplo de um serviço público elegante e inteligentemente realizado.

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Reverências, ademais, ao trabalho honesto e incansável do probo e estudioso Juiz Federal Sergio Moro, bússola ética da maioria até outrora descrente em mudanças e punições num país cujo amealhar para si o alheio era a regra de conduta até então. Solidarizamo-nos com a postura corajosa, destemida e igualitária no tratamento aos acusados de todos os matizes. Numa sociedade na qual alguns se consideravam intocáveis, seu modo de condução imparcial, com base apenas na técnica processual, reforça o ideal de impessoalidade que deve nortear qualquer fato ou ação públicos. Não retroceda, tampouco desanime com as pedras a serem espalhadas no caminho da justiça pelos que estão vendo seus imorais elos que misturam interesses públicos e privados sendo podados. É o desespero de uma casta que se julga especial, mas somente contribuiu para aprofundar as cicatrizes de um país adoentado pela imoralidade. Siga em frente, pois a grande maioria que o apoia quer apenas que a lei valha para todos.

A Operação Lava-Jato, esperamos, será apenas a primeira martelada para insculpir moralidade, impessoalidade e transparência na coisa pública e na sensação de que a lei é geral e abraça a todos.

 

 

 

A Lava-jato e os juristas de Facebook

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As medidas adotadas no âmbito da Operação Lava-jato, inclusive as prisões cautelares, têm tido alto índice de manutenção no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e tribunais superiores.

Apesar disto, muitos dos chamados juristas ficam de plantão para, quase sempre de supetão, apontarem supostos abusos praticados por autoridades que trabalham na operação.

O último episódio envolveu jurista gaúcho. Propagou em rede social que o juiz Sérgio Moro proferira sentença de 160 páginas no dia seguinte à apresentação das alegações finais pela defesa e poucos minutos depois dos autos lhe serem conclusos, o que colocaria em risco o Estado Democrático de Direito.

Rapidamente foi seguido por muitos juristas de Facebook.

O juiz se deu ao trabalho de responder à provocação extra autos. Esclareceu que concedera oportunidade para que as partes, após a juntada de documento no interesse da defesa, manifestassem-se novamente em alegações finais, as quais já haviam sido apresentadas. E que o registro da conclusão foi apenas para permitir o lançamento da sentença no sistema.

Vê-se que o jurista e seus seguidores sequer consultaram devidamente o processo eletrônico, a todos disponível.

Vale lembrar que é lugar comum a crítica de que o Judiciário é lento.

Observa-se, todavia, que na Lava-jato em primeira instância o Judiciário apresenta celeridade acima da média, principalmente por força de um processo eletrônico que funciona e das forças tarefas.

Por isso, é de interesse da sociedade que o processo eletrônico eficiente seja a regra e que forças tarefas sejam criadas para os casos mais complexos: não basta a aplicação da lei penal conforme a Constituição, deve ela também se dar de forma tempestiva, conforme impõe a própria Lei maior.

Neste contexto, se é certo que a Lava-jato não é infalível, é indubitavelmente um modelo a ser seguido na persecução penal.

Todavia, alguns juristas e seus seguidores de Facebook parecem preferir o Judiciário lento e a impunidade.

5 razões para NÃO VOTAR em Eduardo Suplicy para vereador

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por Aristides Gouvea

Há uma aura de honestidade, bom-mocismo, inteligência e progressismo em torno de Eduardo Suplicy, em muito alimentada por seus seguidores. Agora em campanha, Suplicy tem forçado ainda mais a barra com aparições na mídia, sempre com atos supostamente tresloucados e pretensamente simbólicos. Pinta de bom velhinho, bonzinho, sempre em defesa dos “oprimidos”, Suplicy tem levado adiante sua receita para angariar votos de universitários mimados, playboys de ciclovia, hipsters de butique e outros tipos de invertebrados rastejantes.

Mas ações como essas podem levar a erro gente bem intencionada e verdadeiramente honesta. Por isso, o BomSenso.org preparou o seguinte guia resumido de razões para não votar no Suplicy para vereador. Não se engane! Eduardo Suplicy é só mais um subproduto do politicamente correto esquerdista.

1. Suplicy vem transformando sua campanha num patético teatro prontinho para fisgar a mídia esquerdista, pintando-se como um político independente, que atua ao lado dos movimentos sociais [pausa para os RISOS]. Mas não se esqueça que Suplicy É DO PT! Sim, do PT de Lula, Dilma, Zé Dirceu, Genoíno, Haddad, do Mensalão, do Petrolão. Precisa dizer mais alguma coisa?

