Letra, música e a objetificação do sexo oposto

por Romildo Perez

 

Pare. Ouça. Leia com atenção.

 

Mexidinho

 

”Cheguei nas pontas dos pés

Contando as notas de dez que tinham sobrado

E meu marido fingiu que tava dormindo

Virado pro outro lado

Me ferrei, exalou as pingas que eu tomei

Nem passou três, dois, um e começou

 

Onde cê tava?

Com quem andava?

O que é que eu faço

Por que é que eu não te largo?

 

É por causa que eu faço mexidinho

Faço gostosinho, eu te pego assim e faço

É por que eu faço mexidinho

Faço gostosinho e fim de papo”

 

Para quem não conhece, essa é “Mexidinho”, canção que ajudou a alçar as irmãs mato-grossenses Maiara e Maraísa ao segundo lugar no ranking de artistas femininas mais ouvidas no Brasil em 2016 (http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/12/spotify-2016-musicas-mais-ouvidas-e-artistas-preferidos-do-ano.html).

 

A bem da verdade, esse é apenas um exemplo pinçado numa infinidade de músicas de sucesso recente, todas cantadas por mulheres – do sertanejo “traída vingativa” de Marília Mendonça ao funk “tô poderosa na pista” de Anitta – ligadas por um aspecto em comum: a “objetificação” do sexo oposto.

 

Para além da interpretação literal, o subtexto dessas composições denota uma postura combativa e reativa ao sexo oposto, em que o conflito e a necessidade de submissão são a regra. Homens e mulheres, nesse cenário, integram grupos antagônicos, que se digladiam à exaustão, para que ao final haja vencedores e vencidos, numa representação reducionista e obtusa de mundo.

 

Se até um passado recente era o homem quem ocupava esse espaço de subjugador e seviciador do eu feminino nas músicas de sucesso (“É o tchan”, alguém?), agora esse papel (também) cabe à mulher. A grande novidade está ai.

 

Chama a atenção, contudo, que esse conteúdo não seja criticado na mesma proporção dedicada àquele tido como “machista”, dando a impressão de que a inversão dos papeis de sujeito e objeto nessas canções é justificável, na medida em que serviria como resposta a séculos de imposição da vontade masculina no substrato social. Logo, uma falsa sensação de desforra chancelaria a mensagem passada.

 

Discorda?

 

Faça o seguinte exercício: substitua a narradora mulher de “Mexidinho” por um homem. Leia a letra novamente. E aí, acha que estariam caindo de pau na música ou não? Textões se amontoariam no Facebook. Debates eclodiriam na TV.

 

Não me parece, porém, que uma complacência com a objetificação do homem, representada simbolicamente nessas canções, mas com ramificações outras possa de alguma forma contribuir para a construção de uma sociedade livre.

 

Parte disso reflete uma tendência atual em tratar como correta qualquer manifestação de “minorias” (aspas deliberadas) única e exclusivamente em atenção ao autor, sem analisar com a devida profundidade o seu conteúdo. A mensagem veiculada quase que ganha um passe livre automático, em que o senso crítico é deixado de lado em prol de argumentos como dívida histórica, empoderamento e compensação.

 

No caso das músicas, combater fogo com fogo, aceitando passivamente ou reputando como natural e justo o direito da mulher objetificar o sexo oposto, como uma forma de recompensa ou vingança, parece tão preconceituoso e desagregador quanto dar ao homem a mesma prerrogativa.

 

Há muitas pessoas bem intencionadas que rezam por essa cartilha. O que elas não percebem é que, ao se comportar dessa forma, caem em contradição com a busca de igualdade de oportunidade e tratamento que elas tanto se propõem a defender. O potencial destrutivo da manutenção dessa mentalidade é devastador.

 

Sem ceder ao impulso da censura ou da proibição, o correto é adotar a coerência: respeito ao indivíduo, independentemente de que a grupo pertença, sem privilégios e sem maniqueísmos, sem ter que destruir um para se afirmar o outro.

 

Iguais, na construção da lógica da liberdade.

 

Quo vadis, Brasil?

 

Por uma mudança no cumprimento de pena

Por Leôncio Custódio

Este pequeno artigo não pretende fugir muito da análise específica da Lei das Execuções Penais e do mal que suas benevolentes frações têm causado na sensação de impunidade experimentada por toda sociedade brasileira.

Sabe-se que melhorias estruturais na segurança pública no Brasil passam por uma educação de melhor qualidade e sem vícios de ensino ultrapassados e preconceituosos, como os hoje propalados em sala por significativa parcela de mestres com orientação marxista do método Paulo Freire. O assunto também toca na quebra da estrutura familiar que o país vivencia, com o egoísmo de genitores na busca por uma utópica felicidade plena e individual colocado a frente da formação de um bom cidadão com valores éticos e educacionais, peças para inclusão civilizada do jovem na busca por melhorar seu lugar.

A sensação de nada acontecer e de baderna generalizada também circunda a facilidade de obtenção de armas pelos marginais e de dificuldade de se defender imposta ao cidadão de bem por um Estado que muito promete e nada entrega em matéria de proteção, com parcela ínfima de crimes apurados e uma outra porcentagem quase inexistente de prisões advindas por apuração técnico-científica.

Tudo isso somado, além de outros fatores não mencionados, formam um caldo de desânimo e raiva na sociedade, que se vê refém e desprotegida, enquanto observa políticas populistas e ONGs em geral financiadas com dinheiro público defenderem apenas o lado do marginal, com um discurso falacioso e vitimista.

Mudanças demoram e a solução não é fácil, mas elas devem começar de algum lado. Por isso proponho uma rápida análise da defasada Lei das Execuções Penais, responsável, em síntese, por estabelecer formas de cumprimento e porcentagens de tempo de encarceramento efetivo em relação a crimes praticados.

Trata-se, como de costume no Brasil, de lei extremamente minuciosa, com mais de 200 artigos, grande parte deles programáticos, que tentam prever inúmeras situações, engessando a eficácia da lei e criando órgãos burocráticos.

Linhas gerais, estabelece o ridículo patamar de 1/6 da pena para a progressão a um regime mais benéfico. Independente de o criminoso já haver cometido outros atos ilícitos, sua fração para benefício permanece neste ínfimo patamar, o que soa absurdo. Ademais, cria uma Comissão Técnica de Avaliação, composta por vários agentes, que, além de encarecer o sistema prisional, burocratiza ainda mais algo que deveria ser célere – a aplicação de pena a quem não sabe conviver em sociedade. Tal Comissão individualiza a pena, podendo aliviar ainda mais a situação do condenado. Segue a Lei das Execuções enumerando direitos e deveres dos presos e do Estado, que são facilmente compreendidos com uma leitura da maçante Lei 7210/84.

Como explicação cabe mencionar que, em regra, há três etapas para cumprimento de pena nos crimes no qual não haja benefício de soltura imediata ou prestação de serviços a comunidade, quais sejam: Regime fechado, aquele em que o condenado fica segregado da sociedade em cela fechada; Regime Semi-Aberto, na qual é colocado em colônia agrícola ou industrial e pode exercer trabalho e Regime Aberto, aquele que pode trabalhar de dia e deve voltar a cadeia apenas para pernoitar, mas que na prática acaba virando liberdade antecipada, ante a falta de estabelecimentos ajustados.

Desta forma, como exemplo, um marginal que praticou um crime de roubo com arma de fogo e é réu primário, será condenado, em regra, a 5 anos e 4 meses de prisão. Na prática, e se o juiz desde logo não aplicar Regime Semi-Aberto, para obter esta progressão o criminoso precisa ficar preso apenas cerca de 10 meses. Isso mesmo, menos de um ano e já poderá estar na rua atormentando a sociedade novamente. Mas e se ele praticar o mesmo crime outra vez, ficará bem mais tempo, correto? Não. A absurda lei defasada prevê 1/6 do tempo fixado na sentença mesmo aos que continuam na empreitada criminosa. Então, voltando ao exemplo acima, acaso condenado a seis anos em razão de sua reincidência, ficará apenas um ano preso, ou cerca de dois meses a mais apenas em relação ao primeiro.

Tentando remediar um pouco a situação, promulgou-se a Lei 11464/07, que modifica parte da Lei dos Crimes Hediondos e estabelece o patamar de 2/5 para primários e 3/5 para reincidentes nos crimes mais graves de nosso ordenamento jurídico. Crimes hediondos compreendem, dentre outros, Homicídios Qualificados, Latrocínios, Extorsão Mediante Sequestro, Tortura, Terrorismo, Tráfico de Drogas, dentre outros. Ou seja, crimes sérios cometidos por indivíduos da pior estirpe e que deveriam ser apenados exemplarmente.

Mas como o Estado gosta de ser bondoso com criminosos que minam a vida da sociedade de bem, a título de ilustração um sequestrador que tenha uma pena de 15 anos pode ficar preso apenas 6 se primário e voltar às ruas. No mesmo contexto, se um perigoso marginal já reincidente na prática do crime, comete um latrocínio e recebe pena de 25 anos, altíssima para os padrões nacionais, ficará trancafiado por cerca de 15 anos, podendo sair e usufruir a vida, enquanto a família da vítima seguirá destroçada para sempre.