2. Esse falso herói teve mandatos como deputado estadual, deputado federal e vereador nos anos 1980. Só no Senado Suplicy ficou de 1991 a 2015, quando foi expulso a pontapés de Brasília pelas urnas. Agora me diga, você já ouviu falar de algum projeto, obra, política pública ou investimento trazido para São Paulo por ele? Serve até nome de rodovia e passarela, homenagem, criação de algum feriado do tipo “dia do [insira aqui a profissão do seu gosto]”. Pois é, não tem nada. Suplicy é um político lento, moroso e inerte, que gosta bastante da mídia. Certamente você se lembra dele por episódios como cantorias constrangedoras nos microfones do Senado e outros factoides inúteis bancados com dinheiro público, o meu, o seu, o nosso dinheiro. Ah sim, tem o tal Renda Mínima, praticamente seu único assunto em qualquer fala, que, sentimos informar, nunca foi implementado, por total falta de regulamentação e por não ter pé nem cabeça.

3. Se ele não é levado a sério nem por seus colegas de partido, imagine pelos políticos dos demais partidos. Nem a finada Dilma topou recebe-lo para um café nos seus quase 6 anos na presidência. Monotemático, enfadonho, lento, confuso, prolixo, lunático, alvo de chacotas. E pior: Suplicy e seus seguidores vivem se apoiando nesse jeitão abobado-fofo-inimputável para vende-lo no mercado eleitoral, algo como um “não rouba, mas não faz”. Coisa de petista, vai entender… Quem quer dialogar com alguém assim? E você, quer ver os interesses da cidade representados por um tipo desses?

4. Depois da lavada que tomou nas urnas no ano passado, Suplicy foi carinhosamente acolhido por Haddad, que o presenteou com uma Secretaria em seu governo, da qual se licenciou para se candidatar a vereador. Suplicy tem o DNA do PT e só quer se manter no poder.

5. Ele está querendo mais e mais mídia só para conseguir votos dos esquerdistas de sempre e de muitos desavisados, pois os votos que excederem o número suficiente para elegê-lo são computados para outros candidatos a vereador do PT. Assim, na prática, Suplicy “puxa” consigo mais 3 ou 4 petistas que não se elegeriam nem para síndicos de seus prédios. Acredito que esta seja a principal razão para ignorar Suplicy nestas eleições. Mas isso ninguém te conta. Não vamos deixar isso acontecer, né!

A fila tem que andar

por Renaite Paulista

Prezados leitores, hoje o texto que quero dividir com vocês está mais ligado às pequenas atitudes de cada um de nós e menos àquelas dos figurões da política. Apesar disso, ou justamente por isso, ele diz muito sobre como encaramos a política e o Estado, como queremos e exercitamos nossos valores civilizatórios na terra onde cantam os sabiás.

Domingo, sol, quatro da tarde. Por algum motivo que não lembro, acabei tendo que almoçar a essa hora. Com a grana mais apertada e a barriga roncando de fome, o destino foi aquele restaurante simples e gostoso que serve galeto com acompanhamentos, com fartura.

O restaurante tem um grande balcão com alguns banquinhos colocados um ao lado do outro. Do lado de dentro, um churrasqueiro, um cozinheiro, dois garçons e uma mulher no caixa que trabalham freneticamente. Os trabalhadores não têm tempo para nada, exceto para tomar uma água de vez em quando, antes de passar mal com o calor.

Havia alguns bancos vazios e do lado de fora um grupo de umas cinco pessoas esperava para sentar. Eis que chega uma senhora com outras duas pessoas, pergunta ao grupo se eles estão juntos, e ao ouvir que sim e notar vários bancos vazios, se move para sentar.

Pronto, confusão instaurada. O primeiro grupo, o de cinco, reclama que estava esperando eu sair para todos comerem juntos e bla bla bla. A senhora que ia sentar reclama que eles poderiam já ter se sentado separadamente, e que lá não se espera que grupos grandes fiquem juntos. Como o texto não é o programa do Ratinho, já aviso, não houve um grande barraco ou agressão física, e o intuito aqui não é narrar a pequena discussão de 5 minutos que houve.

A parte que interessa: ao final da conversa entre os grupos, uma moça envolvida fala algo assim: “Poxa, mas não tem ninguém aqui para organizar a fila”, ao que todos os envolvidos na discussão pareceram concordar, não obstante todos os trabalhadores do restaurante estarem trabalhando freneticamente.

Saio do restaurante e passo no supermercado. Esperando na fila, eis que o caixa ao lado abre repentinamente. Pronto (x2), as pessoas do lado direito e esquerdo correm para o novo caixa, confusão para ver quem deve ficar na frente da fila. Mais uma vez, alguém grita: “Pô, mas não tem ninguém para organizar a fila”, enquanto todos os trabalhadores do supermercado corriam para repor os estoques.

Por que em um restaurante simples, despojado, sem hostess, onde as pessoas que estão esperando claramente conseguem ver quem chegou antes, é necessário que alguém da equipe pare de fazer seu trabalho para organizar uma fila, ou ainda, será que o restaurante deve aumentar seus custos e contratar um organizador de fila ou uma bela hostess? Para o supermercado, deve o gerente parar de olhar se as gôndolas estão arrumadas, cobrar a reposição do estoque, tirar dúvidas, para organizar filas que já estão pintadas no chão?

Mais ainda, por que as próprias pessoas não conseguem conversar entre si, respeitosamente, sobre as noções básicas de uma vida em sociedade, devendo elas próprias se organizar para ficarem em fila, ao invés de sempre clamarem por alguém “de fora” com poderes para direcionar o que elas devem fazer, como se comportar, como se organizar?

Os exemplos descritos mostram duas coisas: as pessoas têm dificuldade de travar uma conversa respeitosa caso ocorra alguma situação simples do cotidiano com uma pequena discordância, e mais que isso, esperam a ação de alguém de fora, alguém com autoridade, um “governante de filas” para mostrar às pessoas como e o que pode ser feito.

Não deveríamos, como sociedade, aprender a não esperar alguém “de fora” com poderes para nos regular, nos dizer o que e como se comportar em uma dada situação mais simples? Não poderíamos, não teríamos a capacidade de fazer as coisas por nós mesmos, com diálogo, conversando, nos autorregulando em situações não complexas?

Do contrário, o restaurante ou o supermercado teriam que repor o estoque mais devagar, pois o garçom ou o gerente perderiam tempo arrumando uma fila simples que as próprias pessoas poderiam organizar e respeitar, ou pior, o restaurante ou o supermercado teriam que contratar mais alguém, desperdiçando as habilidades do indivíduo e gerando mais gastos bobos que certamente seriam repassados para o consumidor final.

Na realidade, essas duas situações refletem o padrão ou os valores do brasileiro. No fundo, esperamos sempre alguém de fora, um “organizador de filas”, porque estamos acostumados com alguém do Estado ou ‘de fora” nos regulando, se metendo em qualquer assunto. Adoramos uma “autoridade”, estatal ou não, apesar de falarmos mal de muitas delas.

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Em inúmeras situações, o Estado, um governante ou uma autoridade devem meter o bedelho para determinar o que as pessoas devem fazer. Contudo, se ele – a autoridade – faz isso em muitas ocasiões, muitas das quais mais bobas, simples, que as próprias pessoas poderiam resolver, ele – a autoridade – fica cheio de atividades e passa a não ter prioridades. Ao fazer muitas tarefas, as faz mal, não as controla. Com a dificuldade do Estado em prestar os serviços, logo surge espaço para pessoas de dentro da máquina estatal venderem facilidades, abrindo-se justamente espaço para a corrupção.

O Estado é importante, deve usar seus poderes para algumas situações, mas não podemos esperar que ele regule ou resolva tudo em nossas vidas. No fundo, quando pedimos um organizador de filas para situações simples, ignorando ainda os custos, reproduzimos os valores que, como sociedade, esperamos da nossa nação e dos nossos governantes. Terceirizamos responsabilidades que deveriam/poderiam ser assumidas por nós mesmos.

Por tal motivo, cotidianamente, vemos o mau funcionamento de vários serviços e a cobrança de facilidades nas inúmeras “filas” organizadas pelo Estado.

Precisamos mudar nossa cultura de sempre esperar uma autoridade, estatal ou não, determinar o que devemos fazer. Vamos deixar a autoridade resolver o que é mais complexo e nos organizar nas simples situações da vida cotidiana. Do contrário, daqui a pouco teremos uma lei obrigando os estabelecimentos comerciais a contratarem um organizador de filas.

Lula e a Lava Jato

Por Leôncio Custódio

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Lula abandonou o status de mero investigado, saindo das diligências da Polícia Federal e passando a ostentar a condição de denunciado pelo Ministério Público Federal.

Processualmente falando, Lula ainda não é réu. Para que isto aconteça – com provável rapidez, pela robustez das provas juntadas – o Poder Judiciário, neste caso a Justiça Federal de Curitiba, deverá receber a denúncia contra ele oferecida. É uma etapa técnica, na qual o juiz analisa a viabilidade jurídica de se instaurar um processo criminal pela Justiça Pública. Não entra no mérito, não coteja provas e tampouco faz julgamento de fundo. Apenas analisa se processualmente há condições de uma ação penal existir e prosseguir.