Desta forma, a sociedade precisa pressionar os parlamentares para efetivas mudanças na forma do cumprimento de pena, exigindo que criminosos paguem de forma séria pelos seus atos com tempo de prisão proporcional aos seus graves atos, acabando com estas imorais frações de cumprimentos de pena, de forma a demonstrar que a punição servirá de exemplo ao que cometeu o crime, desencorajando terceiros a praticarem atos semelhantes e trazendo paz àqueles que querem viver de acordo com bases civilizadas.

É a educação, estúpido!

por Niquilauda Regazzoni

O maior culpado para a pobreza no Brasil é o sistema público de educação. Ponto! Qual o maior problema do Brasil? As pesquisas podem indicar que é o sistema público de saúde ou a corrupção, mas na realidade, é a educação o maior calcanhar de aquiles desse país. A raiz de quase todos nossos problemas.

Essa é uma verdade que precisa ser repetida à exaustão: Não existe um sistema que seja mais responsável pela perpetuação da pobreza em nosso país do que o sistema público de educação.

Basta imaginar: famílias pobres atualmente, não possuem outra alternativa senão procurar escolas públicas para matricular seus filhos. Sabemos que nossas escolas públicas são de péssima qualidade (salvo notáveis exceções), os professores não são qualificados, os alunos não são motivados, os pais não se interessam pela educação de seus filhos, o governo centraliza a educação e burocratiza o ensino, e qualquer tentativa de reforma do sistema esbarra nos sindicatos e nos retrógrados da esquerda (vide invasões de escolas, protestos violentos, etc).

Essa lógica é a maior responsável pela desigualdade social e a pobreza no Brasil.

Os ricos e a classe média mandam seus filhos para escolas particulares, e essas crianças possuem plenas oportunidades para se desenvolverem por conta da qualidade do ensino que recebem. Os pobres somente podem contar com as escolas públicas, e é justamente por conta da péssima qualidade de ensino que a maioria deles não terá oportunidades de deixar a pobreza.

Para atestar a falência do sistema, basta analisar a capacidade de leitura do brasileiro. Embora a taxa de analfabetismo no país tenha caído, a taxa de analfabetismo funcional ainda bate os 50% da população adulta. Ou seja, somente metade dos adultos no Brasil possuem capacidade de leitura para entender esse texto que você está lendo agora. Isso é um verdadeiro absurdo!

Se metade dos brasileiros não consegue interpretar um texto simples, necessariamente essas pessoas terão que procurar trabalhos manuais, de baixa qualificação. O que acontece, então, é regra fundamental da economia: a oferta da mão de obra não-intelectual é muito maior do que a demanda, fazendo com que o preço dessa mão de obra caia vertiginosamente.

Assim, o ciclo da pobreza nunca é quebrado. Aquele indivíduo que estudou a vida toda em escola pública entra no mercado de trabalho com baixíssima qualificação e produtividade, e, como consequência disso, não têm expectativa de receber um bom salário. Os filhos deles terão a mesma sina, bem como os netos, e assim é perpetuada a pobreza no Brasil.

Mas porque a educação pública é tão ruim? Porque é pública. Porque quase tudo o que o governo se propõe a fazer é feito de forma ineficiente, com desperdício de recursos, sem compromisso com resultados.

No setor privado, existem produtores e consumidores. Quando há concorrência, com diversos produtores dispostos a suprir a demanda, o poder está na mão dos consumidores. É o produtor que precisa conquistar o consumidor, oferecendo produtos melhores a preço acessível, com a maior economia de recursos possível.

Com a educação privada essa lógica é verdadeira. O aluno é o centro da equação. As escolas particulares precisam fornecer educação de qualidade, com bons resultados aos seus consumidores. Um colégio que não consiga colocar seus alunos em universidades de renome começará a perder seus clientes para a concorrência. O aluno é, afinal, um consumidor, livre para decidir qual escola melhor atende seus interesses.

Da mesma forma, os professores dos colégios particulares precisam se preocupar com o resultado de seus alunos, pois disso depende o ganha-pão deles. Se os alunos falharem no vestibular, os professores sabem que terão menos oportunidades de emprego em outros colégios de renome, por exemplo.

Essa é a lógica do setor privado: resultados. É nesse sentido que todos os incentivos serão direcionados, e com isso ganham todos: os donos das escolas, professores, administradores, alunos, e indiretamente, toda a sociedade.

No setor público essa lógica não existe.

Isso não quer dizer que as pessoas no sistema público são más ou preguiçosas, nem que o sistema privado seja formado somente por pessoas decentes. Não é essa a questão. A grande diferença são os incentivos. No setor privado, um professor egoísta e que deteste seus alunos ainda assim precisa garantir que eles aprendam e sejam aprovados nos melhores vestibulares, porque isso atende a seus próprios interesses (esse mesmo professor egoísta poderá pedir melhores salários, ganhar prestígio na profissão, lecionar em escolas mais renomadas, etc).

No setor privado, uma escola ruim terá que melhorar o serviço ou então fechar suas portas. Os professores e os diretores perderão seus empregos. Os donos das escolas perderão seus investimentos e terão prejuízos.

Ao mesmo tempo, são os pais dos alunos que controlam o que professores lecionam em sala de aula. Se um professor decidir fazer proselitismo político em sala de aula, basta que os pais dos alunos (consumidores) reclamem para a direção. Se a escola mantiver essa postura, certamente perderá clientes.

No setor público, resultados ruins não terão repercussão nenhuma para os administradores e professores, e somente prejudicarão aos alunos. Se um professor decidir fazer doutrinação política, tanto melhor, nada acontecerá com ele, principalmente se o discurso agradar ao partido que está no poder.

Nenhum Ministro ou Secretário da Educação será demitido porque um ou mais alunos das escolas públicas deixou de aprender ou abandonou a escola. A escola não deixará de receber novos alunos, mesmo se formar pessoas semi-analfabetas.

No setor público, não existe incentivo em entregar à população um serviço de qualidade. O aluno não é um consumidor para o governo, é um fardo. O governo precisa oferecer educação para as pessoas porque essa é sua obrigação. Um aluno, para o setor público, é um gasto, no setor privado, o aluno é um cliente.

Na mesma esteira, o sistema público de ensino funciona na base do ame-o ou deixe-o. Um pai não possui a liberdade para matricular seu filho no colégio público que quiser, mas sim naquele em que o governo permitir, geralmente baseando-se em critérios geográficos (alunos de um bairro só podem se matricular em colégios daquela localidade, etc).

Ao mesmo tempo, os pais e os alunos não possuem qualquer poder de decisão sobre o conteúdo do aprendizado nas escolas públicas, porque essas decisões foram todas tomadas por agentes do governo, que não se preocuparam em consultar às pessoas diretamente envolvidas. O aluno é um prisioneiro do sistema público.

Qual a solução para quebrar essa lógica perversa? A adoção de um sistema visando financiar a educação de pessoas de baixa renda, por meio do chamado sistema de vouchers.

Funciona da seguinte forma: uma família de baixa renda pode escolher entre mandar seus filhos a uma escola pública ou receber do governo um valor em dinheiro (voucher), que somente pode ser usado em uma finalidade: o pagamento da mensalidade de uma escola particular escolhida por essa família. Seria a mesma lógica do ProUni, mas aplicado ao ensino fundamental e médio.

Esse esquema teria o resultado imediato de garantir às famílias de baixa renda algo que elas não possuem atualmente, a liberdade de escolher entre várias opções de ensino para seus filhos. Pela primeira vez, pessoas pobres teriam a mesma prerrogativa de famílias de classe média e alta: escolher em qual escola seus filhos iriam estudar. Como diria Milton Friedman: “Se pais podem escolher, burocratas não podem mandar”.

Além dessa liberdade, os vouchers criariam um crescimento da demanda por escolas particulares (mais clientes), o que, como resultado, geraria um aumento no número de escolas (empresários correriam para atender a essa nova clientela). Ou seja, maior concorrência, maior competição. Alunos que hoje são prisioneiros do sistema público de ensino iriam se tornar, finalmente, consumidores. E se essas novas escolas não atendessem de maneira satisfatória às necessidades desses alunos? Ora, então elas perderiam seus clientes, como é a lógica do setor privado.

Ao mesmo tempo, as escolas seriam mais plurais, pois haveria maior integração entre alunos de diversas classes sociais, convivendo no mesmo espaço, ao invés da verdadeira situação de segregação que temos atualmente.

Mas o principal resultado do sistema de vouchers seria o seguinte: ao colocar o foco do sistema no consumidor final, ou seja, no aluno, finalmente haveria preocupação em educar as pessoas, em colocá-las plenamente no mercado, em formar cidadãos produtivos, em fazer justiça através da igualdade de oportunidades. O ciclo da pobreza seria quebrado para milhões de pessoas, e, gradualmente, esses cidadãos deixariam de depender do estado para suprir suas necessidades básicas.

Para concluir, é preciso reforçar a ideia de que o maior problema de nosso país é a desigualdade de oportunidades causada pela total ineficiência do setor público de ensino. É hora de reconhecermos que existe um enorme contingente de jovens que mal sabe ler e escrever, e que essas pessoas jamais terão oportunidades de competir em termos de igualdade com alunos de escolas particulares. Como fornecer educação de qualidade para essas pessoas? A solução certamente passa pelas mãos do estado, mas não fornecendo o serviço de maneira direta, por meio de um custoso e ineficiente sistema público, mas sim, pela criação de um sistema de financiamento para pessoas de baixa renda, com o fim de garantir a elas acesso ao sistema privado, mais eficiente e com foco nos resultados.