Nesta fase poderá também o juiz  decretar a prisão preventiva. Já no recebimento ou, mais adiante, com eventual surgimento de novas possibilidades. A prisão nesta fase do processo, após o recebimento da denúncia, ainda não objetiva imposição de pena a ser cumprida. Eventual punição final somente virá se Lula for condenado, podendo o juiz optar, ao proferir a sentença, pela prisão imediata, antes do julgamento de recurso.

Contudo, e considerando o trabalho de excelência realizado pela Força Tarefa da Operação Lava Jato, esperamos que haja decretação de prisão preventiva. O juiz pode fundamentar decisão neste sentido com base em quatro pilares, antes mesmo da sentença: 1. Para garantia da ordem pública (exemplo: eventual perigo causado por estar solto). 2. Para garantia da ordem econômica (evitando que desvios continuem ocorrendo por influência do réu). 3. Para conveniência da instrução criminal (como, por exemplo, em caso de ameaças a testemunhas do processo). 4. Para assegurar a aplicação da lei penal (em caso de risco de fuga do país para evitar eventual condenação e pena).

Esperemos os próximos passos, torcendo para que o trabalho qualificado dos Procuradores da República leve logo à prisão do chefe do esquema criminoso que assolou a nação.

Cuidado com os vermelhos camuflados

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por Leôncio Custódio

Passado o impeachment e sem muitas novidades ultimamente na Operação Lava Jato – que, esperamos, siga seu curso encarcerando corruptos, a opinião pública volta-se às eleições municipais que se aproximam.

Sempre que um novo sufrágio se avizinha renovamos as esperanças de que desta vez o eleitorado melhorará o nível de suas escolhas, extirpando da vida política velhas raposas personalistas, corruptos e fichas sujas em geral.

Mas, especificamente a partir destas eleições municipais de 2016, um novo fenômeno merece ser citado para que todos que exercerão sua cidadania se atentem às pegadinhas que os marqueteiros e estelionatários políticos tentarão ventilar: a camuflagem dos petistas e outros vermelhos acessórios para fisgar o incauto eleitor.

São dois eixos principais desta tentativa de engodo: a primeira, que muda as cores de fundo nas propagandas e materiais de campanha; a segunda, que abrigará velhos petistas em novos partidos com roupagens moderninhas.

Presenciamos nestes dias recentes muitos santinhos circulando em postagens da internet em que candidatos dos mais diversos municípios, em todas as regiões do país, usam um fundo colorido qualquer diverso do vermelho em seus santinhos. Não satisfeitos em esconder a ideologia vermelha, também suprimem a estrela com o logo do PT de todas aparições. A única forma de identificar que se trata de um petista é o número do candidato começando com 13. Vergonha ou apenas estelionato e má fé?

De outro lado, houve a fundação de novas legendas que nada mais são do que o petismo e seus dogmas com outros nomes. PSOL e Rede Sustentatibilidade abrigam esquerdistas, estatizantes e outros sugadores de recursos públicos. O primeiro, um PT mais apressado em implantar um socialismo ditatorial e a supressão de liberdades individuais, com Heloisa Helena e Marcelo Freixo como nomes de “esquerda diferenciada”. O último, um PT mascarado de moderno, com viés ambiental e politicamente correto, nada mais faz do que o velho discurso do intervencionismo e do Estado como salvação e guia da pessoa, tem em Marina Silva e Alessandro Molon dois de seus mais conhecidos. “esquerdistas de vanguarda”.

Há, ainda, um terceiro caso que merece menção: o do apoiador inconteste do petismo durante a última década e que, agora que o barco afundou, pula fora como um rato egoísta e assustado. Neste grupo podemos colocar ex-ministros da era petista, como Gilberto Kassab e Guilherme Afif, ambos aliados dos tucanos em São Paulo e dos petistas em nível federal. Não se pode excluir deste grupo Marta Suplicy, com mais de três décadas de militância pelos vermelhos, ministra de Dilma, e que, como num passe de mágica que só a politicalha suja é capaz de fazer, atualmente posa de crítica e opositora voraz do plano de captura do Estado elaborado pelo PT.

Assim, cabe a cada um de nós desmascarar estes fraudadores da boa fé coletiva e refrescar a memória dos incautos para que todos esses petistas, renomeados ou enrustidos, sejam despejados das casas de representação popular, trazendo para o debate ideias liberais e de redução do Estado.