Educação Redentora

Por Steve das Arcadas

Incrustado em nosso âmago, existe um otário!

Nosso otário não trabalha, odeia produzir e colaborar, parasita sociedade, busca, por todos os meios possíveis (e, geralmente, inconfessáveis), bolsas e outros benefícios sociais.

Luta por miragens vantajosas em tudo, burla a lei, procura, com maior ou menor grau de sucesso, as justificativas canhestras para sua ignomínia.

Ele, aliás, nunca gostou de estudar, de ler, ou de qualquer esforço: propaga, mediante exemplos viciosos, a falta de participação na política, para esconder a realidade da sua completa ignorância no assunto!

Nosso otário é inimigo da verdade e do Bom-Senso!

Por outro lado, felicitemo-nos! Dentro de cada um de nós há, também, um Trabalhador!

Trabalhador que luta para despertar cotidianamente: trabalha, produz, estuda, lê, gosta de ser informado, é o portador das rédeas do próprio destino! Sabe que os governos dependem dele, e não o contrário: é assim que participa ativamente de todo debate político, defende seus ideais, e sabe que estafetas da estirpe dos renans continuam sendo eleitos pelos otários.

Como atributos de nosso ser, a resposta imediata parece ser a procura da destruição do otário, como solução para esse problema. Doce ilusão! Indestrutível, exatamente por ser uma das pedras angulares de nossa personalidade, o otário, assim como o Trabalhador, deve ser alimentado, para se fortalecer.

A missão de cada um de nós é, portanto, reduzir o otário à inércia inanitiva, pois chegará um dia em que nós, os trabalhadores dominantes não suportaremos mais o arrastamento da Injustiça e da Iniqüidade da situação e, famintos, devoraremos todos os otários.

Acabou, há muito, se é que já existiu, o tempo da festa. A vida próspera demanda trabalho e esforço! E, nesta toada, a melhor estratégia para o crescimento do Trabalhador é pela educação! Não essa, hermética e estatal, em que todos ficam deitados, numa eterna espera. É da família, e da comunidade, que deve emanar o estímulo, como obrigação fundamental, desde a mais tenra infância, à leitura, à pesquisa, à informação, ao estudo.

É dever básico de convivência social, a obrigação individualíssima da disseminação e fortalecimento dos Trabalhadores existentes dentro de cada um de nós. A Educação, é sabido notoriamente, é a ferramenta necessária à maiores índices de produtividade, de inovação, de pesquisa, de tecnologia e de cidadania.

É urgente que cessemos de continuar marcando passo, à espera de uma solução mágica de Brasília!

A solução está dentro de cada um de nós!

Terror em dia de luto

por José Licínio

Crimes que refletem o que há de mais patológico na relação entre o alto poder político e o empresarial, notadamente de corrupção e de lavagem de dinheiro, tem sido ultimamente objeto de investigações, processamento e prisões no país, não apenas no âmbito da Lava Jato, mas também de outros casos, como Mensalão, Zelotes, Acrônimo, dentre diversas Brasil afora.

Tal como sucedeu no contexto da Operação Mãos Limpas, na Itália, que, na década de 90, elucidou crimes da máfia e de corrupção envolvendo altos políticos e empresários na Itália, esboça-se mobilização política por um enfraquecimento dos instrumentos institucionais que propiciaram essas operações no Brasil: negociatas, nomeações de magistrados de tribunais superiores que supostamente teriam entendimentos favoráveis aos investigados e réus, tentativas de calar colaboradores e até mesmos projetos de lei que alteram as regras do jogo.

Tais expedientes não estavam logrando êxito, principalmente por força da vigilância da opinião pública.

Paralelamente, o Ministério Público Federal capitaneou o anteprojeto de lei das 10 medidas de combate à corrupção. Objetiva aprimorar o sistema de persecução penal desse tipo de crime, tendo sido abraçado por mais de 2 milhões de cidadãos e por milhares de entidades públicas e privadas. Tornou-se o Projeto de Lei nº 4850/2016, de iniciativa popular, que tramita na Câmara de Deputados.

A última reação foi desfigurar o referido projeto. Na semana passada, proposta de emenda de autor desconhecido, certamente motivado por instinto de autoproteção, propunha a “anistia do caixa dois”. A proposta “sem cabeça” tinha sofrível redação, mas deixava claro seu objetivo: anistiar os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro apurados na Lava Jato.

Como houve pressão da opinião pública, o discurso na Câmara dos Deputados foi de “ninguém sabe, ninguém viu”. O presidente da República, acompanhado dos presidentes da Câmara e do Senado, veio a público, num domingo, dizer que, se fosse o caso, vetaria a “anistia do caixa dois”.

Ontem, dia de comoção nacional, no avançado da noite, foi aprovado o relatório do Projeto de Lei nº 4850/2016. Mas os deputados apresentaram e aprovaram uma série de emendas. Caprichosamente, deram prioridade e aprovaram a que fixa tipos penais de abuso de autoridade por parte de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, não por acaso proposta por parlamentar investigado por corrupção (http://oglobo.globo.com/…/autor-de-emenda-que-desfigurou-10…). Na sequência da madrugada, suprimiram a maioria das 10 medidas, como a previsão do crime de enriquecimento ilícito de agente público, a reforma no sistema de prescrição penal e as disposições que facilitariam a recuperação do lucro derivado do crime.

A rigor, remanesceram apenas a criminalização do caixa dois e a medida que fixa marcos de razoável duração do processo e transparência das estatísticas do Poder Judiciário e do Ministério Público.

O Projeto de Lei nº 4850/2016, em sessão em que abundaram o cinismo e a falta de respeito (vaias contundentes quando da fala do Relator), foi destroçado (http://www2.camara.leg.br/…/520371-CAMARA-APROVA-PROJETO-QU….).

E pior: parlamentares investigados e processados por corrupção e lavagem de dinheiro, legislando em causa própria, materializaram em lei, justo no projeto da sociedade que objetivava aprimorar o combate à corrupção, retaliação contra os responsáveis por investigar e julgar crimes graves que assaltam a República (apenas no âmbito da Lava Jato estima-se o desvio de R$ 6,4 bilhões, tendo sido repatriados R$ 745,1 milhões e bloqueados 2,4 bilhões em bens dos réus – http://lavajato.mpf.mp.br/…/result…/a-lava-jato-em-numeros-1).

Com placar apto a aprovar emenda constitucional (Sim: 313; Não: 132; Abstenção: 5), os deputados inseriram tipos penais funcionais abertos, que criminalizam interpretações e opiniões, e a previsão de queixa crime subsidiária, isto é, a possibilidade do próprio investigado ou processado ajuizar a ação penal contra o membro do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Ao invés de avançar no combate à corrupção, em sintonia com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e com experiências de países mais avançados, o Projeto de Lei nº 4850/2016, ora aprovado, veicula retrocesso, com grande potencial de repercutir na investigação e processamento não apenas de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, mas também de quaisquer outros crimes, inclusive homicídios, roubos, tráfico de entorpecentes e terrorismo.

A Lava Jato e demais importantes operações contra a grande corrupção sucedem independentemente da aprovação das 10 medidas de combate à corrupção: desenvolveram-se e alcançaram sucesso na defesa do interesse da sociedade com base em instrumentos legais já disponíveis.

Porém, as 10 medidas de combate à corrupção propiciaram que os deputados lograssem fazer “do limão uma limonada” no interesse da impunidade.

É medida de bom senso que o Projeto de Lei nº 4850/2016, agora a caminho do Senado, seja rejeitado. Só a sociedade pode evitar o pior.

Falácias da Esquerda Volume II: “Só a esquerda se preocupa com os pobres!”

Por Simão Cireneu

Dando seguimento à nossa série “Falácias da Esquerda”, abordaremos hoje uma mentira historicamente repetida à exaustão, a ponto de quase ter se tornado uma “verdade” aparente para o senso comum – mas não para o Bom Senso: a ideia de que só a esquerda se preocupa com os pobres.

O critério de análise que utilizaremos para desconstruir provar exatamente o contrário, ou seja, que a esquerda não está nem aí para os pobres, é bem simples: “julgue um homem por suas ações, e não por suas palavras”. A esquerda critica as religiões cristãs, mas ela própria é uma grande pregadora com assomos de culto: vomita dogmas, “verdades” e presunções, castigando quem dela discorda.

Se observarmos o mundo com os olhos míopes da esquerda, teremos a impressão de que antes de toda a groselha escrita por Marx (o “bessias”?), a humanidade nunca havia se preocupado com a assistência aos menos favorecidos. Durante todo o lapso temporal compreendido entre a época em que nossos ancestrais desceram das árvores e aprenderam a utilizar o polegar opositor, até a Revolução Industrial, o egoísmo imperou no seio da sociedade, de acordo com a esquerda. Era “cada um por si”, até que o polímata Marx descobriu a roda da sociedade: a luta de classes, a guerra constante entre opressores e oprimidos, abastados e miseráveis, exploradores e explorados.

Desde então, com o surgimento da esquerda dotada de “consciência social”, os pobres passaram a ser defendidos com unhas e dentes – no mundo imaginário e idealizado da esquerda.

Passemos agora aos fatos: até hoje, nenhum regime totalitário de cunho socialista/comunista acabou com a pobreza, tampouco foi capaz de amenizá-la. Pelo contrário, todos os regimes totalitários de esquerda conseguiram o inimaginável: socializar a pobreza, tornando pobre toda a população, com exceção da burocracia estatal que sempre gozou de benesses e privilégios. União Soviética, República Popular da China (até substituir a economia planificada pelo capitalismo de Estado, de laços, de compadrio), Alemanha Oriental, Cuba e, mais recentemente, Venezuela, todos quebraram. Do ponto de vista econômico, todos os regimes totalitários de planejamento central fracassaram. O Estado se mostrou incapaz de reduzir as desigualdades sociais por meio de intervenção na economia. O livre mercado, pelo contrário, é o instrumento (espontâneo) mais eficiente para tanto, a despeito de não ser este seu objetivo. A redução das desigualdades sociais é uma espécie de bem colateral (como oposto de dano colateral) resultante de trocas espontâneas, todas individuais, sem exceção, e que geram externalidades positivas. Ao maximizarem a utilidade de seus bens por impulsos egoísticos, toda a riqueza produzida circula de forma espontânea e natural. Além disso, a economia de (livre) mercado permite que qualquer cidadão produza e transacione riquezas da forma que entender conveniente, dando-lhe a possibilidade de prosperar por meio de seu próprio esforço. O Estado liberal não é assistencialista, não dá o peixe. O mercado é um oceano de oportunidades colocadas à disposição do homem que pode, com o suor de seu trabalho e um mínimo de educação (instrução), melhorar sua condição.

Passando do plano coletivo (Estado) para o individual, também notamos o cinismo da esquerda refletido em sua total ausência de ações concretas para diminuir a pobreza. Das mesas de caríssimos restaurantes ou debruçados sobre os teclados de seus MacBooks, o jet set Rive Gauche adora pregar a salvação dos pobres. Não por ação própria, mas sempre por meio do Estado.

Samaritano de Esquerda

Se dotada de Bom Senso fosse, a esquerda já teria reconhecido, em primeiro lugar, que a redução da pobreza só pode ser concretizada por meio da ação individual. Ações individuais de cunho moral, entretanto, dependem da assunção de certas responsabilidades. Na cabeça de um esquerdista oba-oba, acabar com a pobreza (coletiva) é função/dever/responsabilidade do Estado. Já na concepção de mundo de um ser dotado de consciência (individual, e não social), aliviar a pobreza (específica, de alguém que se vê na rua passando dificuldades) é um dever moral pessoal e intransferível. O homem dotado de razão sabe que a melhor forma de contribuir com a diminuição da pobreza é por meio de suas próprias ações concretas, sem terceirizar para o Estado a responsabilidade pelo bem-estar de seu semelhante, como sempre fez a esquerda.

Note que essa responsabilidade pessoal, esse dever moral intransferível de ajudar os pobres, é muito anterior a Marx (que nem de sua própria família foi capaz de cuidar). Basta abrir o livro mais “reacionário e opressor” já escrito, a Bíblia, em Lucas 9:13: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. O Cristo pregava sempre a caridade, a fraternidade, o amor ao próximo. Não há, em nenhuma passagem do Evangelho, qualquer ideia do tipo “construa um Estado totalitário, centralizador e com economia planificada, e todos terão de comer”.

Independentemente de qualquer crença, é inegável que a forma individual mais eficaz de se combater a pobreza (fora do mercado) é a caridade. Estender a mão ao próximo. Oferecer-lhe um prato de comida. Abrigo. Conforto. Atenção. Amor. Trabalho. Como evolução dessa postura individual surgiram várias associações (espontâneas) entre indivíduos, que se preocupam com o bem-estar dos menos favorecidos: em primeiro lugar, as próprias igrejas Cristãs (excetuadas algumas vertentes caça-níqueis atuais), e depois outras instituições como a Franco-Maçonaria, os Rotarianos, etc., e grupos menores como associações de bairro. Há muita gente bem intencionada por aí, que não é de esquerda, e que extrapola as boas intenções, arregaça as mangas e parte para a ação.

Qual foi a última vez em que você viu um esquerdista praticando caridade? Você já viu algum esquerdista-membro-de-clube-do-uísque-dono-de-garrafa-num-boteco-chic-e-descolado-em-Pinheiros doando algo a alguém? O esquerdista não doa nada, nem mesmo o seu tempo. A esquerda adora tomar bens alheios, por meio de confisco, invasões, estatização, corrupção, etc. Raramente, entretanto, se ocupa em servir, em ser a mão amiga, em assumir responsabilidade pelo próximo. Fato é que para a esquerda, ninguém é próximo, não há indivíduos. O amor ao próximo não tem serventia para a concretização de seu projeto de poder. Almas caridosas dificilmente se tornam idiotas úteis. A esquerda vê a pobreza conceitual no mundo, mas não vê o mendigo que passa frio na esquina. Prefere atravessar a rua. Não enxerga o ser humano que vive ao lado, mas apenas abstrações, como humanidade, justiça social, classes, etc. Talvez esta seja a forma de racionalizar o cinismo contumaz impregnado em sua essência: pregar algo, mas fazer exatamente o contrário, ou se isentar do dever moral individual de fazê-lo.

No fim das contas, o mundo continua mundo, e pouco a pouco a sociedade retoma a noção da importância da responsabilidade individual pelo bem-estar do próximo, como condição indispensável para o seu próprio bem-estar, assim como da importância do livre mercado como repertório infinito de oportunidades de prosperar individualmente sem recorrer ao Estado.

Diante de tantos bilhões (trilhões?) desviados no Mensalão e no Petrolão, a esquerda apenas argumentou que “não havia inventado a corrupção, que sempre existiu no Brasil”. Ou seja, apenas tentou legitimar seus crimes, que curiosamente não serviram como meio para construir nem sequer uma única creche, que seria um lapso robinhoodeano de boa ação moralmente condenável. Assim que teve acesso ao erário, a esquerda tratou de encher os próprios bolsos. A farinha nunca foi pouca, o problema é que a esquerda só vê seu próprio pirão.

“Ah, mas e o Bolsa Família?” – pode perguntar um ignorante bem intencionado. Comparado à quantia desviada pelo partido de esquerda que governou o Brasil nos últimos 13 anos, o Bolsa Família foi dinheiro de pinga. Ao assumir o governo há 13 anos, a esquerda poderia ter investido todo o dinheiro desviado em educação. Um jovem com 7 anos de idade à época, começando a ser alfabetizado, poderia ter recebido uma educação escolar / técnica / universitária capaz de ensiná-lo a pescar, gerar e distribuir riquezas. Não o fez porque não o quis.

A Máfia da Mídia e as Eleições Americanas.

Por Francisco Angelo

Mais do que errar, eles mentiram.

O leitor já deve ter ouvido que a maior derrotada nas eleições americanas, juntamente com Hillary Clinton, foi a mídia de massa. A famosa mainstream media, que errou todas as suas previsões. Mas talvez o leitor não tenha escutado que a mídia sai desmoralizada não só por isso, como muitos vem dizendo, mas porque há claros e abundantes indícios de uma cobertura que foi além do incompetente e do partidário, chegando ao criminoso.

Sobre a mídia brasileira, seu papel foi tão medíocre que vou dedicar a ela apenas este parágrafo.  É muito fácil entender como ela errou tão grosseiramente suas previsões. Via de regra, nossos jornalistas e correspondentes internacionais acreditam que o seu trabalho é ler o New York Times, a The Economist, a revista Time e passar um resumão tosco para a galera aqui no Brasil. Então, o pessoal da GloboNews, Gugas Chacras, Caios Blinders, Reinaldos Azevedos e Antagonistas basicamente fizeram isso e entraram na torcida. Outros chegaram a adentrar a seara criminosa como Monalisa Perrone, que passou informações mentirosas sobre Trump ter afirmado odiar Negros e Muçulmanos, num ato tão abjeto somente superado pelo fato dela ainda manter o seu cargo nas organizações Globo.

A grande mídia internacional e principalmente americana, fonte da qual nossa imprensa bebe sem filtro, não foi apenas incompetente na sua cobertura sobre o pleito eleitoral, mas principalmente por ter tomado uma atitude partidária, tornando-se um órgão mais de propaganda que de jornalismo, trabalhando para persuadir eleitores ao invés de informá-los.

E agora, caro leitor, a mainstream media e seus bonecos falantes sobem nas tamancas com os peitos estufados de empáfia e arrogância preparados para explicar-lhe porque o que eles disseram que não iria acontecer de jeito nenhum, acabou aconteceimagesndo.

Você não vai ser trouxa de continuar escutando eles, vai?

Ainda bem, então vamos lá. Começarei deixando claro que a eleição do Trump foi muito menos surpreendente do que a mídia quer fazer acreditar. Muita gente fora e dentro do Brasil já havia previsto isso. E não porque acertaram meros palpites, mas porque apresentaram uma análise embasada em fatos e evidências da realidade concreta.

Entre eles, merecem crédito os brasileiros Alexandre Borges, Flavio Morgenstern, Filipe G. Martins, Olavo de Carvalho e Alan Ghani entre os que apostaram na vitória do bilionário.

Dito isso, vamos agora dissecar o que levou a uma cobertura tão tendenciosa e crimonosa por grande parte da mídia, puxando o resto da imprensa a reboque. Como afirmou o colunista e  escritor Ken Silverstein – um dos poucos coucos esquerdistas a ter a coragem de dizer quão comprometida estava a mídia com a eleicão de Clinton :

“Estas eleições desgraçaram a profissão do jornalismo como um todo”

Vou identificar 6 fatores. Prometo que a coisa é inacreditável e assustadora, mas, graças ao Wikileaks, os e-mails estão aí para legitimar minhas afirmações.

Por que tantos foram a reboque e entraram na onda?

1) Efeito Bolha

O Efeito bolha manifesta-se de duas maneiras, territorial e social. O aspecto territorial é fácil de explicar: a grande mídia encontra-se nas grandes cidades, distante das zonas rurais e industrias onde os habitantes tem sofrido mais desde a crise de 2008. Isso também ocorreu no Brexit, onde a certeza de que o Reino Unido permaneceria na União Européia era tão grande, que no dia da votação as casas de apostas de Londres davam como 1 em 6 as chances do Brexit passar no referendo popular.

O mapa abaixo mostra isso claramente, por CRIME, leia-se aglomerações urbanas e perceba como Donald Trump venceu de maneira maciça fora das grandes cidades.

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O Efeito bolha também se manifesta socialmente. As pessoas tendem a conviver com quem pensa como elas, criando o que os americanos chamam de efeito “Câmara de Eco”, onde apenas ideias semelhantes umas as outras encontram reverberação e se reforçam mutualmente. Dado o viés ideológico esquerdista de grande parte da mídia, podemos imaginar a intensidade com que isso aconteceu. Vale relembrar a célebre frase de Pauline Kael, da revista New Yorker, quando surpreendida pela derrota acachapante de McGovern para Nixon em 49 dos 50 estados americanos: “mas todo mundo que eu conheço votou nele” (em McGovern no caso).

2) Efeito Torcida

O nome já diz do que se trata. Com o efeito torcida, o jornalista e o analista acabam acreditando no próprio “hype” que criam, como o mentiroso que passa a acreditar na própria mentira. Trocando em miúdos, o sujeito faz uma matéria tendenciosa para forçar o ponto de vista pelo qual se sente inclinado e acaba por acreditar que aquilo é um retrato fiel da realidade. A partir daí, busca – involuntariamente até – dados que reforçam ainda mais a sua visão de mundo e ignora aqueles contrários a ela. Aliado ao efeito bolha, o efeito torcida explica a total estupefação da mídia americana e nacional quando estavam transmitindo os resultados da apuração ao vivo.

 

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3) Fé cega em pesquisas eleitorais, ignorando a realidade

Não quero entrar aqui no mérito da idoneidade ou não das pesquisas eleitorais, porque o tema é extenso e não é central a este artigo, mas fato é que as pesquisas erraram maciçamente (com exceção do L.A. Times, que consistentemente vinha apontando uma vitória de Trump). A coisa é suspeita, sem dúvida. Mas num ano onde as pesquisas já haviam errado de maneira retumbante no referendo do Brexit, cujos paralelos com a eleição de Trump não são poucos, confiar apenas em pesquisas eleitorais como fonte de informação é negligência jornalística.

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Evidentemente que as pesquisas são um dado relevante, mas existe outra fonte riquíssima de dados que a mídia decidiu ignorar, a realidade concreta. Só para ficar num exemplo básico: os comícios de campanha. O candidato republicano vinha lotando comício atrás de comício em vários estados, enquanto Hillary tinha comícios tépidos, dependendo de shows de celebridades como Jay-Z, Beyoncé e Lady Gaga para atrair metade do público de Trump. Será que isso não seria um indicativo de que havia muito mais entusiasmo por trás de um candidato do que do outro? Evidentemente. Mas esta, entre muitas outras evidências foram ignoradas pelos “sábios” da mainstream media.

Desmascarando os que conspiraram, mentiram e difamaram

4) Jornalistas Corruptos

Sobre os 3 pontos acima, parte da grande mídia já começou a fazer um mea-culpa para limpar a própria barra, inclusive Jim Rutemberg, do New York Times admitiu o óbvio em artigo publicado logo após as eleições,  que grande parte da mídia esqueceu de fazer jornalismo e caiu na torcida por Hillary. Na realidade, o NY Times e Rutemberg, entre outros, abandonaram completamente seu papel de noticiar e passaram a meros cabos eleitorais. Posto isso, finalmente chegamos aos temas cabeludos que o corporativismo dos jornalistas e editores da maisntream media vai impedir que sejam abordados. Não estou falando dos erros da imprensa, mas dos seus crimes.

Os vazamentos pelo Wikileaks dos e-mails de John Podesta, coordenador da campanha de Hillary e um dos lobistas mais poderosos do mundo  e dos e-mails dos servidores do Comitê Nacional Democrata (DNC) mostraram que pelo menos 65 jornalistas atenderam a jantares secretos na casas dos membros mais graúdos da campanha de Hillary – incluindo Podesta. Dos principais veículos da mídia de massa, apenas jornalistas da Fox News – com viés republicano – não foram convidados.

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A ficha corrida de John Podesta é longíssima e sua relação com os Clinton remonta a 1993. Durante o governo de Bill Clinton, Podesta chegou a ser seu chefe do staff (Chief of Staff), cargo de suma importância e ocupado sempre por um homem de confiança do presidente. Além de lobista, Podesta é conhecido com o fixer do casal Clinton, ou seja, o homem encarregado do serviço sujo para abafar escândalos. Podesta é um personagem nefasto, suspeito até de fazer parte de uma rede de pedofilia, dado o conteúdo perturbador de muitos de seus e-mails

Voltando aos e-mails revelados pelo Wikileaks,  eles também mostram que a campanha de Hillary contava com aliados trabalhando ao seu favor dentro de grandes órgãos de imprensa, como Kenneth Vogel do site Politico que chegou a mandar matérias suas para que a campanha de Hillary as revisasse e aprovasse, além de Maggie Haberman do New York Times, John Harwood – correspondente chefe da rede CNBC em Washington, entre outros. Podesta revelou em email que a campanha de Hillary podia contar com os colaboradores citados acima, entre outros, para promoverem uma agenda alinhada com a campanha de Clinton na grande mídia.johnharwood

 

O simples fato de que até agora nenhum destes jornalistas foi demitido ou repreendido pelos órgãos de mídia que os empregam demonstra como este tipo de relação promíscua é comum, aceita e endêmica. Também revela quão comprometida e podre está a maisntream media, o que nos leva ao próximo ponto: não estamos lidando apenas com jornalista infiltrados, mas com todo um aparato corrupto em sua essência.

 

4) A grande imprensa marrom – conchavos dos conglomerados de mídia com a campanha de Hillary.

Em um tradicional jantar de caridade católico (o Alfred E. Smith dinner) em Outubro, logo após o último debate presidencial entre os dois candidatos à presidência, Donald Trump fez um discurso bem humorado mas muitíssimo duro, onde disse ironicamente, que tinha sido um prazer conhecer pessoalmente as pessoas que estavam trabalhando arduamente na campanha de Hillary, os diretores da NBC, CNN, CBS, ABC , The New York Times o Washington Post. Todos presentes no evento. Veja vídeo legendado abaixo. Minuto 2:20.

O candidato republicano foi muito criticado pela imprensa por afirmar repetidamente que a cobertura da mídia era tendenciosa. Fato que, os e-mails do Wikileaks vieram a corroborar. Mais incriminatório, do entanto, foi o silencio da imprensa perante as evidencias gravíssimas reveladas pelos e-mails hackeados de John Podesta e do Comitê Nacional Democrata (DNC).

A maioria da mídia preferiu calar a respeito dos e-mails que traziam a luz suas relações incestuosas com a campanha de Clinton, manchando a reputação de vários jornalistas e grandes órgãos da mídia. Ao invés disso, apostaram na narrativa – já provada falsa – de que a Russia havia hackeado os e-mails na tentativa de influenciar as eleições americanas.

Bastaria a imprensa divulgar o conteúdo dos e-mails para revelar o projeto criminoso de poder que a campanha de Hillary representava. (Qualquer semelhança com o PT não é mera coincidência. Recomendo este artigo do Senso Incomum sobre o Petrolão dos Clinton entre outros ao leitor que quiser saber mais).

Para compreender a gravidade do que o WikiLeaks trouxe à tona, coloco aqui uma lista dos 100, isto mesmo, 100 fatos mais graves que a grande mídia preferiu varrer para baixo do tapete ou apenas mencionar de passagem.

 

Top 30 revelações dos emails do Wikileaks:

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  • Obama mentiu, ele sabia do servidor secreto de email de Hillary Clinton, chegando até a escrever para ela usando um pseudônimo. Houve acobertamento de evidências e intenção de destruir provas
  • Doações de financiadores da ISIS. Hillary Clinton recebeu doações e apoiou países como Arábia Saudita e Qatar, CONSCIENTE de que estes países estavam financiando a ISIS e outros grupos terroristas.
  • Estelionato eleitoral. Hillary Clinton tinha posições e propostas de campanha secretas diferentes e muitas vezes antagônicas das que dizia ter publicamente
  • Estelionato eleitoral. Sua campanha pagou arruaceiros para incitar violência e promover a desordem em comícios de Donald Trump.
  • Pão e circo. Sua campanha queria cidadãos “desinformados” e “obedientes”
  • Hillary apagou seus emails incriminatórios. O governo Obama acobertou suas ações. Ela perguntou se poderia usar ajuda do poder da executivo da Casa Branca para esconder isto do Congresso.
  • Corrupção e compra de influência internacional. O rei do Marrocos doou 12 milhões de dólares para a Clinton Foundation para ter uma reunião com Hillary. 6 meses depois o Marrocos recebe aval para compra de armas da então secretária de estado (Hillary Clinton).
  • Obstrução e corrupção da justiça. A campanha de Hillary manteve contato direto com o Departamento de Justiça sobre a investigação a respeito de seu servidor privado de emails.
  • Bill Clinton recebe 1 milhão de dólares  do Qatar de “presente de aniversário” r na época em que Hillary era Secretária de Estado. O Qatar recebe um aumento no aporte de armamentos militares de 1482%.
  • Fraude nas eleições primarias do partido Democrata contra seu concorrente Bernie Senders. Executada tanto pelos líderes do DNC (Democratic National Comitee) quanto por funcionários da campanha de Hillary.
  • Fraude na Saúde. John Podesta menciona manobras para manter preços elevados dos medicamentos contra a AIDS dentro dos Estados Unidos.
  • A CNN ajuda Hillary, através de Donna Brazile, ex-líder do DNC, a CNN vazou perguntas no primeiro debate para Hillary Clinton
  • Campanha de Hillary comemora o assassinato de um adolescente negro, porque isso ajudaria sua campanha.
  • Difamação e calúnia. Membros do partido democrata criaram perfil no Craigslist com denúncias falsas de assédio sexual contra Trump
  • Manipulacão de pesquisas eleitorais. John Podesta envolvido em pesquisas eleitorais tendenciosas – selecionando maioritariamente eleitores de Hillary
  • Terroristas entre os refugiados. Hillary admitiu privadamente que terroristas iriam infiltrar o programa de refugiados vindos da Siria, contrária a sua posição nos debates.
  • Vazamento de informações confidenciais. Hillary enviou informação confidencial do serviço de inteligência para o email pessoal de John Podesta, que depois viria a ser hackeado.
  • Crime eleitoral. Hillary aceitou doações estrangeiras para sua campanha, o que é ilegal.
  • Mancumunada com a mídia. Repórteres, jornalistas e comentaristas dos maiores veículos de comunicação (CNN, ABC, NBC, MSNBC, NY Times, e muitos outros) participarem de jantares secretos com Hillary Clinton e membros de sua campanha
  • Lavagem de dinheiro. Democratas usaram empresas de lobby para “esquentar” doações de campanha ilegais de fontes estrangeiras.
  • Funcionários de Hillary admitem está “manchada” e “muito vulnerável” devido aos escândalos de corrupção e recebimento de propina.
  • Ligações com George Soros e influência deste sobre Clinton, que atendendo a pedidos do bilionário, interveio em questões com o governo da Albânia enquanto era Secretária de Estado.
  • Inside Trading. Funcionários da campanha de Hillary pegos fazendo inside trading na Bolsa de valores e beneficiando-se de informações privilegiadas. O que é crime.
  • Entrevistas de TV pré-ensaiadas. Entrevista com o jornalista Chris Hayes do canal de notícias MSNBC’s foi inteiramente pré-ensaiada. Palavra por palavra.
  • Venda de políticas públicas. Hillary mudas suas políticas publicas de acordo com os interesses de seus doadores de campanha
  • Falsos protestos e cumplicidade da mídia. Conspiração com o CEO da rede Univision para cobertura de falsos protestos contra Trump.
  • Verdade sobre o acordo com o Irã. Admissão de que o acordo de não proliferação nuclear com o Irã é péssimo, apesar de defendê-lo em público
  • Clinton Foudation é uma fachada. Bill Clinton admite que a Clinton Foundation não possui projetos reais. Ou seja, trata-se de uma fachada para venda de influência em escala global.
  • Relação incestuosa com a mídia. Campanha de Hillary trabalhou com centenas de jornalistas nos bastidores.
  • Jornalista assume ter se vendido. Glenn Thrush do site Político admite que havia se vendido e oferece seus serviços a John Podesta por email.

 

Já ouviu a mídia falar sobre o Project Veritas?

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Outro caso gravíssimo foi a mainstream media ter decidido ignorar as revelações feitas pelo Project Veritas, do jornalista investigativo James O’Keffe, que durante um ano se infiltrou em organizações operacionais aliadas à campanha de Hillary e sob o seu controle direto. As vídeos reportagens produzidas por O’Keefe são estarrecedoras, pois revelam operadores graúdos da campanha de Hillary admitindo neste e neste vídeos que:

  • Infiltraram arruaceiros nos comícios de Trump
  • Usavam até de pessoas desequilibradas e potencialmente perigosas para este expediente.
  • Incitaram violência em comícios e eventos do candidato republicano.
  • Criaram situações de risco que chegaram a cancelar comícios de Trump.
  • Organizam protestos com manifestantes profissionais (como os nossos mortadelas)
  • Fraude Eleitoral. Estavam planejando fraudes eleitorais levando eleitores de um estado para o outro.

Além disso, O Presidente da ONG Media Matters assume em vídeo que estava sabotando conservadores que apoiavam Trump.

É assustador que algo tão grave, com evidências tão cabais não foi divulgado pela grande mídia como o escândalo que é (lembrando, os perpetradores foram gravados assumindo seus crimes em vídeo).  A omissão da mídia é em sí um forte indício de um acerto espúrio e incestuoso entre os seus altos escalões e a campanha de Hillary.

 

5) A campanha de difamação para destruir Trump

O favorecimento dado a Hillary Clinton pela mainstream media ficou apenas em fazer vista grossa quanto as evidências de seus crimes, mas principalmente de engajar-se em uma campanha ativa e virulenta de difamação de Donald Trump.

Após a vitória do bilionário nas primárias republicanas, a cobertura da candidatura de Trump pela grande mídia tornou-se uma verdadeira campanha de assassinato de reputação. A coisa foi tão flagrante que até o âncora e ícone da Fox News, Bill O’Reilly, afirmou categoricamente em seu programa que 3 dos grandes conglomerados de mídia haviam mandado seus empregados “destruírem Trump”. E reiterou que não se tratava apenas de jornalistas individuais, mas uma ordem de cima para baixo. São palavras muito duras e diretas. Veja o vídeo abaixo.

De onde será que vêm os rótulos de louco, fascista, xenófobo, misógino e racista que a mídia insistentemente vem colando na figura de Trump?  Não se trata aqui de defender o presidente eleito, que é frequentemente indelicado e capaz de declarações exageradas e grosseiras. No entanto, a mídia constantemente distorceu suas palavras e propostas ao longo da batalha eleitoral contra Hillary Clinton.

O mais interessante é que durante as primárias republicanas, a mídia deu um espaço tremendo para Trump, cobrindo sua candidatura diariamente. Muito se comentava na época sobre a genialidade do bilionário em conseguir tanta exposição gratuita na mídia, o que fortalecia sua candidatura. É claro que sua personalidade abrasiva e o fato de ser uma celebridade polêmica, combinadas ao seu instinto natural para lidar com a mídia o ajudaram muito, mas, novamente, são os e-mails de John Podesta que colocam as pinceladas finais neste quadro.

Em um e-mail de Abril de 2015, Podesta deixa claro que era do interesse da campanha de Hillary ter um oponente mais à direita dentre os candidatos republicanos, pois assim seria mais fácil difamá-lo na corrida presidencial – como haviam feito em 2012 com Mitt Romney – aumentando sua rejeição com o eleitorado e facilitando o caminho de Hillary à Casa Branca.

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Esta estratégia fica mais evidente ainda quando analisamos as campanhas dos dois candidatos. Por um lado, a campanha de Trump apresentava propostas de mudança, galvanizadas no slogan “Make America Great Again”, enquanto a campanha de Hillary apostou todas as suas fichas no discurso do medo e no assassinato de reputações.  Toda argumentação era focada no perigo que Trump representava como candidato, “um louco com acesso aos códigos nucleares” e na caracterização do candidato Republicano como um misógino, racista, islamofóbico e afins.

Felizmente, Podesta e seus asseclas fizeram uma leitura completamente equivocada da situação. Um candidato anti-establishment como Trump, sem papas na língua, capaz de enfrentar a mídia de frente e trazer para o debate questões de real apelo popular, revelou-se um oponente muito mais duro do que um Republicano moderado aos moldes de Mitt Romney.

A campanha de Clinton também não contava com os vazamentos do Wikileaks e com o trabalho incessante da mídia independente em apurar e divulgar em seus sites e nas mídias sociais cada nova leva de e-mails que vinha à tona.  Portais independentes como Drudge Report, InfoWars, Breitbart além de vários indivíduos e autores foram o fiel da balança, contestando semana após semana a narrativa da mainstream media, do “já ganhou” para Hillary bem como a campanha de difamação contra Trump. O volume de trafego na web destes sites demostram como foram influentes, em muitos casos tendo muito mais visitantes que CNN, FOX News, NBC e afins.

 

Mas como algo tão conspiratório pode acontecer?

Primeiramente, existe uma ilusão de que há vários órgãos de mainstream media nos EUA. Jornais, canais de TV, revistas, sites de notícias etc. Tirando o rádio e a mídia independente na internet isto não acontece (não estamos falando dos marrons HuffPost, Buzzfeed, Vox e Politico, pelo amor de Deus). Na realidade, 6 empresas controlam toda a mídia de massas americana.

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Recomendo ao leitor que ouça o discurso anti-establishment de Trump em suas próprias palavras no vídeo legendado abaixo, o que explica muitos dos pontos que abordei.

As empresas de lobby, Think Thanks e ONGs de Washington, tornaram-se um grande balcão de comércio de interesses para diferentes grupos, inclusive governos estrangeiros, muitas vezes frontalmente hostis aos Estados Unidos e seus valores.

Neste cenário, homens como John Podesta – que tem grandes conglomerados de mídia como seus clientes – costuram alianças e selam pactos nos bastidores. Promovendo um alinhamento e consolidação cada vez maior entre os donos do poder financeiro capazes de comprar influência e os políticos ávidos por vendê-la, como o casal Clinton. Um toma-lá-dá-cá em escala global. O capitalismo de laços globalista.

Assim, é previsível que candidatos de fora do establishment, como o próprio Bernie Sanders e obviamente, Donald Trump – que colocou o combate ao lobby e à compra e venda de influência como prioridades do seu plano de governo para os primeiros 100 dias – são naturalmente vistos como ameaças a serem combatidas.

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Ao analisarmos os outros principais pontos da plataforma de Trump, a imagem do que o alto escalão de Washington faz entre quatro paredes começa a ficar mais nítida. Bem como o seu intuito em destruir a candidatura do bilionário de língua afiada. Alguns pontos em que o agora presidente eleito bateu com força foram o combate à imigração desenfreada (que atualmente é fonte de mão de obra barata para o agronegócio e indústria); o  fim das “Cidades Santuários” para imigrantes (que é uma política de formação de currais eleitorais para o partido Democrata); revogação do Obamacare (mistura perniciosa do estado com as indústrias dos planos de saúde e farmacêutica), critica ferrenha a acordos comerciais como o NAFTA e o TPP (que facilitam multinacionais americanas a relocarem suas fábricas para o México e importar de volta os produtos com baixo imposto).

Basta ver a posição da mídia após as eleições para perceber que a campanha de difamação continua firme e forte e vai seguir assim, tendendo a intensificar-se durante os próximos 4 anos, principalmente se Trump de fato começar a implementar as suas propostas de campanha, majoritariamente contra os interesses da indústria do lobby internacional e seus clientes.  Portanto caro leitor, prepare-se para a longa e desgastante campanha de assassinato de reputação que já começou, assim como os protestos  anti-Trump, organizados  e orquestrados pelos grupos de interesse – centralizados na figura de George Soros –  por trás da campanha de Hillary e as ONGs e movimentos finaciados por eles. (sim, igual aos nossos mortadelas)

 

Adendo final: A esquerda esfacelada.

Esqueça os idiotas que aparecem na mídia ou na sua timeline falando em racismo e xenofobia, isso não passa de comparsas e torcedores de Hillary procurando um bode expiatório ao invés de se olharem no espelho e admitirem que apoiaram a candidata mais corrupta a concorrer à presidência dos EUA, como a lista acima (resumida) de falcatruas reveladas pelo Wikileaks e Project Veritas, entre outros escândalos anteriores demonstra.

Donald Trump é a criação não só da sua corajosa campanha, mas também consequência de 8 anos de uma administração desastrosa de Obama. O voto em Trump é uma resposta à ditadura do politicamente correto, que tomou conta da mídia e das universidades americanas e acima de tudo, é fruto de uma esquerda que perdeu o rumo, rachando-se entre os comparsas do projeto criminoso dos Clinton e as diversas facções da esquerda “progressiva” (regressiva e autoritária), que vivem numa constante cruzada para empurrar ideologia de gênero, ativismo racial, militância LGBT, abortismo, banheiros unissex e afins goela abaixo da sociedade. (de novo qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência).

Garçom, uma dose de capitalismo, por favor!

por Romildo Perez

Para aqueles que não me conhecem, sou um advogado de seus trinta e alguns anos, que há quase uma década decidiu trocar uma posição confortável de empregado num renomado escritório de advocacia pelo desafio de ter um negócio próprio.

Hoje, tenho 3 sócios e emprego diretamente outras 7 pessoas. Não tenho salário fixo, nem férias, nem décimo terceiro. Assumo todos os riscos da minha atividade, para o bem ou para o mal. Confesso que não há qualquer glamour nisso. Pelo contrário, sempre tive para mim que empreender não seria tarefa fácil. O que me moveu (e ainda me move), porém, é o senso de exercício da liberdade e da auto iniciativa cuja possiblidade deveria ser franqueada a todos os seres humanos. Para mim, o maior conceito de justiça é ser livre para escolher.

Estou ainda engatinhando no mundo empresarial, mas há algo que já posso afirmar com toda a certeza do mundo, para tristeza e espanto do seu professor de história e do seu amigo que segue a Socialista Morena: não existe capitalismo no Brasil. Aliás, nunca existiu.

Então, antes de sair por ai metendo o pau no grande capital que achaca os pobres desse país, botando a culpa no empresário por todas as mazelas sociais que cá existem é melhor refletir. Seriam nossas mazelas frutos do famigerado capitalismo selvagem ou na verdade resultado de uma outra coisa bem diferente dele? E mais: se ele nunca deu o ar da graça aqui por essas bandas, por que raios não podemos dar ao capitalismo uma chance?

O tema desse artigo renderia um tratado inteiro. Mas, fiquemos com o básico.

Admito que é difícil encontrar um conceito único de capitalismo, até porque não se trata de uma ciência ou de um modelo teórico, mas sim de uma construção social. Mas fato é que, seja qual for a definição, há três alicerces principais que o sustentam: (i) isonomia; (ii) estabilidade nas regras; e, (iii) não intervencionismo.

Justamente o oposto do que se passa no Brasil.

Vejamos, sucintamente.

 

A Isonomia de compadrio (ou: para rir, tem que fazer rir):

A isonomia na ótica capitalista implica em conferir a todos os agentes do mercado as mesmas possiblidades de empreender, sem que sejam concedidos benefícios ou privilégios para um ou para outro.

Oras, no Brasil a lógica que vale é outra: a de que os amigos do poder sempre terão suas vantagens asseguradas. Se quiser rir, tem que fazer rir.

O Petrolão é a mais clara manifestação empírica do capitalismo de compadrio que vigora no país: uma oligarquia divide o mercado, na base da propina e da concessão de favores individuais. São criados os famosos “campeões nacionais”, que arrebentam com a concorrência e com o sistema de preços. Esses são vendidos como verdadeiros heróis, orgulho do empresariado brasileiro, capazes de competir internacionalmente com as maiores empresas do mundo, dando-se de ombros para o fato de que não é ai que estão os maiores geradores de emprego do país, tarefa desempenhada pelos pouco afamados pequenos empreendedores.

Sem isonomia, não há livre concorrência. Sem livre concorrência, os melhores e mais capacitados agentes de mercado correm o risco de perder espaço para outros, menos capazes e menos competentes, mas que se valem de vantagens ocultas estranhas ao modelo.

Mas essa camaradagem de favores trocados também propaga suas teias para outros cantos. Não basta privilegiar os amigos e os amigos dos amigos. Há que se financiá-los também.

Destaca-se ai a figura dos bancos públicos e dos bancos de fomento – em particular o BNDES – que empregam recursos dos pagadores de impostos para financiar pesadamente a atividade privada, com juros baixos e subsidiados, sempre privilegiando o grande empresário em detrimento dos pequenos agentes do mercado. Dinheiro público emprestado barato para quem menos precisa. Dinheiro muitas vezes colocado a fundo perdido.

A isonomia às avessas que impera por aqui gera na verdade ainda mais concentração de renda.

Capitalismo de compadrio não é capitalismo. Chamemos de outra coisa, por favor.

 

Contratos que valem. Mas só até a página 2:

Estabilidade nas regras do jogo é um outro pilar fundamental para o funcionamento de uma economia de mercado. A expectativa e a confiança de que contratos serão cumpridos (e, caso não o sejam, que seu cumprimento será assegurado pelo Estado), de que não haverá mudança radical nas regras que regem determinada atividade no meio do caminho, são essenciais para que alguém tome a iniciativa de empreender.

É medida de mitigação de riscos extrínsecos à atividade. Com isso, o empresário consegue se concentrar apenas naqueles diretamente associados à sua atuação.

Não é preciso ser lá muito experiente para saber que no Brasil as regras valem na verdade até a página 2.

Contratos são descumpridos deliberadamente, na certeza de que a ineficiência da máquina estatal não dará conta de lhes dar efetividade.

Regras são alteradas diuturnamente, ao sabor das vontades dos governantes. Decisões judiciais dão de ombros para o conceito de ato administrativo perfeito, alteram e cassam licenças, alvarás e autorizações legalmente obtidas.

Nesse contexto, o agente que não é amigo do rei (vide item anterior) faz das duas uma: ou investe menos, deixa de produzir, deixa de contratar pessoas, para correr menos risco, ou se protege de outras formas. O reflexo disso tudo é um só: o aumento absurdo nos custos de transação, ou seja, perda de competitividade e pressão sobre preços.

Quem se beneficia? Os compadres e os agentes públicos com eles mancomunados, ora bolas.

Então, companheiro, seja sincero: isso é capitalismo?

 

Ei, empresário, melhor você fazer o que eu mandar, pois quem avisa amigo é:

Premissa essencial da economia de mercado é que o Estado intervenha o mínimo possível na atividade econômica.

Dois são os vieses.

 

Ei, senhor Estado, não concorra com quem faz melhor:

Não cabe ao Estado atuar diretamente como agente de mercado. Não cabe a ele se meter a produzir algo que concorra com o particular.

Primeiro porque o Estado não é talhado para isso e certamente fará pior e mais caro que o agente que se dedicar exclusivamente àquela atividade. Quem viaja de Iberia sabe.

Segundo, porque a fonte de recursos do estado – novamente, dinheiro do contribuinte – é extremamente mais barata de se captar do que o dinheiro que o empresário busca no mercado, gerando distorções absurdas. Dinheiro público mal aplicado, em resumo.

Terceiro, porque essa grana deveria ter mesmo era outra destinação, condizente com o papel típico do Estado na vida do cidadão, seja para manter a máquina pública voltada a cobrar impostos e garantir a manutenção das regras do jogo e das liberdades individuais (num modelo liberal de Estado), seja prestando ações positivas como serviços de educação, saúde e previdência social, caso o leitor seja um social democrata.

 

Ei, senhor Estado, não planeje a vida alheia:

O segundo viés dessa distorção se revela no planejamento da atividade econômica pelo Estado. E isso é algo que historicamente todos os governos que aqui passaram adoraram fazer. Todos.

Ao colocar nas mãos do Estado – na verdade, em combinação com os compadres – a direção da economia, a livre iniciativa é afetada de tal forma que vários agentes acabam por encerrar suas atividades ou veem seus mercados serem simplesmente extintos por influência direta de um ente com quem eles não conseguem lutar contra.

Não é papel do Estado dizer se um país deve produzir arroz, açúcar, petróleo, televisores ou filmes pornô. Essa tarefa cabe ao mercado regular e se autorregular.

Dirigir a economia para um ou outro rumo – o que implica em uma escolha política e não econômica – invariavelmente leva a resultados opostos ao esperado. Do Brasil de JK, passando pelo regime militar, à Rússia comunista.

 

O círculo da não virtude

Os três fatores que comentamos assim se retroalimentam um do outro, gerando um círculo vicioso difícil de ser quebrado.

Geram, ainda, uma falsa impressão de que o problema é de tal ordem sistêmico que é impossível superá-lo.

Não é verdade, apesar de não ser tarefa fácil.

Mudar a classe política e sua a mentalidade? É um passo.

Extirpar o marxismo cultural que associa a livre iniciativa a valores moralmente espúrios? Certamente.

Reforçar as instituições para que garantam a estabilidade das regras do jogo? Sem dúvida.

Mas antes disso: que tal dar uma oportunidadezinha ao capitalismo, hein?

Basta dar uma olhada no ranking de liberdade econômica publicado pela Heritage Foundation para se ter uma ideia de que as coisas podem sim melhorar com o capitalismo implantado: http://www.heritage.org/index/ranking

Vamos lá, de peito aberto, sem concepções prévias e ideias prontas. Nunca vivemos isso aqui.

Quem sabe ele, o capitalismo de verdade – não esse arremedo que temos – não seja assim tão malvadão, tão concentrador de riquezas, tão gerador de desigualdades?

Aí quero ver o que vão dizer. Aposto que vai chover comunista na fila para virar liberal.

Uma dose só, vamos lá, pessoal. Vai que pega. Garçom, pode descer que a primeira rodada é por minha conta!

Give “capitalismo” a chance.

Quo vadis, Brasil?

 

Carta Aberta de apoio à Operação Lava-Jato

Por Leôncio Custódio

Excelentíssimo Senhor Juiz Sergio Moro, Ilustríssimos Procuradores da República integrantes da Força-Tarefa, Digníssimos Policiais Federais,

Há pouco mais de dois anos o Brasil iniciou uma caminhada para o futuro. Despretensiosamente. Sem uma grande ruptura perceptível. Apenas fruto do trabalho cotidiano dos até então anônimos agentes públicos que, longe do glamour dos gabinetes políticos do Planalto Central, exerciam suas funções rotineiras.

Sim, era apenas mais um trabalho para policiais que grampeavam giro suspeito de divisas em um posto de gasolina de Brasília. Um preso aqui, outro acolá. Típica operação que mereceria rápido registro na televisão e pequenas notas de rodapé nos jornais. Mas o acaso agiu a favor dos justos, e nas gravações alguns peixes graúdos começaram a ser fisgados pelo anzol da investigação.

Não pretendo fazer um resumo de cada etapa desta apuração criminal, a maior do país e que está quebrando paradigmas positivamente, fazendo aumentar a crença da população pelo fim da impunidade dos poderosos. O que quero louvar e apoiar, em nome de todo povo cansado dos desmandos sem responsabilidade, é o trabalho de excelência que está sendo realizado e que traz ânimo àqueles que, descrentes, já não viam mais sentido no esforço, no estudo, na retidão de caráter, valores caros à democracia que estavam corroídos pela usurpação de gente que delinquia sem temor, por se acharem acima das leis, acreditando -se uma casta especial.

À Polícia Federal peço que mantenha a fibra nas investigações, analisando minuciosamente os elos entre “laranjas” e poderosos, que por mais astutos que sejam no mundo da criminalidade do colarinho branco, sempre deixarão rastros. Não esmoreçam frente às dificuldades e suspeitas infundadas à imparcialidade do trabalho que muitos os tentarão gravar. Não recuem com as ameaças dos que bravejam sabedores do iminente muro do fim da linha. Policiais científicos, cumpram sua nobre missão legal de fornecer subsídios robustos às densas denúncias que se seguem. A população que cultiva a moralidade está ao lado de vocês.

Ao Ministério Público Federal, em especial aos membros da competente força-tarefa de Procuradores da República, sigam inabaláveis destrinchando a complexa teia de pornográficos acordos entre governos e particulares. Capitaneiem a difícil arte de traduzir a vulgar linha de pensamento dos ávidos bandidos do dinheiro público para a escorreita técnica jurídica, de sorte a não oferecer fendas interpretativas para os que que trabalham pela impunidade em troca de polpudos honorários financiados pelo metal de origem ilícita. Caminhem com a reconhecida coesão de pensamentos, fator determinante para que as tentativas de desqualificação pelos usurpadores dos bens públicos e sua claque de beneficiários não passem de tambores surdos, que ressoam com defeito para a maioria. A grande parcela do bem está vogando nas mesmas águas, aprendendo e se politizando com o exemplo de um serviço público elegante e inteligentemente realizado.

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Reverências, ademais, ao trabalho honesto e incansável do probo e estudioso Juiz Federal Sergio Moro, bússola ética da maioria até outrora descrente em mudanças e punições num país cujo amealhar para si o alheio era a regra de conduta até então. Solidarizamo-nos com a postura corajosa, destemida e igualitária no tratamento aos acusados de todos os matizes. Numa sociedade na qual alguns se consideravam intocáveis, seu modo de condução imparcial, com base apenas na técnica processual, reforça o ideal de impessoalidade que deve nortear qualquer fato ou ação públicos. Não retroceda, tampouco desanime com as pedras a serem espalhadas no caminho da justiça pelos que estão vendo seus imorais elos que misturam interesses públicos e privados sendo podados. É o desespero de uma casta que se julga especial, mas somente contribuiu para aprofundar as cicatrizes de um país adoentado pela imoralidade. Siga em frente, pois a grande maioria que o apoia quer apenas que a lei valha para todos.

A Operação Lava-Jato, esperamos, será apenas a primeira martelada para insculpir moralidade, impessoalidade e transparência na coisa pública e na sensação de que a lei é geral e abraça a todos.

 

 

 

A Lava-jato e os juristas de Facebook

As medidas adotadas no âmbito da Operação Lava-jato, inclusive as prisões cautelares, têm tido alto índice de manutenção no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e tribunais superiores.

Apesar disto, muitos dos chamados juristas ficam de plantão para, quase sempre de supetão, apontarem supostos abusos praticados por autoridades que trabalham na operação.

O último episódio envolveu jurista gaúcho. Propagou em rede social que o juiz Sérgio Moro proferira sentença de 160 páginas no dia seguinte à apresentação das alegações finais pela defesa e poucos minutos depois dos autos lhe serem conclusos, o que colocaria em risco o Estado Democrático de Direito.

Rapidamente foi seguido por muitos juristas de Facebook.

O juiz se deu ao trabalho de responder à provocação extra autos. Esclareceu que concedera oportunidade para que as partes, após a juntada de documento no interesse da defesa, manifestassem-se novamente em alegações finais, as quais já haviam sido apresentadas. E que o registro da conclusão foi apenas para permitir o lançamento da sentença no sistema.

Vê-se que o jurista e seus seguidores sequer consultaram devidamente o processo eletrônico, a todos disponível.

Vale lembrar que é lugar comum a crítica de que o Judiciário é lento.

Observa-se, todavia, que na Lava-jato em primeira instância o Judiciário apresenta celeridade acima da média, principalmente por força de um processo eletrônico que funciona e das forças tarefas.

Por isso, é de interesse da sociedade que o processo eletrônico eficiente seja a regra e que forças tarefas sejam criadas para os casos mais complexos: não basta a aplicação da lei penal conforme a Constituição, deve ela também se dar de forma tempestiva, conforme impõe a própria Lei maior.

Neste contexto, se é certo que a Lava-jato não é infalível, é indubitavelmente um modelo a ser seguido na persecução penal.

Todavia, alguns juristas e seus seguidores de Facebook parecem preferir o Judiciário lento e a impunidade.